{"id":14186,"date":"2016-06-28T09:05:04","date_gmt":"2016-06-28T12:05:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14186"},"modified":"2016-06-28T09:05:04","modified_gmt":"2016-06-28T12:05:04","slug":"marina-lima-canta-suas-dores-em-no-osso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/06\/28\/marina-lima-canta-suas-dores-em-no-osso\/","title":{"rendered":"Marina Lima canta suas dores em No Osso"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14187\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/MarinaLima4-624x416.jpg\" alt=\"MarinaLima4\" width=\"624\" height=\"416\" \/>Em tempos de crise e dinheiro apertado, uma das constantes do mundo da m\u00fasica s\u00e3o os trabalhos de voz e viol\u00e3o. Nando Reis lan\u00e7ou um disco assim, Mallu Magalh\u00e3es iniciou sua turn\u00ea tamb\u00e9m. Seguido essa toada, n\u00e3o s\u00e3o poucos os que escapam das dificuldades usando esse formato. Para alguns cr\u00edticos, a frequ\u00eancia desse recurso j\u00e1 ganhou ares de pilantragem, mas parece mais uma forma de sobreviver aos novos tempos.<!--more--><\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quem se destaque nessa seara solit\u00e1ria. Depois de mais de 35 anos de carreira, <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina Lima<\/strong><\/span> subiu num palco acompanhada s\u00f3 do viol\u00e3o, instrumento que, como ela j\u00e1 contou diversas vezes, a livrou da solid\u00e3o quando, ainda jovem, foi morar nos Estados Unidos. Mais que uma sele\u00e7\u00e3o de sucessos interpretados em clima intimista, o disco <span style=\"color: #800080\"><strong>No Osso<\/strong><\/span>, lan\u00e7ado pela Universal, traz a carioca expondo as marcas que acumulou ao longo de 60 anos de vida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-14188\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima-300x309.jpg\" alt=\"Capa CD - Marina Lima\" width=\"300\" height=\"309\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima-300x309.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima-768x792.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima-740x763.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima-120x124.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/06\/Capa-CD-Marina-Lima.jpg 1429w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Gravado em maio de 2015 no Sesc Belenzinho, <span style=\"color: #800080\"><strong>No Osso<\/strong><\/span> escancara quem \u00e9 <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina<\/strong><\/span> agora. E existe algo de marginal quando se ouve uma artista t\u00e3o bem instalada num estilo de f\u00e1cil aceita\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica burlar as pr\u00f3prias regras para se expor de tal forma. A voz perdeu alguma clareza e ficou ainda mais fr\u00e1gil. Para compensar, a cantora bota para fora toda a sua for\u00e7a em interpreta\u00e7\u00f5es viscerais ancoradas em um viol\u00e3o ora roqueiro, ora blueseiro, ora brasileiro, e sempre seguro.<\/p>\n<p>O quarto disco ao vivo de <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina Lima<\/strong><\/span> sai cerca de 20 anos depois de uma crise de depress\u00e3o que tirou do ar \u2013 temporariamente \u2013 uma das vozes mais populares das d\u00e9cadas de 1980 e 90. O que ela perdeu na ocasi\u00e3o n\u00e3o voltou. No entanto, no lugar de corrigir falhas digitalmente (como fazem muitos \u201cafinados\u201d por a\u00ed), a cantora se entrega ao p\u00fablico sem medo e se mostra ainda mais nua do que quando pousou para a Playboy em 1999.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio de <span style=\"color: #800080\"><strong>No Osso<\/strong><\/span> arregimenta 14 can\u00e7\u00f5es, que incluem sucessos bem populares, faixas de menor exposi\u00e7\u00e3o e algumas poucas in\u00e9ditas. No primeiro bloco, est\u00e3o <em><strong>O Chamado<\/strong><\/em>, <em><strong>Virgem<\/strong><\/em> \u2013 ainda mais dolorosa \u2013 e <em><strong>Noite e Dia<\/strong><\/em>. No segundo bloco est\u00e1 a melhor parte. <em><strong>O Solo da Paix\u00e3o<\/strong><\/em>, <em><strong>It&#8217;s Not Enough<\/strong><\/em> e <em><strong>Carente Profissional<\/strong><\/em> ganham uma nova chance de chegar ao p\u00fablico. E <em><strong>Na Minha M\u00e3o<\/strong> <\/em>foge \u00e0 regra do disco quando usa uma base percussiva pr\u00e9-gravada. No entanto, a grande surpresa \u00e9 a marota <em><strong>Transas de Amor<\/strong><\/em>, resgatada do disco de estreia de <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina<\/strong><\/span>, <strong>Simples como Fogo<\/strong> (1979).<\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><strong>No Osso<\/strong><\/span> tamb\u00e9m apresenta algumas surpresas in\u00e9ditas. A abertura \u00e9 com o rock <em><strong>Partiu<\/strong><\/em>, um convite para colar com ela e seguir adiante \u2013 a faixa tamb\u00e9m vem em vers\u00e3o remixada pelo duo paraense Strobo. Ao final, <em><strong>Na G\u00e1vea<\/strong> <\/em>revela um lado sambista de <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina<\/strong><\/span> que rar\u00edssimas vezes apareceu. Por fim, ela d\u00e1 uma leitura pr\u00f3pria e do\u00edda para <em><strong>Can&#8217;t Help Falling in Love<\/strong><\/em>, lan\u00e7ada em 1961 por Elvis Presley no filme <em>Blue Hawaii<\/em>.<\/p>\n<p>Completando o repert\u00f3rio de <span style=\"color: #800080\"><strong>No Osso<\/strong><\/span>, <em><strong>N\u00e3o me Venha mais com Amor<\/strong><\/em>, faixa tirada do menosprezado <strong>Cl\u00edmax<\/strong> (2011), ganha uma vers\u00e3o ao vivo, furiosa e suingada. Funciona, apesar de parecer mais com o clima do \u00f3timo e esquecido disco ao vivo <strong>S\u00edssi na Sua<\/strong> (2000). Isso por que \u00e9 nos momentos que est\u00e1 s\u00f3 com seu viol\u00e3o que <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina<\/strong><\/span> se mostra mais forte e contempor\u00e2nea.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zRnpNCna29k[\/youtube]\n<p>Voltando algumas d\u00e9cadas no tempo, quando ela estreou em 1979, vale lembrar que houve um esfor\u00e7o para vender <span style=\"color: #993300\"><strong>Marina<\/strong><\/span> como sex symbol. A capa do primeiro disco prova isso. Mas ela fugiu desse e de outros atalhos para o sucesso popular que as gravadoras costumam apresentar. Sem nunca integrar turma ou movimento, ela preferiu apostar no talento para fazer m\u00fasicas confessionais e interpret\u00e1-las com o m\u00e1ximo de verdade poss\u00edvel. No Osso mostra que essa foi a op\u00e7\u00e3o correta a se tomar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de crise e dinheiro apertado, uma das constantes do mundo da m\u00fasica s\u00e3o os trabalhos de voz e viol\u00e3o. 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