{"id":14760,"date":"2017-06-17T08:26:33","date_gmt":"2017-06-17T11:26:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14760"},"modified":"2017-06-17T08:26:33","modified_gmt":"2017-06-17T11:26:33","slug":"fas-comentam-os-75-anos-de-paul-mccartney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/06\/17\/fas-comentam-os-75-anos-de-paul-mccartney\/","title":{"rendered":"F\u00e3s comentam os 75 anos de Paul McCartney"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14761\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/Macca-Kisses-2-flores-624x468.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"468\" \/>J\u00e1 se v\u00e3o quatro anos desde que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span> apresentou sua turn\u00ea <strong>Out There<\/strong> em Fortaleza. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que ele n\u00e3o foi embora da Cidade desde ent\u00e3o. Parece idolatria (e \u00e9!), mas desde que o nobre compositor ingl\u00eas passou pelo Castel\u00e3o, s\u00f3 cresceu a admira\u00e7\u00e3o e o respeito por can\u00e7\u00f5es que extrapolaram o mundo da arte e invadiu a vida das pessoas.<\/p>\n<p>Logo, o Vida&amp;Arte n\u00e3o poderia deixar de homenagear <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span> pelos seus 75 anos, celebrados amanh\u00e3. Convidados pelo caderno, cinco f\u00e3s contam de que forma o baixista do quarteto ingl\u00eas afeta suas vidas, como ele os inspira e emociona.<!--more--><\/p>\n<p>E trata-se de uma emo\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem prazo de validade. Isso por que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span> j\u00e1 est\u00e1 a caminho do Brasil novamente. Ser\u00e3o quatro shows em outubro, passando por Porto Alegre, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Na bagagem, can\u00e7\u00f5es que v\u00e3o do \u00faltimo disco (<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/o-novo-velho-paul-mccartney\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New<\/a>, 2013) at\u00e9 os as muitas hist\u00f3rias dos tempos de Beatles e Wings. Hist\u00f3rias sem tempo e que pertencem a multid\u00f5es.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0SB3x6KtNi4<\/p>\n<p><strong>&gt; Ricardo Kelmer, escritor<\/strong><br \/>\nGuardo de Paul McCartney dois momentos especiais. Um \u00e9 o show em S\u00e3o Paulo em 2010, no est\u00e1dio do Morumbi, em que eu estava presente, com minha mana Luce e meu cunhad\u00e3o Nino. Fiquei t\u00e3o encantado que s\u00f3 depois \u00e9 que caiu a ficha: putz, eu tava diante de um Beattle&#8230; O outro momento foi assim meio estranho. Eu tava com uma garota vendo um show dele pela tev\u00ea e quando ele cantou <em>The long and winding road<\/em>\u00a0eu comecei a chorar, e n\u00e3o entendia o motivo, e a garota muito menos, era eu chorando e querendo explicar que aquilo nada tinha a ver com outra mulher, mas quando atentei pra letra, percebi que podia ter a ver sim, e ela sem jeito me oferecendo guardanapo de papel&#8230; Bem, pra concluir: n\u00e3o teve mais clima. Paul, voc\u00ea \u00e9 meu empata-soda preferido.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=W9yyLsPXmjE<\/p>\n<p><strong>Cynthia Fortuna, jornalista e cantora<\/strong><br \/>\nPaul McCartney \u00e9 sempre muito inspirador! Este jovem senhor, que completa 75 anos, \u00e9 minha fonte inesgot\u00e1vel do que \u00e9 ser artista. Sua carreira se reinventa a cada ano e com mais for\u00e7a. No palco, demonstra seu amor pelo que faz e assume a responsabilidade de emocionar o mundo com suas letras e melodias, as quais j\u00e1 s\u00e3o o seu legado para a humanidade. Logo, torna-se eterno, para deleite das passadas, atuais e futuras gera\u00e7\u00f5es. Nova temporada, novo \u00e1lbum, novas ideias, perfomances com shows fren\u00e9ticos, perfeccionismo e respeito ao p\u00fablico. Paul chegou aos 75 anos com toda essa juventude e vitalidade! Quando canto com meus parceiros Claudio Escudero e Augusto Milagro (fa\u00e7o um tributo ac\u00fastico \u00e0 obra dos Beatles e respectivas carreiras solo \u2013 Projeto TriBeatles), tenho o Macca como est\u00edmulo e espelho. Eu j\u00e1 o vi seis vezes no palco e sei o que digo. Ele \u00e9, em minha opini\u00e3o, o artista mais importante do s\u00e9culo XX qui\u00e7\u00e1, XXI! Long live, Sir Paul McCartney! They say it\u2019s your birthday! Happy Birthday to you!