{"id":14472,"date":"2016-12-05T11:27:40","date_gmt":"2016-12-05T14:27:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14472"},"modified":"2016-12-05T11:27:40","modified_gmt":"2016-12-05T14:27:40","slug":"joao-fenix-volta-ao-comeco-em-disco-de-interprete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/12\/05\/joao-fenix-volta-ao-comeco-em-disco-de-interprete\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o F\u00eanix volta ao come\u00e7o em disco de int\u00e9rprete"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14473\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/12\/Capa-Digital-Jo\u00e3o-F\u00eanix-De-volta-ao-come\u00e7o-624x624.jpg\" alt=\"capa-digital-joao-fenix-de-volta-ao-comeco\" width=\"624\" height=\"624\" \/>Existem muitas portas de entrada para o trabalho de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Jo\u00e3o F\u00eanix<\/span><\/strong>. Pode ser sua aguda voz de contratenor, seu repert\u00f3rio refinado, sua veia de compositor, o estilo perform\u00e1tico dos seus shows. Completando 15 anos de estrada, o pernambucano radicado em Washington resolveu facilitar o acesso de novos f\u00e3s com um trabalho de int\u00e9rprete.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>De Volta ao Come\u00e7o<\/strong><\/span> \u00e9 o primeiro disco do artista lan\u00e7ado pela Biscoito Fino, que mant\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o como selo de qualidade. A produ\u00e7\u00e3o foi dividida por Jaime Alem e JR Tostoi e teve dire\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio <span style=\"color: #0000ff\"><strong>F\u00eanix<\/strong> <\/span>&#8211; que foi batizado como Jo\u00e3o Oliveira. A banda que o acompanha traz estrelas da cena instrumental como Alberto Continentino, Marcos Suzano e Nicolas Krassik.<\/p>\n<p>O nome <span style=\"color: #000080\"><strong>De volta ao Come\u00e7o<\/strong><\/span>, emprestado de uma can\u00e7\u00e3o de Gonzaguinha, indica uma marcha a r\u00e9 na obra de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Jo\u00e3o F\u00eanix<\/strong><\/span>. A ideia \u00e9 um retorno ao per\u00edodo em que o artista era exclusivamente int\u00e9rprete. Dono de uma voz aguda e cuidadosamente afinada, essa por\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para dar personalidade \u00e0s suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio deste quinto de disco de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>F\u00eanix<\/strong> <\/span>re\u00fane 11 can\u00e7\u00f5es que podem ser acompanhadas por muitos p\u00fablicos que curtem MPB. Raros s\u00e3o os momentos que puxam um pouco mais da mem\u00f3ria ou que desafiam os conhecimentos do ouvinte. Este set list \u00e9 um ponto negativo num trabalho pouco instigante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jo\u00e3o F\u00eanix - C\u00e1lice  (Clipe Oficial)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BCnGtgsP-QQ?list=PLjMk_448Pd1NZLTy4gknGG4KBoa374eqa\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Zeca Baleiro (<em><strong>Minha Casa<\/strong><\/em>), Luiz Gonzaga (com Z\u00e9 Dantas, <em><strong>Riacho do Navio<\/strong><\/em>), Chico Buarque (com Gilberto Gil, <em><strong>C\u00e1lice<\/strong><\/em>), Noel Rosa (<em><strong>\u00daltimo Desejo<\/strong><\/em>) e Gonzaguinha (na faixa t\u00edtulo) comp\u00f5em o time de obviedades que pouco ganharam nestas releituras. Elomar (<em><strong>Arruma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>), Milton Nascimento (com Fernando Brant, <em><strong>A Feminina Voz do Cantor<\/strong><\/em>), Nelson Cavaquinho (<em><strong>Minha Festa<\/strong><\/em>) e Pixinguinha (com gast\u00e3o Viana, <em><strong>Ya\u00f4<\/strong><\/em>) parecem melhor representados em can\u00e7\u00f5es menos conhecidas. Os grandes desafios ficam com <em><strong>Motriz<\/strong><\/em>, de Caetano Veloso lan\u00e7ada por Beth\u00e2nia no disco <strong>Ciclo<\/strong> (1983), e<em><strong> L\u00edngua do P<\/strong><\/em>, can\u00e7\u00e3o de Gil registrada com maestria por Gal Costa em <strong>Legal<\/strong> (1970). Esta \u00faltima at\u00e9 aponta para uma futura homenagem que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>F\u00eanix<\/strong><\/span> far\u00e1 \u00e0 baiana, ainda sem mais detalhes.<\/p>\n<p>N\u00e3o, um disco de int\u00e9rprete n\u00e3o deve ser um quiz que desafia o conhecimento enciclop\u00e9dico de ouvinte. Mas um repert\u00f3rio j\u00e1 combalido por dezenas de regrava\u00e7\u00f5es \u00e9 subestimar a capacidade do ouvinte de conhecer novas melodias. Sim, e aquele argumento de cantar &#8220;can\u00e7\u00f5es que marcaram minha vida, que minha m\u00e3e cantava, que tocavam na minha casa&#8221; n\u00e3o funciona, uma vez que , em meio a uma carreira, mesmo os projetos despretensiosos s\u00e3o cheios de pretens\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Jo\u00e3o F\u00eanix<\/strong><\/span> ainda busca uma cara para sua carreira. Ele \u00e9 cheio de m\u00e9ritos, mas ainda n\u00e3o encontrou o repert\u00f3rio, o produtor e o projeto que vai tirar dele tudo que o\u00a0tem a oferecer. Como int\u00e9rprete ou compositor, ele parece sempre bater na trave. As interpreta\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito corretas, sem o calor do risco. Como compositor n\u00e3o foge disso. As compara\u00e7\u00f5es com Ney Matogrosso parecem \u00f3bvias quando se leva em conta os shows perform\u00e1ticos e a voz aguda. Mas nem de longe ele ro\u00e7a o prazer do desafio que move o \u00eddolo sul-mato-grossense. <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Jo\u00e3o F\u00eanix<\/strong><\/span> tem estrada, experi\u00eancia e boa voz. Talvez falte a ele dar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas do que aos elogios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem muitas portas de entrada para o trabalho de Jo\u00e3o F\u00eanix. 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