{"id":14801,"date":"2017-07-03T12:06:46","date_gmt":"2017-07-03T15:06:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14801"},"modified":"2017-07-03T12:06:46","modified_gmt":"2017-07-03T15:06:46","slug":"mallu-magalhaes-retoma-carreira-solo-em-disco-de-alma-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/07\/03\/mallu-magalhaes-retoma-carreira-solo-em-disco-de-alma-brasileira\/","title":{"rendered":"Mallu Magalh\u00e3es retoma carreira solo em disco de alma brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14803\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/34946784552_84fefced7d_b-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"624\" \/>O novo \u00e1lbum de <span style=\"color: #993300\"><strong>Mallu Magalh\u00e3es<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #333300\"><strong>Vem<\/strong><\/span>, chegou \u00e0s lojas cercado por uma pol\u00eamica. O grupo de dan\u00e7arinos negros com os corpos cobertos por algum \u00f3leo e rebolando atr\u00e1s de uma grade no clipe do single <em><strong>Voc\u00ea N\u00e3o Presta<\/strong><\/em> desagradou grupos que viram ali uma s\u00e9rie de posturas racistas. \u201cAqueles que falaram pra disseminar o \u00f3dio e a opress\u00e3o, esses n\u00e3o merecem nada. Mas quem realmente se sentiu ofendido, fez uma discuss\u00e3o saud\u00e1vel, merecem toda a minha aten\u00e7\u00e3o\u201d, comenta a cantora que lan\u00e7ou uma nota no Facebook pedindo desculpas pelo fato. \u201cMais vale voc\u00ea seguir o caminho da compreens\u00e3o da humildade do que seguir o de ser dono da raz\u00e3o\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>O desagrado, no entanto, n\u00e3o eclipsou a qualidade do quarto \u00e1lbum da paulistana radicada em Portugal h\u00e1 quatro anos. Lan\u00e7ado seis anos depois de <strong>Pitanga<\/strong>, seu \u00faltimo disco solo, <span style=\"color: #333300\"><strong>Vem<\/strong><\/span> chega para dar vaz\u00e3o a uma s\u00e9rie de experi\u00eancias vividas pela cantora e compositora. Nesse per\u00edodo, ela mudou de cidade, estudou canto l\u00edrico, montou uma banda (Banda do Mar), criou um show solo de voz e viol\u00e3o, e teve uma filha. \u201cMesmo sem um disco, estava sempre compondo pra mim ou pra algu\u00e9m que pede m\u00fasica\u201d, acrescenta ela por telefone.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - Voc\u00ea N\u00e3o Presta (Videoclipe)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hrh6zd5c0OY?start=25&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O resultado de tantas experi\u00eancias \u00e9 um disco cheio de can\u00e7\u00f5es prontas pra sair cantando na rua. E se <strong>Pitanga<\/strong> j\u00e1 deixava meio de lado o folk e o rock dos primeiros discos, <span style=\"color: #333300\"><strong>Vem<\/strong><\/span> traz como protagonista o samba. \u201cEu sempre gostei bastante de samba. Quando comecei a tocar viol\u00e3o, ia para um asilo tocar para os velhinhos. Com o tempo, fui ouvindo n\u00e3o s\u00f3 o de raiz, como Clementina e Clara Nunes. Foi escutar tamb\u00e9m coisas mais modernas como sambajazz, Ben Jor, Elza Soares, Wilson das neves\u201d, elenca a artista de 24 anos.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 bom ficar claro que <span style=\"color: #333300\"><strong>Vem<\/strong><\/span> n\u00e3o tenta surfar no recente interesse que o samba vem despertando na juventude brasileira. Tanto que, no lugar de surdo, tamborim e cavaquinho, o disco traz cordas e sopros arranjados pelo indiscut\u00edvel Mario Adnet. Um exemplo do resultado \u00e9 justamente a supra-citada<em><strong> Voc\u00ea n\u00e3o Presta<\/strong><\/em>, uma gafieira desaforada. <em><strong>Casa Pronta<\/strong><\/em> amansa os \u00e2nimos numa bossinha sobre a alegria do reencontro. Tamb\u00e9m em clima de gafieira, <em><strong>Pelo Telefone<\/strong><\/em> pode estar no pr\u00f3ximo disco de Elza Soares.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - Vai e Vem (Pseudo Video)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xJ1tR_JJKfY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"color: #333300\"><strong>Vem<\/strong><\/span> traz o samba de muitas formas e com a naturalidade que as composi\u00e7\u00f5es pedem. E tudo filtrado pela vis\u00e3o <span style=\"color: #993300\"><strong>Mallu<\/strong><\/span>, sob os cuidados do produtor e marido Marcelo Camelo. \u201cTudo \u00e9 feito em parceria. Ele fica martelando, tentando de novo. O processo de composi\u00e7\u00e3o dele \u00e9 doentio. O disco ficou t\u00e3o bem acabado, t\u00e3o bem feito por causa da dedica\u00e7\u00e3o dele\u201d, assume <span style=\"color: #993300\"><strong>Mallu<\/strong><\/span> com uma fala t\u00e3o doce quanto firme. E desse processo surgiram outros ritmos que se infiltram e d\u00e3o beleza ao \u00e1lbum. <em><strong>Vai e Vem<\/strong><\/em> \u00e9 uma baladinha pop pronta para as r\u00e1dios. E a valsa <em><strong>Linha Verde<\/strong><\/em> traz ares de fado com a presen\u00e7a de m\u00fasicos portugueses. <em><strong>Love You<\/strong><\/em>, \u00fanica em ingl\u00eas, retoma a linha dos primeiros discos com um folk adocicado.<\/p>\n<p>Sobre fazer um disco todo de samba, <span style=\"color: #993300\"><strong>Mallu<\/strong><\/span> diz que n\u00e3o faz parte das inten\u00e7\u00f5es. \u201cFaria um de samba, assim como faria de rock, m\u00fasica eletr\u00f4nica. A gente n\u00e3o faz as coisas com essa determina\u00e7\u00e3o t\u00e3o delineada. Geralmente, a gente acata a feitura da produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre muito de acordo com o que pede a can\u00e7\u00e3o\u201d. Disco a parte, ela est\u00e1 feliz como artista, esposa e m\u00e3e. Tem recebido muitos pedidos de outros int\u00e9rpretes (\u201cEu me vejo mais como compositora, do que como cantora\u201d) e ter viajado numa turn\u00ea de voz e viol\u00e3o deu a ela mais seguran\u00e7a no palco. \u201cFoi bom porque me deu mais vigor, me deu mais intimidade na quest\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o. At\u00e9 com a voz e o conhecimento do viol\u00e3o, me aprimorei muito nesses dois of\u00edcios. Em \u00faltimo caso, eu toco com voz e viol\u00e3o e me garanto. As composi\u00e7\u00f5es seguram a onda\u201d, justifica sem falsa mod\u00e9stia. E dentro de casa, o aprendizado n\u00e3o \u00e9 diferente. \u201cSer m\u00e3e est\u00e1 dentro. Eu tenho ajuda do Marcelo. Ele \u00e9 t\u00e3o pai quanto eu sou m\u00e3e. \u00c9 um pouco dif\u00edcil conciliar com uma profiss\u00e3o itinerante, mas eu tenho ajuda\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo \u00e1lbum de Mallu Magalh\u00e3es, Vem, chegou \u00e0s lojas cercado por uma pol\u00eamica. 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