{"id":14765,"date":"2017-06-26T15:21:41","date_gmt":"2017-06-26T18:21:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14765"},"modified":"2017-06-26T15:21:41","modified_gmt":"2017-06-26T18:21:41","slug":"ritmo-em-destaque-em-lancamentos-da-discobertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/06\/26\/ritmo-em-destaque-em-lancamentos-da-discobertas\/","title":{"rendered":"Ritmo em destaque em lan\u00e7amentos da Discobertas"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BOOGIE WOOGIE NA FAVELA e SAMBA FLEX - ORLANDIVO.\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u1AzvmhEnTU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Dois inventores de ritmos t\u00eam suas discografias revisitadas em lan\u00e7amentos este m\u00eas. As pr\u00f3ximas duas caixas da Discobertas assumiram essa miss\u00e3o. O primeiro nome \u00e9 o de <span style=\"color: #993300\"><strong>Orlandivo<\/strong> <\/span>Hon\u00f3rio de Souza. O catarinense de Itaja\u00ed marcou o in\u00edcio dos anos 1960 como um dos destaques do que se chamava sambalan\u00e7o. Sua marca registrada era fazer percuss\u00e3o com um molho de chaves. N\u00e3o por acaso, o disco que abre a caixa tripla <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Bossa, Samba e Balan\u00e7o<\/strong><\/span> \u00e9 <strong>A Chave do Sucesso<\/strong>.<!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14783\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/46568454-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/46568454-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/46568454-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/46568454-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/46568454.jpg 500w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>De 1962, o disco de estreia do cantor e compositor trouxe alguns dos sucessos como <em><strong>Onde anda o meu amor<\/strong><\/em> e <em><strong>Samba Toff<\/strong><\/em>. Os outros discos da caixa s\u00e3o <strong>Orlann Divo<\/strong> (1963) e samba em <strong>Paralelo<\/strong> (1965). Esquecido pela gera\u00e7\u00e3o das modernidades, <span style=\"color: #993300\"><strong>Orlandivo<\/strong> <\/span>chegou a provar uma t\u00edmida redescoberta no in\u00edcio deste mil\u00eanio, quando lan\u00e7ou o \u00e1lbum <strong>Sambaflex<\/strong>, com regrava\u00e7\u00f5es de antigas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cheguei a conversar com <span style=\"color: #993300\"><strong>Orlandivo<\/strong><\/span> em 2011, por conta do lan\u00e7amento de uma caixa de discos de Ed Linconl \u2013 tamb\u00e9m pela Discobertas. Ed, pianista cearense cheio de groove, foi outro dos inventores do sambalan\u00e7o. <span style=\"color: #993300\"><strong>Orlandivo<\/strong><\/span> foi um dos seus crooners e amigo, com quem viajava para fazer bailes dan\u00e7antes pelo Brasil. Da conversa, lembro do bom humor e disponibilidade para falar dos velhos tempos.<\/p>\n<p><strong>Z\u00e9 Pretinho<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Caetano Veloso e Jorge Ben - &quot;Ive Brussel&quot; (1980)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-Z1WS0rbLaM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O segundo box da Discobertas \u00e9 sobre Jorge Du\u00edlio Lima Meneses. Melhor apresentado como <span style=\"color: #000080\"><strong>Jorge Ben Jor<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Era uma vez a Banda do Z\u00e9 Pretinho<\/strong><\/span> (1978 \u2013 1981) re\u00fane quatro discos lan\u00e7ados entre 1978 e 1981, da fase Som Livre. Depois de 15 anos como contratado da Philips, <span style=\"color: #000080\"><strong>Jorge<\/strong> <\/span>mudou de som de e de casa. No antigo endere\u00e7o, ele se lan\u00e7ou artista e fundou um movimento que ficaria conhecido como sambarock.