{"id":14479,"date":"2016-12-03T10:00:42","date_gmt":"2016-12-03T13:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14479"},"modified":"2016-12-03T10:00:42","modified_gmt":"2016-12-03T13:00:42","slug":"o-grande-encontro-por-alceu-valenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2016\/12\/03\/o-grande-encontro-por-alceu-valenca\/","title":{"rendered":"O Grande Encontro por Alceu Valen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14480\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14480\" class=\"wp-image-14480 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2016\/12\/Cr\u00e9dito-Livio-Campos-2-624x416.jpg\" alt=\"credito-livio-campos-2\" width=\"624\" height=\"416\" \/><p id=\"caption-attachment-14480\" class=\"wp-caption-text\">Foto: L\u00edvio Campos<\/p><\/div>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; A primeira edi\u00e7\u00e3o do Grande Encontro foi um marco da m\u00fasica brasileira, que vendeu bem e gerou v\u00e1rios projetos semelhantes pelo Brasil. Olhando agora em perspectiva, a que voc\u00ea atribui esse sucesso todo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alceu<\/strong>\u00a0<strong>\u2013 <\/strong>O Grande Encontro \u00e9 a reuni\u00e3o de artistas de uma mesma gera\u00e7\u00e3o que possuem em comum uma grande devo\u00e7\u00e3o \u00e0s suas identidades brasileira e nordestina. N\u00e3o somos tradicionalistas, mas respeitamos profundamente a tradi\u00e7\u00e3o. Somos descendentes dos violeiros, dos aboiadores, dos cantadores de feira \u2013 elementos que mestres como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro utilizaram em larga escala para consolidar suas express\u00f5es e nacionaliz\u00e1-las, estendendo-as ao grande p\u00fablico. Soubemos imprimir um aspecto muito forte de contemporaneidade em nossos trabalhos.<!--more--><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA <\/strong><strong>&#8211; No mesmo ano de 1996, quando voc\u00ea lan\u00e7aram o primeiro Grande Encontro, Elba, Z\u00e9 e Geraldo lan\u00e7aram disco solo, e voc\u00ea\u00a0lan\u00e7ou no ano seguinte. Como foi pra voc\u00eas conciliar carreira solo com o imenso sucesso do projeto coletivo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alceu<\/strong>\u00a0<strong>\u2013<\/strong> Naquela \u00e9poca eu havia lan\u00e7ado, uns dois anos antes, o disco <strong>Maracatus, Batuques e Ladeiras<\/strong>, que reflete um per\u00edodo em que morei em Olinda. Quando surgiu a ideia do Grande Encontro, me dediquei plenamente ao show e foi aquele sucesso todo que voc\u00ea menciona. Pouco depois fiz um disco para a Som Livre (<strong>Sol e Chuva<\/strong>, 1997) e por obriga\u00e7\u00e3o contratual tive de me desligar do Grande Encontro. Mas este show permaneceu em mim e no meu p\u00fablico durante todos estes anos e \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o poder realiz\u00e1-lo novamente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Elba Ramalho e Alceu Valen\u00e7a\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2Vt1Y1zxnl0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Uma das gratas surpresas do Grande Encontro original \u00e9 ter os quatro participantes tocando viol\u00e3o. Elba inclusive, mais reconhecida pela (\u00f3tima) voz e pouco vista de viol\u00e3o em punho. Esse momento de sonoridade ac\u00fastica e mais informal permanece no novo show?