{"id":13938,"date":"2016-04-25T16:00:02","date_gmt":"2016-04-25T19:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13938"},"modified":"2016-04-25T16:00:02","modified_gmt":"2016-04-25T19:00:02","slug":"ceu-de-pixels-e-beats","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/04\/25\/ceu-de-pixels-e-beats\/","title":{"rendered":"C\u00e9u de pixels e beats"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/C\u00e9u-4-cr\u00e9dito-Luiz-Garrido.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13967\" alt=\"C\u00e9u 4 cr\u00e9dito Luiz Garrido\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/C\u00e9u-4-cr\u00e9dito-Luiz-Garrido-624x906.jpg\" width=\"624\" height=\"906\" \/><\/a>Reconhecida como um dos principais nomes da m\u00fasica brasileira revelada neste s\u00e9culo, <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong> <\/span>encontrou um canto bem particular para colocar sua m\u00fasica. Dona de uma linguagem muito peculiar, ela mistura estilos, ritmos e est\u00e9ticas e cria algo novo carregado de personalidade. Se seus discos t\u00eam samba, reggae, balada rom\u00e2ntica, bossa nova ou dance music, isso tudo est\u00e1 liquidificado de tal forma que \u00e9 dif\u00edcil reconhecer onde est\u00e1 cada elemento desses.<!--more--><\/p>\n<p>Em <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tropix<\/strong><\/span>, quarto \u00e1lbum de est\u00fadio da paulistana, essa fus\u00e3o de sonoridades fica evidente em cada uma das 12 faixas. Lan\u00e7ado pelo selo Slap, o sucessor do projeto ao vivo de 2014 nasceu de uma vontade que a cantora e compositora de 35 anos tinha de brincar com uma nova sonoridade eletr\u00f4nica. \u201c\u00c9 uma brincadeira com um som mais duro, mais sint\u00e9tico. Uma brincadeira sobre o tijolo a tijolo do digital. O pixel sem perder uma coisa tropical. A m\u00e1quina do Brasil n\u00e3o \u00e9 como a dos alem\u00e3es. Ela \u00e9 \u00famida\u201d, divaga <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong><\/span>, sobre o conceito do novo \u00e1lbum.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RaN58mqMwMc[\/youtube]\n<p>A faixa que apresentou <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tropix<\/strong> <\/span>para as plataformas digitais foi<em><strong> Perfume do invis\u00edvel<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria que come\u00e7a cheia de melancolia at\u00e9 ganhar ritmo e balan\u00e7o. \u201cEu estava ouvindo coisas que deram vontade de ir para esse lado. Engra\u00e7ado, eu encontrei num caderninho, l\u00e1 do in\u00edcio (da produ\u00e7\u00e3o) do disco, uma p\u00e1gina que tinha escrito \u2018beat tropical\u2019\u201d, comenta <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong> <\/span>sobre o conceito que passou a nortear o trabalho. Tamb\u00e9m entre as faixas est\u00e1 a regrava\u00e7\u00e3o de <em><strong>Chico Buarque Song<\/strong><\/em>, da Fellini. \u201cN\u00e3o conhecia a banda e fiquei encantada. Tinha a ver com o que estava ouvindo na \u00e9poca\u201d, comenta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-13968\" alt=\"capa C\u00e9u\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/04\/capa-C\u00e9u.jpg 2000w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A banda que acompanha <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong> <\/span>em <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tropix<\/strong> <\/span>\u00e9 formada por Pupillo (bateria), Pedro S\u00e1 (guitarra), Lucas Martins (baixo) e Herv\u00ea Salters (teclados). Como convidada especial, Tulipa Ruiz divide os vocais alucinados de Et\u00edlica\/Interl\u00fadio.<strong> \u201c<\/strong>Ela \u00e9 maravilhosa e tem uma voz maravilhosa. Gosto muito dela. Achei que seria demais t\u00ea-la, por que tem um momento psicod\u00e9lico em que ela poderia deitar e rolar\u201d, brinca <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Maria do C\u00e9u Whitaker Po\u00e7as conta que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tropix<\/strong> <\/span>n\u00e3o nasceu com um conceito fechado, mas todas as faixas foram feita para ele. Se <strong>Caravana Sereia Bloom<\/strong>, de 2012, tinha como prop\u00f3sito ser uma trilha sonora para a estrada, o novo \u00e1lbum se aproxima mais da forma como nasceu <strong>Vagarosa<\/strong> (2009), que s\u00f3 depois de finalizado sua autora percebeu um conceito. \u201cRealizei o desejo, um sonho de fazer o disco todo com uma banda, um power trio de sintetizadores. Queria o Pupillo e queria algu\u00e9m com olhar de longa dist\u00e2ncia sobre a cultura brasileira. E chegou a Herv\u00ea, que \u00e9 brilhante\u201d, conta a cantora.<\/p>\n<p>Os quatro anos que separam <strong>Caravana Sereia Bloom<\/strong> de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tropix<\/strong> <\/span>foram cortados pelo primeiros lan\u00e7amento ao vivo de <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00e9u<\/strong><\/span>. Para ela, a experi\u00eancia de gravar ao vivo foi positiva e n\u00e3o se compara com o trabalho em est\u00fadio.<strong> \u201c<\/strong>O est\u00fadio \u00e9 um universo introspectivo e de conex\u00e3o 100% com a m\u00fasica. J\u00e1 o show \u00e9 a conex\u00e3o com as pessoas. Eu diria que \u00e9 o oposto\u201d, compara ela que agora se prepara para colocar o novo projeto na estrada. O show j\u00e1 est\u00e1 sendo planejado e ela j\u00e1 tem muitas datas agendadas em festivais pelo exterior. No entanto, ela n\u00e3o revela detalhes para n\u00e3o quebrar a surpresa. Por enquanto, ela s\u00f3 diz que est\u00e1 satisfeita com o ritmo que tem colocado para o trabalho, intercalando turn\u00eas com os cuidados dom\u00e9sticos com a filha. \u201cTenho uma vida muito cheia de coisa, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ser cantora. Se eu tivesse o tempo todo dedicado a fazer disco eu teria mais dinheiro. Mas sou m\u00e3e, vou a supermercado\u201d, ri-se.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecida como um dos principais nomes da m\u00fasica brasileira revelada neste s\u00e9culo, C\u00e9u encontrou um canto bem particular para colocar sua m\u00fasica. 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