{"id":13621,"date":"2015-12-10T12:03:04","date_gmt":"2015-12-10T15:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13621"},"modified":"2015-12-10T12:03:04","modified_gmt":"2015-12-10T15:03:04","slug":"djavan-revolve-as-memorias-sertanejas-em-vidas-pra-contar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/12\/10\/djavan-revolve-as-memorias-sertanejas-em-vidas-pra-contar\/","title":{"rendered":"Djavan revolve as mem\u00f3rias sertanejas em Vidas Pra Contar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/11\/DJ-207_cmyk.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13651\" alt=\"DJ-207_cmyk\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/11\/DJ-207_cmyk-625x501.jpg\" width=\"625\" height=\"501\" \/><\/a><span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong> <\/span>saiu de Macei\u00f3, Alagoas, em 1972 para tentar a vida como cantor no Rio de Janeiro. A voz aguda e o viol\u00e3o personal\u00edssimo lhe garantiram o sustento na Cidade Maravilhosa, lugar onde se fixou e morou por muitos anos. Mesmo que s\u00f3 tenha voltado para sua terra cerca de 40 anos depois, a vida e os costumes nordestinos nunca sa\u00edram da sua cabe\u00e7a. Os sabores das comidas, as rimas dos cantadores, a m\u00e3e cantando em casa, a igreja, os h\u00e1bitos, tudo ficava passando pelos seus olhos diariamente.<\/p>\n<p>Essas lembran\u00e7as s\u00e3o o que h\u00e1 de mais forte em <span style=\"color: #800080\"><strong>Vidas pra Contar<\/strong> <\/span>(Sony Music), novo trabalho que o compositor de 66 anos lan\u00e7a este m\u00eas. <!--more-->Trazendo 12 can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, este 19\u00b0 disco de est\u00fadio de <span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong> <\/span>traz uma carga autobiogr\u00e1fica pouco visto ao longo dos seus 39 anos de carreira. \u201cO Nordeste em que vivi, h\u00e1 40 anos, \u00e9 bem diferente (do atual), mas guarda a ess\u00eancia que est\u00e1 impregnada na minha experi\u00eancia. Adoro o povo, a comida, a f\u00e9 e principalmente a fraternidade. Isso \u00e9 uma peculiaridade do nordestino. Essa m\u00fasica reaviva minha mem\u00f3ria afetiva.\u201d, comenta o m\u00fasico, por telefone, se referindo a <em><strong>Vida Nordestina<\/strong><\/em>, faixa que abre o disco.<\/p>\n<p>Os versos de<em><strong> Vida Nordestina<\/strong><\/em> falam sobre um \u201cpovo sofredor\u201d que convive com a dureza da estiagem e todas as ang\u00fastias atreladas a ela. Mas fala tamb\u00e9m da menina que se arruma para a festa e da f\u00e9, pois \u201csem ela, tudo vai ser pior. Nem ro\u00e7a, nem gado existem sem Deus\u201d. As lembran\u00e7as tamb\u00e9m chegam forte em <em><strong>Dona do Horizonte<\/strong><\/em>, quando <span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong> <\/span>presta uma homenagem em notas agudas \u00e0 m\u00e3e e ao desejo que ela tinha de ver o filho cantando como Orlando Silva e dando nome a alguma avenida. \u201cEla me colocava para <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capinha-Djavan-Vidas-pra-Contar.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-13652\" alt=\"Capinha - Djavan - Vidas pra Contar\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capinha-Djavan-Vidas-pra-Contar-300x269.png\" width=\"300\" height=\"269\" \/><\/a>ouvir Luiz Gonzaga, Orlando Silva, Angela Maria. E ela era compositora, fazia m\u00fasica para cada filho. \u00c0 medida que ela instigava para estudar, estudo era tudo na vida, ela me dava inspira\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica\u201d, lembra emocionado.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><strong>Vidas pra contar<\/strong><\/span> \u00e9 amparado por m\u00fasicos que j\u00e1 conhecem bem os ritmos quebrados cheios de grooves e aspira\u00e7\u00f5es jazz\u00edsticas de <span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong><\/span>. Entre esses m\u00fasicos, est\u00e3o companheiros de estrada e est\u00fadio h\u00e1 d\u00e9cadas como Carlos Bala (bateria), Jo\u00e3o Castilho (viol\u00e3o) e Paulo Calasans (teclados). Eles andaram afastados quando o alagoano se voltou para a banda formada pelos filhos em 2001, mas voltaram a tocar juntos desde o excelente <strong>Rua dos amores<\/strong>. \u201cEsse pessoal tocou comigo por um bom tempo e \u00e9 uma felicidade por que a gente se respeita. Na hora de fazer os arranjos, procuro ouvir sugest\u00f5es deles. Se a id\u00e9ia agrada, uso ou transformo. Mas, eles esperam muito por mim por que dizem que ningu\u00e9m melhor que eu pra conseguir o que eu quero\u201d, ri o m\u00fasico.