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alceu<\/strong>\u00a0<strong>\u2013<\/strong> O show original era basicamente ac\u00fastico e neste temos uma grande banda, o que confere um car\u00e1ter mais el\u00e9trico e visceral ao show. H\u00e1 tamb\u00e9m m\u00fasicas que n\u00e3o estavam no primeiro show, como <em><strong>Ciranda da Trai\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>, uma m\u00fasica in\u00e9dita minha, e <em><strong>Me D\u00e1 Um Beijo<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o que fiz em 1972 para meu LP de estreia, em dupla com Geraldo Azevedo. Ainda temos Elba cantando <em><strong>Sangrando<\/strong><\/em>, de Gonzaguinha. Cada qual deu a sua contribui\u00e7\u00e3o e escolheu as m\u00fasicas que tinha vontade de cantar. Depois escolhemos aquelas que quer\u00edamos cantar juntos, em trio ou dueto. Canto <em><strong>Mo\u00e7a Bonita<\/strong><\/em>, de Geraldo, ao lado dele, porque gravei-a recentemente para a trilha da novela <em>Velho Chico<\/em>. Geraldo sugeriu <em><strong>Me D\u00e1 um Beijo<\/strong><\/em>\u00a0e <em><strong>Papagaio do Futuro<\/strong><\/em>, que defendemos ao lado de Jackson do Pandeiro no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o de 1972. Inclu\u00edmos tamb\u00e9m <em><strong>Caravana<\/strong><\/em>\u00a0e <em><strong>T\u00e1xi Lunar<\/strong><\/em>, parcerias minha com Z\u00e9 e Geraldo, que cantamos em trio, assim como <em><strong>Banho de Cheiro<\/strong><\/em>\u00a0(do nosso parceiro Carlos Fernando), <em><strong>Frevo Mulher<\/strong><\/em>\u00a0(de Z\u00e9), <em><strong>Sabi\u00e1<\/strong><\/em>, de Luiz Gonzaga, que explicita a influ\u00eancia ib\u00e9rica na can\u00e7\u00e3o nordestina.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Existem elementos comuns e outros bem particulares nas carreiras solo de voc\u00eas. Em termos de m\u00fasica, tem as influencias nordestinas, mas tamb\u00e9m a psicodelia, o rock e o pop. O que existe de mais forte em comum entre voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alceu<\/strong>\u00a0<strong>&#8211;<\/strong>\u00a0Certa vez, quando me apresentei num festival no Carneggie Hall (Kool Jazz Festival), um jornalista americano definiu meu som como \u201cum rock que n\u00e3o \u00e9 rock\u201d. J\u00e1 Luiz Gonzaga costumava dizer que a minha m\u00fasica era \u201cuma banda de p\u00edfanos el\u00e9trica\u201d. Concordo com as duas defini\u00e7\u00f5es. Acredito que estas influ\u00eancias de pop e rock sejam muito mais uma quest\u00e3o de timbre e de identidade do que qualquer outra coisa. Nunca escutei Beatles, nem Bob Dylan, Michael Jackson, nem aquela banda do disco da vaca (Pink Floyd). Minhas refer\u00eancias vem todas da cultura do agreste e do sert\u00e3o, posteriormente da zona da mata. Sou do bai\u00e3o, do xote, do frevo, do martelo agalopado, da ciranda, do maracatu. Agora mesmo estou lan\u00e7ando um DVD chamado <strong>Vivo! Revivo!<\/strong>, onde recrio meu repert\u00f3rio dos anos 70, que as pessoas costumam associar ao rock, o que n\u00e3o concordo muito. Como disse, \u00e9 uma quest\u00e3o de timbre e intensidade. N\u00e3o acredito nesta hist\u00f3ria de que para ser universal \u00e9 preciso produzir uma m\u00fasica com influ\u00eancia americana ou inglesa. Por isso digo que, enquanto existirem fronteiras, sou brasileiro, nordestino, pernambucano, sou de S\u00e3o Bento do Una. Estas s\u00e3o as minhas refer\u00eancias e nunca abri m\u00e3o delas para agradar ningu\u00e9m. Por isso sou como um espelho do meu povo: eu me reconhe\u00e7o nele, ele se reconhece em mim.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt; Logo mais, neste mesmo blog, entrevistas com Elba e Geraldo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>O Grande Encontro<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> hoje, 3, \u00e0s 21 horas<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Centro de Eventos (av. Washington Soares. 999 \u2013 \u00c1gua Fria)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 120 (arena &#8211; inteira) e R$ 60 (arena &#8211; meia). demais setores esgotados<br \/>\n<strong>Telefone:<\/strong> 3033 1010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DISCOGRAFIA &#8211; A primeira edi\u00e7\u00e3o do Grande Encontro foi um marco da m\u00fasica brasileira, que vendeu bem e gerou v\u00e1rios projetos semelhantes pelo Brasil. 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