{"id":14534,"date":"2017-01-24T17:36:48","date_gmt":"2017-01-24T20:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14534"},"modified":"2017-01-24T17:36:48","modified_gmt":"2017-01-24T20:36:48","slug":"a-blitz-e-sua-nova-aventura-em-technicolor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/01\/24\/a-blitz-e-sua-nova-aventura-em-technicolor\/","title":{"rendered":"A Blitz e sua nova aventura em technicolor"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14535\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/01\/IMG_2685-624x468.jpg\" alt=\"img_2685\" width=\"624\" height=\"468\" \/>Era 1982 quando uma turma irreverente de m\u00fasicos surgiu no cen\u00e1rio nacional carregando uma linguagem descolada e cheia de carioquice. Melhor retrato daquele momento do rock, a <span style=\"color: #800000\"><strong>Blitz<\/strong><\/span> fez hist\u00f3ria suingando sobre uma mistura de pop, samba, blues, hist\u00f3rias em quadrinhos, circo, teatro e tudo mais que fosse um contraponto \u00e0 Ditadura Militar que ainda sombreava o Brasil. Tanto que ainda deu tempo do LP de estreia, <strong>As Aventuras da Blitz<\/strong>, ter uma faixa censurada por citar um simples \u201cputa que pariu\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Depois de 34 anos, a banda est\u00e1 renovada e segue um novo modelo de trabalho, sem a press\u00e3o e as facilidades de gravadora. Nesse compasso, a banda liderada pelo resistente Evandro Mesquita recuperou ideias do passado para gravar o rec\u00e9m lan\u00e7ado <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Aventuras II<\/strong><\/span>. A capa desenhada por Gringo Cardia e as ilustra\u00e7\u00f5es do encarte s\u00e3o alguns dos elementos resgatados no \u00e1lbum que traz 13 faixas in\u00e9ditas. Entre reggaes, rocks, raps e outras levadas, o repert\u00f3rio vem vitaminado por uma lista enorme de convidados.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 uma coisa bem personalidade <span style=\"color: #800000\"><strong>Blitz<\/strong><\/span>. Eu e o Billy (Forghieri, tecladista) e o t\u00e9cnico passamos horas e horas gravando uma coisa e outra, e fic\u00e1vamos pensando em quem trazer. O Pretinho da Serrinha pra botar um cavaquinho, mas vamos chamar tamb\u00e9m o Andreas Kisser pra jogar numa outra praia\u201d, comenta Evandro por telefone, direto de alguma praia. Com sotaque carioqu\u00edssimo, o vocalista da <strong>Blitz<\/strong> se refere \u00e0 faixa <em><strong>Martelinho de Ouro<\/strong><\/em>, que al\u00e9m do sambista e do guitarrista do Sepultura, recebeu a voz de Seu Jorge.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Blitz - Nu na Ilha (Part Paralamas do Sucesso)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/erxW4HRnzlM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A escala\u00e7\u00e3o que refor\u00e7a <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Aventuras II<\/strong><\/span> \u00e9 bem variada e foi surgindo meio que por acaso. Os Paralamas do Sucesso foram convidados numa ponte a\u00e9rea para comparecer em <em><strong>Nu na Ilha<\/strong><\/em>, que ainda traz George Israel e Davi Moraes. Zeca Pagodinho bota malandragem no reggae <em><strong>Fominha<\/strong><\/em>. \u201cEle gosta muito do filme dos <strong>Normais<\/strong>. Fiquei apreensivo porque \u00e9 outra praia, mas \u00e9 o Rio de Janeiro\u201d, explica Evandro, que tamb\u00e9m faz dueto com Frejat no soul <em><strong>Baile Quente<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong>Aventuras II<\/strong> <\/span>tomou cerca de dois anos de produ\u00e7\u00e3o no est\u00fadio particular que a banda montou, o Toca da On\u00e7a. Foi ali, que eles ainda receberam Sandra de S\u00e1, Arnaldo Brand\u00e3o, Flavio Guimar\u00e3es e Alice Caymmi. \u201cEla (Alice) \u00e9 de uma fam\u00edlia que eu sou muito f\u00e3. Quando a Alice veio, eu mostrei umas fotos do av\u00f4 dela que foi a um show nosso no Canec\u00e3o\u201d, conta Evandro Mesquita sobre sua admira\u00e7\u00e3o por Dorival Caymmi.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos convidados dessa festa, a <span style=\"color: #800000\"><strong>Blitz<\/strong><\/span> celebra uma forma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 se mant\u00e9m h\u00e1 mais de 10 anos \u2013 al\u00e9m do vocalista, violonista e principal compositor, o time \u00e9 formado por Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rog\u00e9rio Meanda (guitarra), Cl\u00e1udia Niemeyer (baixo), Andr\u00e9a Coutinho (vocal) e Nicole Cyrne (vocal) \u2013 e uma continuidade em produzir material novo. \u201c\u00c9 legal ter os nossos cl\u00e1ssicos. Costumo dizer que m\u00fasica boa n\u00e3o tem prazo de validade, mas a gente se mant\u00e9m ativo\u201d, comenta Evandro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Blitz - Julia, Leila e Edgar (Part Sandra de S\u00e1)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VHXP4wjMulA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Pare ele, essa produ\u00e7\u00e3o in\u00e9dita fica mais saborosa quando se leva em conta que o rock anda em baixa nas r\u00e1dios e TVs brasileiras. \u201c\u00c9 um momento parecido com quando a gente come\u00e7ou. Nada do que representava a galera tocava nas r\u00e1dios. E a gente resolveu n\u00e3o se deixar levar pelos modismos e manter a alma da nossa trajet\u00f3ria\u201d, comemora Evandro apontando quais os desafios da atualidade. \u201cHoje, gravar \u00e9 muito f\u00e1cil. Antes precisava daquele est\u00fadio da NASA. A grande dificuldade agora \u00e9 levar essa arte para o p\u00fablico. A gente ainda engatinha nessas redes sociais. Mas torcemos para atingir o m\u00e1ximo de pessoas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era 1982 quando uma turma irreverente de m\u00fasicos surgiu no cen\u00e1rio nacional carregando uma linguagem descolada e cheia de carioquice. 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