{"id":1464,"date":"2010-09-13T16:45:57","date_gmt":"2010-09-13T19:45:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=1464"},"modified":"2010-09-13T16:45:57","modified_gmt":"2010-09-13T19:45:57","slug":"vicios-e-virtudes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/09\/13\/vicios-e-virtudes\/","title":{"rendered":"V\u00edcios e virtudes"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-1465\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/vicios-e-virtudes\/o-livro-dos-mortos-do-rock\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-1465\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/09\/O-Livro-dos-Mortos-do-Rock-550x763.jpg\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"534\" \/><\/a>Chegou um momento em que artista falar sobre seus excessos nas drogas virou clich\u00ea. Principalmente quando o assunto s\u00e3o os roqueiros. Mesmo nos tempos atuais, onde o discurso de bom mo\u00e7o tomou conta da classe, n\u00e3o s\u00e3o poucos os astros da m\u00fasica que metem o p\u00e9 na jaca, usam e abusam do que bem aparecer, e depois aparecem na televis\u00e3o falando para \u201cos jovens\u201d que \u201cesse neg\u00f3cio de drogas n\u00e3o tom com nada\u201d e que tem que \u201cter atitude\u201d. Mas, houve um tempo onde s coisas n\u00e3o eram bem assim. Alguns rockers de primeira linha decidiram fazer dentro do pr\u00f3prio corpo um laborat\u00f3rio de qu\u00edmica melhor do que o da NASA e descobrir o que dava misturar, ervas, p\u00f3s, comprimidos, bebidas, rem\u00e9dios e alguns injet\u00e1veis. Em contrapartida, eles transpunham para o papel e para seus instrumentos tudo aquilo que viram e sentiram enquanto estavam \u201cviajando\u201d. <strong><span style=\"color: #ff0000\">Elvis Presley<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Jimi Hendrix<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #008000\">Jerry Garcia<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #ff9900\">John Lennon<\/span><\/strong>, <span style=\"color: #808000\"><strong>Janis Joplin<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #000080\">Jim Morrison <\/span><\/strong>s\u00e3o alguns (poucos) deles. Habitantes da era de ouro do rock, os anos 1960\/70, todos morreram e ou sofreram consequ\u00eancias dos abusos das drogas e protagonizaram hist\u00f3rias que viraram lendas agora vem reunidas no rec\u00e9m lan\u00e7ado <strong><span style=\"color: #800080\">O livro dos Mortos do Rock<\/span><\/strong> (<strong>Ed. Aleph<\/strong>). O autor <strong><span style=\"color: #666699\">David Confort<\/span><\/strong>, fez um retrato contundente e pouco glamouroso sobre bad trips, overdoses, tentativas de homic\u00eddios, suic\u00eddios e outras coisas mais. Pra coroar o time de celebridades, ele inclui <strong><span style=\"color: #0000ff\">Kurt Cobain<\/span><\/strong>, guitarrista e vocalista da banda grunge Nirvana. Apesar de afastado temporalmente em rela\u00e7\u00e3o aos outros seis, Cobain talvez seja o \u00faltimo rockstar a trazer uma nova proposta, criar uma nova cena, e n\u00e3o suportar a pr\u00f3pria barra. O livro traz uma breve biografia de cada personagem, priorizando detalhes \u00edntimos que explicam as a\u00e7\u00f5es futuras, e os interl\u00fadios: cap\u00edtulos que explicam o que significavam temas como orfandade, loucura, morte, amor, para cada um deles. O grande barato (ops!) do <span style=\"color: #800080\"><strong>Livro dos mortos&#8230;<\/strong> <\/span>\u00e9 que David n\u00e3o adota um tom moralista, paternal, careta para falar de seus biografados. Pelo contr\u00e1rio, ele n\u00e3o ameniza nas cores tr\u00e1gicas e escatol\u00f3gicas, mas tamb\u00e9m enaltece a obra imortal de cada um deles. Isso tudo numa escrita envolvente e despretensiosa, que prende o leitor pela ironia e pela riqueza de detalhes. Por falar em escatologia, esse \u00e9 um tema que permeia todas as hist\u00f3rias do livro. Por exemplo, o Rei <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Elvis Presley<\/strong> <\/span>tinha s\u00e9rios problemas de pris\u00e3o de ventre por conta das doses cavalares de medicamento que ingeria diariamente. Em compensa\u00e7\u00e3o, costumava usar um poderoso laxante para rebater. Resultado: n\u00e3o raro se sujava todo enquanto dormia. <strong><span style=\"color: #0000ff\">Kurt Cobain<\/span><\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 higiene, n\u00e3o rendeu hist\u00f3rias melhores. \u201cEle raramente tomava banho ou escovava os dentes, e evitava comer ma\u00e7\u00e3s porque faziam sua gengiva sangrar muito\u201d, conta David. Ele tamb\u00e9m conta hist\u00f3rias que ficaram mal contadas. Pela hist\u00f3ria oficial, Morrison e Hendrix foram v\u00edtimas fatais de uma overdose. No entanto, alguns detalhes que constam nos depoimentos de suas amantes deixam d\u00favidas a respeito de como o sinistro aconteceu de fato. Da mesma forma com Cobain e sua Curtney Love. Algu\u00e9m sabia que ela estava prestes a sair do testamento do cantor? Mas o que de fato n\u00e3o falta em <span style=\"color: #800080\"><strong>O livro dos Mortos&#8230;<\/strong> <\/span>\u00e9 um festival de exageros, egocentrismos, tentativas de suic\u00eddio e composi\u00e7\u00f5es que definiram um conceito de rock psicod\u00e9lico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegou um momento em que artista falar sobre seus excessos nas drogas virou clich\u00ea. Principalmente quando o assunto s\u00e3o os roqueiros. 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