{"id":14107,"date":"2016-06-08T12:48:44","date_gmt":"2016-06-08T15:48:44","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14107"},"modified":"2016-06-08T12:48:44","modified_gmt":"2016-06-08T15:48:44","slug":"discobertas-relanca-discos-setentistas-de-elza-soares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/06\/08\/discobertas-relanca-discos-setentistas-de-elza-soares\/","title":{"rendered":"Discobertas relan\u00e7a discos setentistas de Elza Soares"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14117\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/maxresdefault-624x351.jpg\" alt=\"maxresdefault\" width=\"624\" height=\"351\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333\"><strong>Por Marcos Sampaio (marcossampaio@opovo.com.br)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>Caixa anos 70 resgata per\u00edodo menos popular de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza Soares<\/strong><\/span> em quatro discos lan\u00e7ados pela extinta gravadora Tapecar<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Um ano depois de surpreender o p\u00fablico com<span style=\"color: #cc99ff\"><strong> A Mulher do Fim do Mundo<\/strong><\/span>, primeiro disco somente de in\u00e9ditas em quase 60 anos de carreira, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza Soares<\/strong><\/span> v\u00ea resgatado um per\u00edodo bem particular de sua carreira. O box <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Anos 1970<\/strong><\/span>, lan\u00e7ado pelo selo <em>Discobertas<\/em>, traz quatro discos de numa \u00e9poca em que a carreira da sambista andava em baixa, assim como sua vida pessoal.<\/p>\n<p>Os \u00e1lbuns foram lan\u00e7ados originalmente entre 1974 e 1977 pela Tapecar, do espanhol Manolo Camero. A ideia da gravadora era trazer para o Brasil os t\u00edtulos da Motown, empresa norte-americana que fez hist\u00f3ria registrando nomes da black music, como Michael Jackson, Stevie Wonder e Diana Ross.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Tfzf6yQuE0o[\/youtube]\n<p>Numa \u00e9poca em que o samba estava em alta e que sobravam cantoras nos cast das grandes multinacionais, Manolo resolveu abra\u00e7ar a m\u00fasica negra nacional trazendo para seu lado nomes como Candeia, Xang\u00f4 da Mangueira e Gilson. Depois de um casamento feliz com a Odeon, onde gravou p\u00e9rolas como <em><strong>A Bossa Negra<\/strong><\/em> (1960) e <strong><em>Elza Pede Passagem<\/em><\/strong> (1972), a carioca de voz atrevida sentiu vontade de mudar e aceitou o convite de Manolo.<\/p>\n<p>Ao mesmo passo que gravava um sucesso atr\u00e1s do outro na Odeon, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>vivia uma barra pesad\u00edssima dentro de casa. O alcoolismo do marido Garrincha s\u00f3 se agravava e muitos ainda n\u00e3o aceitavam o fato do jogador ter deixado o casamento anterior para ficar com uma artista. Em tempos de pensamento ainda mais obtuso, o casal teve a casa metralhada sem grandes explica\u00e7\u00f5es. O jeito foi passar um tempo fora, fazendo shows pela Europa e onde mais chamassem.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XEIhRF_U5ZY[\/youtube]\n<p>Em meio a esse turbilh\u00e3o, a primeira grava\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>na nova casa foi <em><strong>Salve a Mocidade<\/strong><\/em>, registrado na trilha da novela O Rebu. O sucesso estrondoso do samba-enredo de Luiz Reis n\u00e3o se repetiu no \u00e1lbum lan\u00e7ado naquele mesmo ano. Apostando em novos compositores, o disco <strong>Elza Soares<\/strong> (1974) tem como exce\u00e7\u00e3o uma interpreta\u00e7\u00e3o cortante de <em><strong>Quem h\u00e1 de dizer<\/strong><\/em> (Lupic\u00ednio Rodrigues). At\u00e9 a pr\u00f3pria <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>se arrisca como compositora no partido alto Louvei Maria.<\/p>\n<p>Os arranjos e a produ\u00e7\u00e3o musical dos tr\u00eas primeiros discos de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>na Tapecar ficaram a cargo do mestre dos bailes Ed Lincoln (1932 \u2013 2012). O pianista fortalezense era dono de um ritmo contagiante que se alinhou bem ao estilo sambajazz\u00edstico da int\u00e9rprete. Alguns destaques desse encontro s\u00e3o as faixas <em><strong>Xamego<\/strong> <strong>de<\/strong> <strong>Criola<\/strong><\/em> (Z\u00e9 Di), <em><strong>Auera<\/strong> <\/em>(Marcos Moran\/ E. Carlos) e <em><strong>Primeiro Eu<\/strong><\/em> (Toninho\/ Romildo). Chegando a <strong>Li\u00e7\u00e3o de Vida<\/strong> (1976), <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>come\u00e7a a se aproximar de uma turma de compositores que iria dar muito pano pra manga mais a frente. O disco abre com <strong><em>Malandro<\/em><\/strong>, do ent\u00e3o estreante Jorge Arag\u00e3o, e segue com <em><strong>Deus e Viola<\/strong><\/em>, da dupla Dida e Neoci, tamb\u00e9m autores de <strong><em>Vou Festejar<\/em><\/strong>.