{"id":14166,"date":"2016-06-30T11:38:32","date_gmt":"2016-06-30T14:38:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14166"},"modified":"2016-06-30T11:38:32","modified_gmt":"2016-06-30T14:38:32","slug":"philippe-seabra-comenta-documentario-da-plebe-rude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/06\/30\/philippe-seabra-comenta-documentario-da-plebe-rude\/","title":{"rendered":"Philippe Seabra comenta document\u00e1rio da Plebe Rude"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14167\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14167\" class=\"wp-image-14167 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Plebe-Rude-e-Herbert-Vianna-624x402.jpg\" alt=\"Plebe Rude e Herbert Vianna\" width=\"624\" height=\"402\" \/><p id=\"caption-attachment-14167\" class=\"wp-caption-text\">A Plebe com seu padrinho Herbert Vianna<\/p><\/div>\n<p>\u201cCom tanta riqueza por a\u00ed, onde \u00e9 que est\u00e1? Cad\u00ea tua fra\u00e7\u00e3o?\u201d. H\u00e1 31 anos essa pergunta ecoa entre os f\u00e3s da <span style=\"color: #003300\"><strong>Plebe Rude<\/strong><\/span>. O quarteto brasiliense \u00e9 dono de uma obra assentada sobre guitarras aceleradas, bateria e baixo ritmados, e letras de forte cr\u00edtica social e pol\u00edtica. Se essa f\u00f3rmula \u00e9 a ess\u00eancia do punk, no grupo que lan\u00e7ou pedradas como <em><strong>Prote\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/em>e <em><strong>At\u00e9 Quando Esperar<\/strong><\/em> isso \u00e9 uma filosofia de vida que segue firme ainda hoje.<!--more--><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da <span style=\"color: #003300\"><strong>Plebe<\/strong><\/span> come\u00e7a na explos\u00e3o da cena punk de Bras\u00edlia, no in\u00edcio dos 1980, junto com Capital Inicial, Aborto El\u00e9trico e Legi\u00e3o Urbana. A forma\u00e7\u00e3o original trazia Philippe Seabra (guitarra e voz), Andr\u00e9 X (baixo), Jander Bilaphra (guitarra e voz) e Gutje Wortmann (bateria). Sempre citada como a banda preferida de Renato Russo naquela cena, eles eram uma esp\u00e9cie de her\u00f3is do underground, at\u00e9 conhecer Herbert Vianna, que foi quem os levou para a EMI. Na gravadora, eles estrearam com <strong>O\u00a0Concreto J\u00e1 Rachou<\/strong>, que vendeu mais de 200 mil c\u00f3pias.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Hau9i7FiVfM[\/youtube]\n<p>O quarteto fez muito sucesso num segundo escal\u00e3o das bandas oitentistas e n\u00e3o subiu mais alto nos c\u00edrculos da fama por que optou por evitar concess\u00f5es e preservar a pr\u00f3pria imagem. Essa hist\u00f3ria, que passa por diversos recome\u00e7os e m\u00e1goas insuper\u00e1veis, est\u00e1 registrada no document\u00e1rio <span style=\"color: #008000\"><strong>A Plebe \u00e9 Rude<\/strong><\/span>, de Diego Da Costa e Hiro Ishikawa. Co-produzido pelo Canal Brasil, o longa come\u00e7a em uma Bras\u00edlia ainda vazia de gente e programa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 se tornar um dos polos geradores de bandas na era do rock brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cEntrar nesse filme \u00e9 uma coisa t\u00e3o pessoal, estar exposto \u00e9 uma coisa que n\u00e3o estou muito acostumado. \u00c9 uma experi\u00eancia nova e n\u00e3o sei muito como abordar\u201d, come\u00e7a Phillipe Seabra, acrescentando que o filme \u201cbeira o dram\u00e1tico\u201d. De fato, as diferen\u00e7as entre os m\u00fasicos ficam expostas na disposi\u00e7\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es: ele e Andr\u00e9 X, os dois \u00fanicos membros originais a permanecerem na <span style=\"color: #003300\"><strong>Plebe<\/strong><\/span>, aparecem juntos em v\u00e1rias cenas do document\u00e1rio. Gutje n\u00e3o aparece ao lado dos ex-companheiros, mas fala sobre os altos e bairros que viveu no grupo. E Jander se limitou a uma declara\u00e7\u00e3o: \u201cPra mim, foi s\u00f3 uma fase da adolesc\u00eancia como uma namoradinha qualquer da juventude. N\u00e3o sei se quero realmente participar de qualquer coisa que leve o nome da <span style=\"color: #003300\"><strong>Plebe<\/strong><\/span>\u201d.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=L86Q6vq5Iqw[\/youtube]30<\/p>\n<p>Em pouco mais de uma hora, <span style=\"color: #008000\"><strong>A Plebe \u00e9 Rude<\/strong><\/span> mostra o quanto os quatro m\u00fasicos lutavam para ser fieis ao discurso cr\u00edtico que faziam e o quanto isso gerava conflitos dentro da gravadora e da pr\u00f3pria banda. Em uma passagem, Phillipe lembra que foi convidado para cantar <em><strong>A Ida<\/strong><\/em> no programa do Chacrinha. Feita para um amigo que havia falecido, ele decidiu que at\u00e9 iria para a TV, mas n\u00e3o para cantar esta m\u00fasica. \u201cO filme tra\u00e7a como a <span style=\"color: #003300\"><strong>Plebe<\/strong> <\/span>navegou isso e como conseguiu manter a dignidade num meio que \u00e9 meio nojento. Nunca fomos uma banda comercial. Eu tenho que cantar o que acredito\u201d, explica o m\u00fasico que ainda mora na capital brasileira.<\/p>\n<p>Hoje, al\u00e9m de Phillipe e Andr\u00e9, a Plebe conta com Clemente, da banda punk paulistana Inocentes, na guitarra e voz, e com o baterista Marcelo Capucci. O vocalista conta que encontra eventualmente os ex-parceiros, bate um papo, mas n\u00e3o passa disso. Phillipe at\u00e9 convidou o Jander para participar de um show, mais por educa\u00e7\u00e3o, confessa, mas ele n\u00e3o apareceu. \u201cInfelizmente, rela\u00e7\u00e3o de banda \u00e9 dif\u00edcil, mas, se pudesse fazer tudo de novo, seria tudo do mesmo jeito\u201d, afirma o artista que tem um desejo muito claro para o filme. \u201cQueria que as pessoas entendessem duas coisas: um, \u00e9 que j\u00e1 se fez rock s\u00e9rio nesse pa\u00eds, e, dois, \u00e9 de n\u00e3o deixar tuas limita\u00e7\u00f5es te definirem. L\u00e1 em Bras\u00edlia, a gente estava no meio do nada e mesmo assim conseguimos criar nossa pr\u00f3pria cultura\u201d.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>A Plebe \u00c9 Rude<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Diego Da Costa e Hiro Ishikawa<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Doctela, Piet\u00e0 Filmes e Canal Brasil<br \/>\nDispon\u00edvel em plataformas de v\u00eddeo sob demanda como Now, Oi e Gvt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCom tanta riqueza por a\u00ed, onde \u00e9 que est\u00e1? Cad\u00ea tua fra\u00e7\u00e3o?\u201d. H\u00e1 31 anos essa pergunta ecoa entre os f\u00e3s da Plebe Rude. 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