<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2_9QooYDYtU<\/p>\n<p><strong>Kildare Rios, baixista e vocalista da Rubber Soul<\/strong><br \/>\nHoje em dia falam que os quarenta s\u00e3o os novos trinta e que os cinq\u00fcenta s\u00e3o os novos quarenta, n\u00e3o \u00e9? Mas o que dizer de um cara que sobe aos palcos para tocar quase tr\u00eas horas de rock and roll com setenta e cinco anos de idade? E o que mais dizer desse mesmo cara que faz quest\u00e3o de fazer um outro show, no mesmo dia, de noventa minutos, na passagem de som? Ele gosta muito do que faz e por isso faz bem feito, e por isso \u00e9 t\u00e3o longevo. Paul McCartney chega aos setenta e cinco com um corpinho de quarenta e a alma de vinte e poucos anos. Lenda viva \u00e9 pouco para aquele que ensinou muita gente a tocar, cantar e pensar junto com seus eternos companheiros John, George e Ringo. Ele sabe que tem uma banda de cover dos Beatles em casa canto do mundo, sonhando em reproduzir de forma fiel aquilo que eles fizeram no est\u00fadio nos anos m\u00e1gicos, nos anos de sonho. N\u00e3o, John, o Sonho N\u00e3o Acabou e nem acabar\u00e1 nunca! Paul McCartney Forever!<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J7ErrZ-ipoE<\/p>\n<p><strong>Ricardo Pugialli, autor do livro <em>Beatlemania<\/em><\/strong><br \/>\nUm menino nascido em fam\u00edlia humilde mas trabalhadora, desde cedo desenvolveu gosto pelas artes, especialmente a musica. Seu ouvido musical permitiu que tirasse as musicas que ouvia no radio e ensinasse para seu novo amigo, o l\u00edder de uma bandinha de col\u00e9gio que ele acabara de conhecer, um tal de John Lennon. Esta parceria de amigos ligados pela mesma dor (a perda da m\u00e3e), permitiu um processo de composi\u00e7\u00e3o que iniciou muito cedo, em 1957-58, com musicas como Love Me Do e When I&#8217;m Sixty-Four. Todo o processo criativo com os Beatles levou Paul ao seu auge, mas n\u00e3o ao seu conformismo. Ele n\u00e3o descansa sobre sua fama. Ele est\u00e1 sempre ousando, inovando, criando. De trilhas sonoras a discos experimentais, passando por musica cl\u00e1ssica e parcerias inusitadas com v\u00e1rios astros antigos e novos. Sempre lan\u00e7ando discos in\u00e9ditos, de qualidade indiscut\u00edvel, excursionando todos os amos, com shows de no m\u00ednimo 2 horas, quando n\u00e3o chega a 3. Que artista de 75 anos faz isso hoje em dia? Creio que ele morrer\u00e1 feliz, em cima do palco, fazendo o que ama: m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Paul McCartney - My Brave Face\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0Ty8NTNj6JI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Caio Castelo, m\u00fasico<\/strong><br \/>\nA geografia dos afetos nos surpreende tanto quanto conduz. Foi dentro de um carro, exatamente no cruzamento das ruas Pereira de Miranda com Professor Ot\u00e1vio Lobo, no Papicu, que ouvi <em>Come Together<\/em>\u00a0pela primeira vez. O baixo daquela introdu\u00e7\u00e3o foi uma das primeiras coisas que me atraiu ao instrumento, de t\u00e3o massa de ouvir e f\u00e1cil de tocar que era. Era a faixa 25 do <strong>1<\/strong>, uma colet\u00e2nea dos Beatles que havia sido lan\u00e7ada naquele mesmo ano. Depois, se tornou a faixa de abertura do meu disco favorito da banda. Depois, um mantra grave que persiste at\u00e9 hoje, daqueles tocados furtivamente em momentos desprevenidos quase sempre em que se tem um instrumento a tiracolo.<\/p>\n<div>Aquele riff reverberou em mim outras tantas vezes de outras tantas formas at\u00e9 me levar anos mais tarde a um outro cruzamento, numa tal de Abbey Road. Dessa vez, a p\u00e9. Eu, que n\u00e3o sou fumante nem canhoto, tirei o sapato e improvisei um cigarro com um peda\u00e7o de papel qualquer na m\u00e3o direita. Esperei o sinal fechar. Foto. Nessa \u00e9poca, al\u00e9m daquele baixo, havia voz, arranjos, hist\u00f3rias e revolu\u00e7\u00f5es ecoando junto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Subi pela Alberto Craveiro toda revirada em lama e obras da copa. Tratores parados, pessoas em movimento. Foram tr\u00eas horas em que nossas geografias se coincidiram no Castel\u00e3o. Havia anos que eu ouvia muitas daquelas can\u00e7\u00f5es e mais anos ainda que ele as cantava. A despeito de d\u00e9cadas de carreira sempre se desafiando e lan\u00e7ando novos sons, as can\u00e7\u00f5es mais reconhecidas eram justamente aquelas de seus primeiros anos. E l\u00e1 estava aquele senhor, cantando para mim e milhares de pessoas as m\u00fasicas que fez quando era jovem. Com o mesmo brilho e energia com que apresentava suas cria\u00e7\u00f5es mais recentes. E foi a\u00ed que toda aquela coisa do baixo, da voz, dos arranjos, das hist\u00f3rias e das revolu\u00e7\u00f5es foi explicada. Vi generosidade, for\u00e7a, honestidade, amor, entrega. Tudo o que move a vida transformado em sons. M\u00fasica. Nele, em todos que estavam ali, em mim.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>And in the end the love you take is equal to the love you make.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 se v\u00e3o quatro anos desde que Paul McCartney apresentou sua turn\u00ea Out There em Fortaleza. 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