<\/p>\n<p><em><strong>Samba Esquema Novo<\/strong><\/em>, <em><strong>For\u00e7a Bruta<\/strong> <\/em>e <em><strong>A T\u00e1bua da Esmeralda<\/strong><\/em> foram alguns dos trabalhos antol\u00f3gicos que ele lan\u00e7ou calcados numa levada de viol\u00e3o que mesclava muitas tradi\u00e7\u00f5es negras, do samba ao blues. Em seguida, a partir de 1976, ele descobriria a guitarra e lan\u00e7aria <em><strong>\u00c1frica-Brasil<\/strong><\/em>, outra pedrada sonora cheia de funk, rock e peso.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14784\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/1361905-350x360-300x309.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"309\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/1361905-350x360-300x309.png 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/1361905-350x360-120x123.png 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/06\/1361905-350x360.png 350w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Em <strong>A Banda do Z\u00e9 Pretinho<\/strong>, disco de 1978 &#8211; que abre o box da Discobertas previsto para o fim deste m\u00eas -, a guitarra ainda \u00e9 protagonista e o som ganha acentos mais solares e alegres. O nome do \u00e1lbum \u00e9 para apresentar a nova banda de apoio do carioca, ap\u00f3s tr\u00eas \u00e1lbuns acompanhados pelo Admir\u00e1vel Jorge V.<\/p>\n<p>Embora ainda focado nos ritmos negros do samba, funk, jazz e soul, a proximidade dos anos 1980 come\u00e7a a branquear o som de Jorge Ben com a chegada dos sintetizadores e de futuros hitmakers de est\u00fadio como Max Pierre, Guto Gra\u00e7a Mello, Moog Canazio e Lincoln Olivetti.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de <strong>A Branda do Z\u00e9 Pretinho<\/strong>, a caixinha da Discobertas ainda traz <strong>Salve Simpatia<\/strong> (1979), <strong>Al\u00f4 Al\u00f4 Como vai?<\/strong> (1980) e <strong>Bem-Vinda amizade<\/strong> (1981). S\u00e3o deles algumas \u00f3timas can\u00e7\u00f5es, como <em><strong>Cad\u00ea o Penalti?<\/strong><\/em>, <em><strong>Minha estrela \u00e9 do oriente<\/strong><\/em>, <em><strong>Amante Amado<\/strong><\/em>, <em><strong>Adelita<\/strong><\/em>, <strong><em>Waldomiro Pena<\/em><\/strong>, <em><strong>O\u00e9 O\u00e9 (Faz o carro de boi na estrada<\/strong><strong>)<\/strong><\/em> e <em><strong>Lorraine<\/strong><\/em>. E num resumo bem resumido do produto, s\u00e3o deles dois sucessos gigantescos de Ben Jor. De <strong>Salve Simpatia<\/strong>, <em><strong>Ive Brussel<\/strong><\/em> \u00e9 um delicioso dueto com Caetano Veloso dedicado a uma f\u00e3 europeia. E <em><strong>Curumim Chama Cunhat\u00e3 que eu vou Contar<\/strong><\/em>, conhecida como <em>Todo dia era dia de \u00edndio<\/em>, \u00e9 um afox\u00e9 envenenado lan\u00e7ado por Baby Consuelo no mesmo ano (1981). se n\u00e3o for por essas duas faixas, a caixa <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Era uma vez a Banda do Z\u00e9 Pretinho (1978 \u2013 1981)<\/strong><\/span> oferece outros bons motivos pra sentar na sua prateleira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois inventores de ritmos t\u00eam suas discografias revisitadas em lan\u00e7amentos este m\u00eas. As pr\u00f3ximas duas caixas da Discobertas assumiram essa miss\u00e3o. O primeiro nome \u00e9&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,33,90,104,190,283,306],"tags":[],"class_list":["post-14765","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-baby-do-brasil","category-criticas","category-discobertas","category-jorge-benjor","category-nacional","category-orlandivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14765\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}