{"id":14222,"date":"2016-07-13T10:47:18","date_gmt":"2016-07-13T13:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14222"},"modified":"2016-07-13T10:47:18","modified_gmt":"2016-07-13T13:47:18","slug":"carol-andrade-e-seu-novo-disco-sorria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/07\/13\/carol-andrade-e-seu-novo-disco-sorria\/","title":{"rendered":"Carol Andrade e seu novo disco Sorria"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14223\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14223\" class=\"size-large wp-image-14223\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/07\/ensaio-97-624x416.jpg\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"624\" height=\"416\" \/><p id=\"caption-attachment-14223\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Por: Marcos Sampaio (marcossampaio@opovo.com.br)<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Sorria, Carol Andrade confirma seu talento para compor melodias assobi\u00e1veis e convida o p\u00fablico a comemorar as coisas simples da vida<\/em><\/p>\n<p>Uma breve olhada em qualquer notici\u00e1rio e recebemos uma onde de not\u00edcias ruins sobre conflitos, mal-caratismo e desonestidade. \u00c9 quando estamos \u00e0 beira de achar que n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o, que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span> convida o olhar para as cachoeiras, ouvir o som dos p\u00e1ssaros e observar a riqueza da natureza. Cantora e compositora paulistana, ela acaba de lan\u00e7ar <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Sorria<\/strong><\/span>, terceiro disco de uma carreira de dez anos e uma ode \u00e0s coisas simples da vida.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Formada em Canto Popular pela Universidade Livre de M\u00fasica Tom Jobim, Carol divide seu tempo entre os trabalhos como artista e professora de canto. Chegou a pensar em seguir a carreira do pai advogado, mas a m\u00fasica falou mais alto. Ali\u00e1s, ele, um poeta amador, e a esposa, violonista, formaram as primeiras influ\u00eancias da filha. Decidida pela arte, ela entrou para o grupo de jazz onde conheceu o parceiro, produtor e marido Alex Maia, com quem foi desbravar a noite nos barzinhos com m\u00fasica ao vivo. \u201cTocar na noite foi uma escola excelente, de sentir o retorno do p\u00fablico, meu cantar, minha express\u00e3o. Mas senti vontade de fazer algo com uma identidade maior e come\u00e7aram a surgir as primeiras parcerias com o Alex\u201d, lembra a artista por telefone.<\/p>\n<p>Foi com Alex que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span> dividiu o disco de estreia, <strong>Vida Adentro<\/strong> (2006), feito de composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias interpretadas com voz e viol\u00e3o \u2013 a exce\u00e7\u00e3o foi uma releitura de Cigano, de Djavan. Em 2013, ela veio com <strong>Outras Mulheres<\/strong>, projeto de mais f\u00f4lego, onde dividiu o repert\u00f3rio autoral \u2013 de alta qualidade \u2013 com releituras delicadas para can\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima Guedes, Rita Lee, Chiquinha Gonzaga e outras. \u201cFoi o disco que me projetou em n\u00edvel nacional. Com ele, dei um passo al\u00e9m, que foi fazer uma turn\u00ea na Europa. Nunca tinha sa\u00eddo do Pa\u00eds pra levar minha m\u00fasica\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Foi na \u00e9poca do lan\u00e7amento de <strong>Outras Mulheres<\/strong> que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span> conheceu Rosa Passos, que resolveu apadrinh\u00e1-la. A cantora consagrada internacionalmente \u00e9 quem escreve o texto de apresenta\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Sorria<\/strong><\/span>. Com repert\u00f3rio 100% autoral, esse terceiro disco prima pela interpreta\u00e7\u00e3o sutil e afinada da cantora. Os arranjos primam pela intimidade com o ouvinte, transitando entre uma p\u00f3s-bossa nova, um jazz e um abra\u00e7o caloroso. E tudo isso sem afeta\u00e7\u00e3o e com muita positividade.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a hist\u00f3ria da nossa m\u00fasica seja bel\u00edssima, traz muito uma melancolia. Aposto sem medo de ser feliz em usar os meus valores na minha m\u00fasica\u201d, comenta Carol que traz algo do que aprendeu com o budismo para sua arte. \u201cA m\u00fasica \u00e9 quase um mantra. Ela vai entrando e transformando\u201d, acrescenta ela que vem usando a m\u00fasica como esse agente transformador. \u201cMinha m\u00fasica \u00e9 pra puxar essas sutilezas. Independente das condi\u00e7\u00f5es sociais ou pol\u00edticas, eu quero falar das coisas permanentes e que a gente n\u00e3o repara\u201d, destaca.<\/p>\n<p>E essas sutilezas est\u00e3o espalhadas sobre os 38 minutos de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Sorria<\/strong><\/span>, que vem ilustrado com as fotos coloridas de Anary\u00e1 Mantovanelli. O choro\/frevo <em><strong>Alegre Sert\u00e3o<\/strong><\/em> convida a largar a correria e cair na dan\u00e7a. <em><strong>Flor do Campo<\/strong><\/em> transforma a solid\u00e3o em reencontro, em um dos momentos mais sublimes do disco. Valsar\u00e1s tem algo de ora\u00e7\u00e3o para falar sobre a passagem inevit\u00e1vel da morte. A jobiniana <strong><em>Poema do Amor Novo<\/em><\/strong>, bem pontuada pelo sax de Rafa Clarim, celebra a chegada do novo ao cora\u00e7\u00e3o (\u201cDe praias antigas guardadas em mim, me traga chuvas de mar\u00e7o\u201d). No encerramento, <em><strong>Margarida<\/strong><\/em> \u00e9 uma sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e, que tem \u201csorriso gostoso, voz de veludo e m\u00e3os arteiras\u201d.<\/p>\n<p>Com esse repert\u00f3rio de delicadezas, Carol alinha uma s\u00e9rie de desejos. Com artista independente, ela quer criar mais conex\u00f5es que permitam levar essas can\u00e7\u00f5es para muitos lugares. Quer viajar o Brasil com <span style=\"color: #0000ff\"><em><strong>Sorria<\/strong><\/em> <span style=\"color: #000000\">e<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\">,<\/span> em seguida, voltar a se apresentar fora do Pa\u00eds. \u201cEu quero o mundo\u201d, resume antes de soltar uma boa risada.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\nCarol Andrade \u2013 Sorria<br \/>\n10 faixas<br \/>\nIndependente<br \/>\nPre\u00e7o m\u00e9dio: R$ 39,90<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Marcos Sampaio (marcossampaio@opovo.com.br) Com Sorria, Carol Andrade confirma seu talento para compor melodias assobi\u00e1veis e convida o p\u00fablico a comemorar as coisas simples da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14222","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14222\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}