{"id":13630,"date":"2015-12-17T11:14:29","date_gmt":"2015-12-17T14:14:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13630"},"modified":"2015-12-17T11:14:29","modified_gmt":"2015-12-17T14:14:29","slug":"cida-moreira-e-celia-costuram-historias-lancam-discos-ineditos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/12\/17\/cida-moreira-e-celia-costuram-historias-lancam-discos-ineditos\/","title":{"rendered":"Cida Moreira e C\u00e9lia costuram hist\u00f3rias lan\u00e7am discos in\u00e9ditos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/C\u00e9lia-Foto-Jair-de-Assis-2015-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13668\" alt=\"C\u00e9lia - Foto Jair de Assis 2015  (2)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/C\u00e9lia-Foto-Jair-de-Assis-2015-2-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a>Divas da m\u00fasica nacional para uns e completas desconhecidas para outros, <span style=\"color: #993300\"><strong>Cida Moreira<\/strong><\/span> e <span style=\"color: #ff6600\"><strong>C\u00e9lia<\/strong> <\/span>guardam semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as em suas trajet\u00f3rias. Paulistanas de nascen\u00e7a, ambas s\u00e3o cantoras, pianistas e pertencem a um grupo seleto de cantoras brasileiras que, apesar de acumularem juntas mais de 80 anos de carreira, nunca gozaram de grande popularidade. Agora ambas est\u00e3o com discos novos na pra\u00e7a e mais uma coincid\u00eancia se apresenta: para ambos, a rela\u00e7\u00e3o com o tempo \u00e9 fundamental.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Aquilo que a gente diz<\/strong> \u00e9 o 15\u00ba \u00e1lbum de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>C\u00e9lia<\/strong> <\/span>Regina Cruz. Dona de um grave macio e encorpado, esta cantora de 68 anos aceitou o convite do produtor Thiago Marques Luiz para colocar voz em um repert\u00f3rio que vai de Otto a Ivan Lins. \u201cEle me ligou e disse: \u2018vamos fazer um CD?\u2019. Eu respondi: \u2018Vamos\u2019. Simples assim\u201d, resume, por telefone, a cantora que concordou com a ideia de misturar \u00e9pocas da m\u00fasica brasileira em can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas e outras que gostava de cantar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-13671\" alt=\"capa celia.idml\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/Capa-C\u00e9lia-2015-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sucessor de <strong>Outros rom\u00e2nticos<\/strong>, feito com m\u00fasicas famosas na voz de Roberto Carlos, <strong>Aquilo que a gente diz<\/strong> reafirma a facilidade que <span style=\"color: #ff6600\"><strong>C\u00e9lia<\/strong> <\/span>tem de se apropriar das can\u00e7\u00f5es que traz para si. E isso pode ser a apocal\u00edptica <strong><i>Eu sou aquele que disse<\/i><\/strong> ou o desabafo <strong><i>N\u00e3o existe amor em SP<\/i><\/strong>, de Criolo. \u201cSou apaixonada pelo Criolo. Adoro aquele neguinho\u201d, confessa a artista que ainda recebeu faixas in\u00e9ditas de Joyce (<strong><i>Entre amigos<\/i><\/strong>), Zeca Baleiro (<strong><i>Deus dar\u00e1<\/i><\/strong>) para se reunir com regrava\u00e7\u00f5es de Tom Z\u00e9 (<strong><i>Se o caso \u00e9 chorar<\/i><\/strong>), Skank (<strong><i>Dois rios<\/i><\/strong>) e outras.<\/p>\n<p>Para essa mistura de rocks, raps, baladas e sambas, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>C\u00e9lia<\/strong> <\/span>adota um mesmo tratamento de piano, viol\u00e3o, baixo e um m\u00ednimo de bateria. Sobre essa cama, uma voz sedutora, encorpada e madura que faz o repert\u00f3rio como um todo parecer fruto de uma mesma \u00e9poca. \u201cN\u00e3o sou aquela cantora de fazer muita firula. N\u00e3o sou chegada a muitos agudos, nem olimp\u00edadas vocais. Sabe a linha Mariah Carey? Sou mais a linha Ella Fitzgerald\u201d, confessa.<\/p>\n<p><b>Soledade<\/b><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/1-cida-moreira-foto-edson-kumasaka.