{"id":14589,"date":"2017-03-03T18:45:01","date_gmt":"2017-03-03T21:45:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14589"},"modified":"2017-03-03T18:45:01","modified_gmt":"2017-03-03T21:45:01","slug":"o-que-fazer-e-o-que-nao-fazer-com-adriano-grineberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/03\/03\/o-que-fazer-e-o-que-nao-fazer-com-adriano-grineberg\/","title":{"rendered":"O que fazer e o que n\u00e3o fazer com Adriano Grineberg"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14590\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14590\" class=\"size-large wp-image-14590\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0149-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><p id=\"caption-attachment-14590\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Chico Gadelha<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s os dias de Carnaval em Guaramiranga, o Festival de Jazz e Blues estreou sua programa\u00e7\u00e3o em Fortaleza na noite de ontem, 2, com shows no Cineteatro S\u00e3o Luiz e no Drag\u00e3o do Mar. No Cineteatro, quem comandou a festa foi o tecladista paulistano <strong><span style=\"color: #993300\">Adriano Grineberg<\/span><\/strong>, visivelmente emocionado.<!--more--><\/p>\n<p>Parte dessa emo\u00e7\u00e3o, ele mesmo contou e repetiu no palco, era devido ao seu retorno ao Festival. Sua primeira vinda foi em 2002, para um hiper show inesquec\u00edvel que reuniu Nasi, Fl\u00e1vio Guimar\u00e3es, Bocato e mais uma turma de mestres. Estive nessa apresenta\u00e7\u00e3o e posso garantir que quem viu viu, quem n\u00e3o viu n\u00e3o ver\u00e1 nunca mais.<\/p>\n<p>Em 2017, <strong><span style=\"color: #993300\">Grineberg<\/span> <\/strong>chega como bandleader e assume os erros e acertos (em bem maior quantidade) da sua apresenta\u00e7\u00e3o. Com um figurino preparado para a serra, o m\u00fasico com 25 anos de experi\u00eancia investiu\u00a0pesado na intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico ao inv\u00e9s de focar em longas viagens instrumentais.<\/p>\n<p>Esbajando simpatia, ele montou um set list enxuto, en\u00e9rgico e de f\u00e1cil empatia. Entre muitos improvisos, o repert\u00f3rio misturou can\u00e7\u00f5es bem conhecidas com outras de pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o. Entre outros, teve Tim Maia, Beatles, Dominguinhos e Luiz Gonzaga. O equil\u00edbrio foi perfeito e manteve o p\u00fablico (que ocupou cerca de 60% da plateia, levando em conta que o andar superior estava fechado) atento ao show.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14591\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0070-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><\/p>\n<p>No show, que tamb\u00e9m foi apresentado na ter\u00e7a-feira, 28, em Guaramiranga, <strong><span style=\"color: #993300\">Adriano<\/span> <\/strong>recebeu o m\u00fasico <span style=\"color: #000080\"><strong>Mamour Ba<\/strong><\/span> e seu filho <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Elhadji Cheikh<\/strong><\/span>. Percussionista senegal\u00eas, Mamour proporcionou a este humilde escrevente um dos momentos mais cat\u00e1rticos como espectador de shows quando entrou em cena. A for\u00e7a simb\u00f3lica, presencial e musical que ele trouxe ao palco foi inigual\u00e1vel. A integra\u00e7\u00e3o com a banda &#8211; roqueira formada por Fab\u00e1 Jimenez (guitarra), Rodrigo Jofr\u00e9 (baixo) e Marco da Costa (bateria), todos \u00f3timos &#8211; era impressionante.<\/p>\n<p>Todos no palco pareciam felizes com o que acontecia ali. <span style=\"color: #000080\"><strong>Mamour<\/strong><\/span>, \u00e0 frente, botou a plat\u00e9ia ao seus p\u00e9s. Tamb\u00e9m cantor, ele demonstrava reverencia e respeito ritual\u00edstico \u00e0 m\u00fasica. A for\u00e7a dos tambores de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Alhadji<\/strong> <\/span>batiam fundo e fez Marco da Costa se levantar para reverenciar o jovem m\u00fasico. <span style=\"color: #000080\"><strong>Mamour<\/strong> <\/span>apenas sentia orgulho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14592\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0310-2-624x418.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"418\" \/><\/p>\n<p>A segunda convidada da noite era uma ant\u00edtese do que foi o primeiro.