{"id":13612,"date":"2015-11-23T18:40:36","date_gmt":"2015-11-23T21:40:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13612"},"modified":"2015-11-23T18:40:36","modified_gmt":"2015-11-23T21:40:36","slug":"a-cassia-do-fonseca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/11\/23\/a-cassia-do-fonseca\/","title":{"rendered":"Altos e baixos de C\u00e1ssia Eller, o Musical"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #888888\"><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/11\/PRE_ESTREIA-134.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13613\" alt=\"PRE_ESTREIA-134\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/11\/PRE_ESTREIA-134-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a>Por Hertenha Glauce, atriz e diretora teatral<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Quinta-feira, 19 de novembro de 2015, Cine Teatro S\u00e3o Luiz, em Fortaleza, Cear\u00e1. Um misto de ansiedade e de medo. Medo? Sim, medo. J\u00e1 havia visto dois outros musicais dirigidos por Jo\u00e3o Fonseca: <strong>Gota D\u2019\u00e1gua<\/strong> e <strong>Cazuza<\/strong>. Ambos no Rio de Janeiro. <strong>Gota D\u2019\u00e1gua<\/strong> me arrebatou. Lindo. Vibrante. Envolvente. <strong>Cazuza<\/strong>, decepcionante. Pareceu-me feito \u00e0s pressas, sem tempo de curtir, maturar. Problemas de dramaturgia e at\u00e9 erros hist\u00f3ricos. Ou seriam \u201clicen\u00e7as po\u00e9ticas\u201d?! Bom, foi no embalo destes sentimentos que fui ao Cine Teatro.<!--more--><\/p>\n<p>Eu, f\u00e3 inveterada de C\u00e1ssia Eller e atenta a sua biografia e discografia, sentei e esperei. Come\u00e7ou. A banda toca, alguns atores v\u00e3o cruzando o palco. Eis que surge no centro um pedestal, com um foco de luz e todo o resto do palco azul, (preciosismo do Maneco Quinder\u00e9 (design de luz), que vacila muito com luzes \u00f3bvias e alguns clich\u00eas dif\u00edceis de engolir). Sigamos. Tudo preparado para entrada da Tacy\/C\u00e1ssia. Ela come\u00e7a a cantar a capela <em><strong>Laterna dos Afogados<\/strong><\/em> (Herbert Vianna). Um susto! C\u00e1ssia estava ali. N\u00e3o! Infelizmente, n\u00e3o! Mas o que era aquilo, ent\u00e3o? Tacy de Campos. Que grata surpresa! Arrepio. Olhos marejados. Uma necessidade de comentar: &#8211; Est\u00e1s ouvindo isso?! Impressionante! C\u00e1ssia devia ter dado consentimento, aprovado a garota. Um al\u00edvio. E, praticamente, o \u00fanico.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo n\u00e3o empolga. N\u00e3o emociona e muito menos, arrebata. Deixa suspensa a emo\u00e7\u00e3o inicial, que n\u00e3o volta mais. Ralenta (fica sem ritmo) em v\u00e1rios momentos e muitos pontos importantes da carreira ficam <em>en passant<\/em>. Lament\u00e1vel. A op\u00e7\u00e3o por tentar passar por todos os momentos, sacrificou alguns momentos cruciais, como por exemplo, a rela\u00e7\u00e3o dela com o Nando Reis, que passou como um vulto. Nem deu tempo de curtir. A\u00ed voc\u00ea vai me dizer: &#8211; Mas \u00e9s muito exigente. N\u00e3o d\u00e1 para falar tudo em duas horas. \u00c9 verdade! Por isso digo que querer falar de tudo, sacrificou o espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Okay, o repert\u00f3rio \u00e9 maravilhoso, mas a combina\u00e7\u00e3o banda e amplifica\u00e7\u00e3o do elenco, nem tanto. Em muitos momentos sequer entendia-se o que era falado. Ficava sempre uma pergunta no ar: &#8211; O que foi que ele (a) disse?<\/p>\n<p>Fiquei cismada: &#8211; E a depend\u00eancia em coca\u00edna foi censurada? N\u00e3o entendi! Maconha pode, coca\u00edna, n\u00e3o?! E a morte? Que morte? Na pe\u00e7a, ela n\u00e3o morre. Nem simbolicamente. Abro um par\u00eantese para lembrar do <strong>Cazuza<\/strong>. Um dos \u00fanicos momentos, verdadeiramente, inteligentes. Fonseca transforma a m\u00e1quina de datilografia, companheira de Cazuza, em caix\u00e3o. Em cada ponta da mesinha da m\u00e1quina, uma al\u00e7a. Em cada al\u00e7a, uma pessoa importante na vida de Cazuza. Brilhante! E a C\u00e1ssia, n\u00e3o morre?<\/p>\n<p>Depois de tantos pontos negativos, n\u00e3o sobra nenhum positivo? Sim, dois: 1. A costura com as letras das m\u00fasicas que C\u00e1ssia cantou, atemporalmente. N\u00e3o importava quando e nem em que contexto C\u00e1ssia cantou. Ali, elas ganhavam novos sentidos. Eram resignificadas. Dava sentido as cenas. Muito bom! 2. a Tacy! Ela salva! Ela \u201cincorpora\u201d a C\u00e1ssia, n\u00e3o s\u00f3 cantando, mas falando, andando, sorrindo, gargalhando. Eu sorria ao v\u00ea-la e agradecia.<\/p>\n<p>\u201cEu poderia ser um escritor da moda (,,,)<br \/>\nE n\u00e3o h\u00e1 nenhuma outra hip\u00f3tese<br \/>\nQue eu n\u00e3o considere, mas<br \/>\nO que eu queria mesmo ser<br \/>\n\u00c9 a C\u00e1ssia Eller\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Hertenha Glauce, atriz e diretora teatral Quinta-feira, 19 de novembro de 2015, Cine Teatro S\u00e3o Luiz, em Fortaleza, Cear\u00e1. 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