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2VP136nzob0[\/youtube]\n<p>Com a carreira ficando cada vez mais err\u00e1tica, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza Soares<\/strong><\/span> se afasta ainda mais do sambajazz e abra\u00e7a o partido alto em <strong>Pil\u00e3o + Ra\u00e7a = Elza<\/strong>., disco em que se despede da Tapecar. Sem ter deixado nenhum sucesso, o \u00e1lbum traz tr\u00eas composi\u00e7\u00f5es de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong><\/span>, duas delas em parceria com o produtor Gerson Alves, e mais uma de Jorge Arag\u00e3o (<strong><em>Perd\u00e3o amor<\/em><\/strong>).<\/p>\n<p>Da\u00ed em diante, novos dramas tomariam conta de vida de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza Soares<\/strong><\/span>. A separa\u00e7\u00e3o de Garrincha e a morte do \u00eddolo pouco tempo depois. Tr\u00eas anos depois, uma nova perda: Garrinchinha, \u00fanico filho do casal, morre num acidente de carro. Para fugir da dor, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elza<\/strong> <\/span>passou um tempo longe do Brasil, dos est\u00fadios, mas seguiu cantando para n\u00e3o enlouquecer. E, assim, ela segue, entre perdas e ganhos, buscando curar feridas com m\u00fasica.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800000\"><strong>Discografia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #003366\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-14118\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1974-150x150.jpg\" alt=\"1974\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1974-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1974-300x298.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1974-120x119.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1974.jpg 711w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>ELZA SOARES (1974)<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Numa \u00e9poca em que Clara Nunes vendia milhares de c\u00f3pias, Elza estreia na Tapecar usando longo e turbante. As compara\u00e7\u00f5es foram muitas. Nesta reedi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o os b\u00f4nus <em><strong>Salve a Mocidade<\/strong><\/em>, <em><strong>Festa do C\u00edrio de Nazar\u00e9<\/strong><\/em> e <em><strong>O Mundo Fant\u00e1stico do Uirapuru<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008080\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-14119\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975-150x150.jpg\" alt=\"1975\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975-300x298.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975-740x734.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975-120x119.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1975.jpg 750w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>NOS BRA\u00c7OS DO SAMBA (1975)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Neste segundo disco, Elza volta a selecionar novos compositores. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 <em><strong>Saudade Minha Inimiga<\/strong><\/em>, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Aqui os b\u00f4nus s\u00e3o <em><strong>Diz que fui por a\u00ed<\/strong><\/em>, <em><strong>Canta, canta, minha gente<\/strong> <\/em>e <em><strong>Dia de gra\u00e7a<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-14120\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-150x150.jpg\" alt=\"1976\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-300x301.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-768x769.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-740x741.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1976.jpg 1597w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>LI\u00c7\u00c3O DE VIDA (1976)<\/strong><\/span><br \/>\nAqui o grande destaque \u00e9 a <em><strong>Malandro<\/strong><\/em>, faixa de abertura composta por Jorge Arag\u00e3o. \u00c9 uma nova turma de compositores chegando. Como b\u00f4nus, <em><strong>Vem chegando a madrugada<\/strong><\/em> e <em><strong>Quando vim de Minas<\/strong><\/em>, tiradas da cole\u00e7\u00e3o 100 anos de M\u00fasica Popular Brasileira.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffcc99\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-14121\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-150x150.jpg\" alt=\"1977\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-300x299.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-768x765.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-740x737.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/1977.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>PIL\u00c3O + RA\u00c7A = ELZA (1977)<\/strong><\/span><br \/>\nElza se arrisca como compositora e lan\u00e7a tr\u00eas sambas da pr\u00f3pria lavra. O samba-can\u00e7\u00e3o <em><strong>Enredo de Pirra\u00e7a<\/strong><\/em> \u00e9 o destaque. No disco que fecha o box, os b\u00f4nus s\u00e3o <em><strong>Mangueira<\/strong><\/em>, <em><strong>Minha alegria<\/strong><\/em> e <em><strong>Vale ouro<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcos Sampaio (marcossampaio@opovo.com.br) Caixa anos 70 resgata per\u00edodo menos popular de Elza Soares em quatro discos lan\u00e7ados pela extinta gravadora Tapecar<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,125,283],"tags":[],"class_list":["post-14107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-elza-soares","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}