\u00a0Se o primeiro \u00e9 m\u00fasica como ora\u00e7\u00e3o, <span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Ana Ca\u00f1as<\/strong><\/span> faz m\u00fasica com explos\u00e3o. Dona de um grito bonito, a paulistana charmosa entrou pra animar a festa (que j\u00e1 estava animada) e era o principal chamariz da apresenta\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #993300\"><strong>Grineberg<\/strong><\/span>, que j\u00e1 a acompanha h\u00e1 um tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14593\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0347-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 aqui que acontece um pecado latente do show. <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Ca\u00f1as<\/span> <\/strong>e <span style=\"color: #000080\"><strong>Mamour<\/strong> <\/span>estavam no mesmo palco, mas n\u00e3o se completavam. Ela entrou como uma tormenta e voou \u00e0s bandas com a paz do senegal\u00eas. Quando ela entrou, ele at\u00e9 tentou fazer sua parte, mas os olhares j\u00e1 tinham outro rumo e <strong><span style=\"color: #000080\">Mamour<\/span> <\/strong>ficou s\u00f3 de figurante. Nem sua percuss\u00e3o aparecia em meio ao peso do set dela. Bastava que ele sa\u00edsse e voltasse ao final do show para tudo parecesse no seu lugar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14594\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0354-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><\/p>\n<p>No repert\u00f3rio de <span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Ana<\/strong><\/span>, p\u00e9rolas de Cazuza (<em><strong>Blues da Piedade<\/strong><\/em>), Beatles (<em><strong>With a Little Help From My Friend<\/strong><\/em>, no famoso arranjo de Joe Cocker) e Led Zeppelin (<em><strong>Rock And Roll<\/strong><\/em>). Com a voz cheia de reverb, a cantora posa bem de roqueira, embora ainda lhe falte pegada para tanto e um trabalho que a credencie. Outro pecado: para aproveitar a presen\u00e7a de um nome pop, <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Ana<\/span> <\/strong>e <strong><span style=\"color: #993300\">Grineberg<\/span> <\/strong>mandaram uma vers\u00e3o improvisada de <em><strong>Pra voc\u00ea Guardei o Amor<\/strong><\/em>, que destoou do clima e da proposta da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, como j\u00e1 disse, o show de <span style=\"color: #993300\"><strong>Adriano Grineberg<\/strong><\/span> foi mais de acertos que erros. Ali\u00e1s, n\u00e3o seriam erros, mas tentativas sinceras de acerto. O encerramento com <em><strong>With A Little Help From My Friend<\/strong> <\/em>foi \u00e9pico, e melhor seria se <span style=\"color: #000080\"><strong>Mamour<\/strong> <\/span>e <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Elhadji<\/strong><\/span> tivessem sido melhor aproveitados.<\/p>\n<p><strong>Anfiteatro do Drag\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14595\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/03\/MG_0531-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><br \/>\nTerminada a apresenta\u00e7\u00e3o no S\u00e3o Luiz, <span style=\"color: #993300\"><strong>Adriano Grineberg<\/strong><\/span> tomou um teletransporte para o Anfiteatro do centro Drag\u00e3o do Mar para integrar a banda de <span style=\"color: #800080\"><strong>Corey Harris<\/strong><\/span>. O norte-americano de Denver \u00e9 reconhecido na cena blueseira como um defensor da guitarra ac\u00fastica, instrumento que ele toca com maestria. Sem nenhum hit na manga, mas uma super banda e um carisma vindo dos c\u00e9us, o m\u00fasico de 48 anos segurou um p\u00fablico pequeno, mas empolgado, numa apresenta\u00e7\u00e3o embaixo de chuva. At\u00e9 nos momentos solo, a plateia acompanhava atenta e respondia com gritos e palmas. Sem firulas, apenas boa m\u00fasica <span style=\"color: #800080\"><strong>Corey<\/strong> <\/span>provou com simplicidade que merece ser mais conhecido e voltar em breve para Fortaleza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s os dias de Carnaval em Guaramiranga, o Festival de Jazz e Blues estreou sua programa\u00e7\u00e3o em Fortaleza na noite de ontem, 2, com shows&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,90,283],"tags":[],"class_list":["post-14589","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ana-canas","category-criticas","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14589\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}