<\/p>\n<p>O resultado desse encontro de composi\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o \u00e9 um disco que seduz pela variedade de ritmos em can\u00e7\u00f5es de empatia imediata. Se <em><strong>Vida nordestina<\/strong><\/em> \u00e9 um xote marcado por uma viola de 10 cordas, logo em seguida, <em><strong>S\u00f3 para ser o sol<\/strong><\/em> \u00e9 um dos bons funks pop que trazem o carimbo de <span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong> <\/span>em frente e verso. J\u00e1 <em><strong>Primazia<\/strong> <\/em>\u00e9 uma tocante declara\u00e7\u00e3o de amor com ares de Sinatra, enquanto <em><strong>O tal do amor<\/strong><\/em> tem ares parisienses e <em><strong>Engui\u00e7ado<\/strong><\/em> tem um p\u00e9 em George Gershwin. Esp\u00e9cie de ponto fora da curva, a m\u00fasica que d\u00e1 nome ao disco usa guitarras pesadas e ritmo bem marcado para tratar de uma noite de ins\u00f4nia. Para encerrar, <em><strong>\u00c2nsia de viver<\/strong><\/em> \u00e9 um sambinha bem compassado na mesma linha <em>Celeuma<\/em> e<em> Del\u00edrio dos mortais<\/em>. As demais tamb\u00e9m lembram outros tantos momentos famosos da carreira de <span style=\"color: #800000\"><strong>Djavan<\/strong><\/span>, o que mostra que sua f\u00f3rmula de fazer m\u00fasica sempre rende momentos de deleite para os ouvintes.<\/p>\n<p><strong>Falando da vida<\/strong><\/p>\n<p>Entre cl\u00e1ssicos da discografia nacional e obras que passaram despercebidas, conhe\u00e7a \u00e1lbuns criados a partir de momentos particulares e lembran\u00e7as de seus autores:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/loki.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-13653 alignleft\" alt=\"loki\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/loki-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/loki-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/loki-120x121.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/loki.jpg 573w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><strong>Loki? (1973) &#8211;\u00a0<\/strong>Arnaldo Baptista andava triste pela sa\u00edda dos Mutantes e pelo fim do casamento com Rita Lee. Turbinado por doses pesadas de LSD, o m\u00fasico criou uma obra visceral, triste e inesquec\u00edvel. <em><strong>Desculpe<\/strong> <\/em>resume o desespero.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-13654 alignleft\" alt=\"erasmo carlos\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos-300x302.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos-120x121.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/erasmo-carlos.jpg 696w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Sonhos e mem\u00f3rias (1972) &#8211;<\/strong>\u00a0Em 1972, Erasmo Carlos completou 31 anos aprendendo a lidar com o casamento e paternidade. Numa fase de calmaria hippie, em oposi\u00e7\u00e3o aos anos rock, ele fez uma obra sentimental que fala sobre problemas conjugais (<em><strong>Grilos<\/strong><\/em>) e t\u00e9dio na vida familiar (<em><strong>S\u00e1bado morto<\/strong><\/em>).<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-13655\" alt=\"cabe\u00e7a dinossauro\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/cabe\u00e7a-dinossauro.jpg 450w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Cabe\u00e7a dinossauro (1986) &#8211;<\/strong>\u00a0Ap\u00f3s a pris\u00e3o de Toni Bellotto por porte de drogas e Arnaldo Antunes por porte e tr\u00e1fico, os Tit\u00e3s se viram numa encruzilhada entre o sucesso e a justi\u00e7a. O resultado foi resumido num \u00e1lbum pesado com faixas como <em><strong>Pol\u00edcia<\/strong> <\/em>e <em><strong>Estado viol\u00eancia<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-13656\" alt=\"certa manh\u00e3\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/certa-manh\u00e3.jpg 407w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Certa Manh\u00e3 Acordei de Sonhos Intranquilos (2009) &#8211;\u00a0<\/strong>Cozido na separa\u00e7\u00e3o com Alessandra Negrini, com tem uma filha, Otto foi \u00e0s raias da loucura em um trabalho pautado pelo peso e pela melancolia. Logo na faixa de abertura, <em><strong>Crua<\/strong><\/em>, fica claro a urg\u00eancia daquele momento pautado pela saudade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Djavan saiu de Macei\u00f3, Alagoas, em 1972 para tentar a vida como cantor no Rio de Janeiro. 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