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13669\" alt=\"1-cida-moreira-foto-edson-kumasaka\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/1-cida-moreira-foto-edson-kumasaka-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><strong>Cida Moreira<\/strong><\/span> tamb\u00e9m \u00e9 dona de uma voz bem particular, que ganha ainda mais personalidade no molho teatral que ela d\u00e1 \u00e0s pr\u00f3prias interpreta\u00e7\u00f5es. Assim \u00e9 <strong>Soledade<\/strong>, 11\u00ba disco de uma hist\u00f3ria que come\u00e7ou em 1981, com o visceral <strong>Summertime<\/strong>, solo de piano e voz gravado no teatro Lira Paulistana. O disco produzido pela gravadora Joia Moderna, do DJ Z\u00e9 Pedro, nasceu de um conceito bem simples: ela queria que o disco come\u00e7asse com <strong><i>Viola Quebrada<\/i><\/strong>, composta por M\u00e1rio de Andrade nos anos 1920, e terminasse com <strong><i>O Pulso<\/i><\/strong>, lan\u00e7ada pelos Tit\u00e3s em 1986. Nesse meio, h\u00e1 um Brasil que se transformou ao longo dos anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-13673\" alt=\"850xN\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/12\/850xN.jpg 850w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cComecei a pensar h\u00e1 mais de um ano. \u00c9 um disco sobre o Brasil, mas um Brasil de dentro de mim, uma cidad\u00e3, uma artista, uma mulher brasileira\u201d, explica <span style=\"color: #993300\"><strong>Cida<\/strong><\/span>, sem querer se estender sobre o assunto. Ainda assim, ela acrescenta que <strong><i>O Pulso<\/i><\/strong> resume uma ideia de <strong>Soledade<\/strong>: \u201cDepois que voc\u00ea mostra coisas que n\u00e3o existem mais, est\u00e3o fora de moda, voc\u00ea mostra que o pulso ainda pulsa\u201d.<\/p>\n<p>Essas \u201ccoisas fora de moda\u201d ela viu durante as filmagens de <i>Deserto<\/i>, numa pequena cidade do sert\u00e3o paraibano chamada Soledade. Sem ind\u00fastria, sem a correria dos grandes centros, com um com\u00e9rcio pobre, ela viu um Brasil em extin\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s temos um pa\u00eds que se extinguiu. H\u00e1 expectativa de que muita coisa volte a acontecer. Mas, est\u00e1 vindo a\u00ed um mundo mais superficial, falsamente progressivo\u201d, define <span style=\"color: #993300\"><strong>Cida<\/strong> <\/span>que saiu pescando can\u00e7\u00f5es da mem\u00f3ria que retratassem esse sentimento. Assim vieram <strong><i>Bom Dia<\/i><\/strong> (Gilberto Gil\/ Nana Caymmi), <strong><i>Moreninha<\/i> <\/strong>(DP), <strong><i>Outra cena<\/i><\/strong> (Taiguara), <strong><i>Forasteiro<\/i> <\/strong>(Thiago Pethit\/ H\u00e9lio Flanders) e outras.<\/p>\n<p>Meio tr\u00e1gico e oper\u00edstico, <strong><i>Soledade<\/i> <\/strong>tem o mesmo perfil conceitual presente em toda a discografia de <span style=\"color: #993300\"><strong>Cida Moreira<\/strong><\/span>. Entre tributos a Chico Buarque e Cartola, passeios pelos ritmos brasileiros (<strong>Uma can\u00e7\u00e3o pelo ar&#8230;<\/strong>) e outras propostas, agora ela homenageia o Brasil a partir das pr\u00f3prias mem\u00f3rias. O resultado \u00e9 um disco c\u00e1ustico, severo e de poucos sorrisos, mas que deixa claro que o pulso ainda pulsa.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00e9lia \u2013 Aquilo que a gente diz<\/strong><br \/>\n10 faixas<br \/>\nNova esta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 29,90<\/p>\n<p><strong>Cida Moreira \u2013 Soledade<\/strong><br \/>\n15 faixas<br \/>\nJoia Moderna<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 25,90<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divas da m\u00fasica nacional para uns e completas desconhecidas para outros, Cida Moreira e C\u00e9lia guardam semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as em suas trajet\u00f3rias. 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