{"id":14808,"date":"2017-07-05T11:32:11","date_gmt":"2017-07-05T14:32:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14808"},"modified":"2017-07-05T11:32:11","modified_gmt":"2017-07-05T14:32:11","slug":"warner-relanca-discos-raros-de-baby-do-brasil-tom-ze-e-freneticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/07\/05\/warner-relanca-discos-raros-de-baby-do-brasil-tom-ze-e-freneticas\/","title":{"rendered":"Warner relan\u00e7a discos raros de Baby do Brasil, Tom Z\u00e9 e Fren\u00e9ticas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14809\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/tom-z\u00e9-1-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/>H\u00e1 cerca de dois anos, a gravadora Warner relan\u00e7ou parte do acervo nacional em caixas tem\u00e1ticas dedicadas a alguns dos seus mais c\u00e9lebres artistas. Num projeto muito parecido com o que vem fazendo o selo Discobertas, a multinacional preparou pacotes de CDs para perfis bem variados de p\u00fablico. Teve Elis Regina, com tr\u00eas dos seus \u00faltimos trabalhos, e os quatro primeiros discos de Lulu Santos. Nessa leva, teve ainda raridades de Oswaldo Montenegro, os anos de ouro do Ultraje a Rigor, obras menos incensadas de Jorge Ben Jor, discos celebrados do Ira! e os anos 1970 de Raul Seixas.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo retomada este m\u00eas com mais tr\u00eas pacotes de discos. Analisando em conjunto, a nova leva j\u00e1 chega despertando mais curiosidade entre os ca\u00e7adores de raridades que o time de estrelas de dois anos atr\u00e1s. Focando nos anos 1970, a nova tiragem de boxes re\u00fane projetos que fizeram hist\u00f3ria, venderam bem, ainda s\u00e3o bem <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-14810\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580621-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580621-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580621-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580621-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580621.jpg 500w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>escutados e hoje s\u00e3o disputados em sebos nas suas vers\u00f5es em vinil.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso de <strong>Se o Caso \u00e9 Chorar<\/strong>, disco que abre a caixa <span style=\"color: #000080\"><strong>Anos 70<\/strong><\/span>, com quatro \u00e1lbuns de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tom Z\u00e9<\/strong><\/span>. O baiano de Irar\u00e1, que este ano completa 81 anos, tem encaixotada sua por\u00e7\u00e3o mais estudada e cultuada. O \u00e1lbum de 1972 joga suas ideias universais sobre uma base de samba e traz faixas hist\u00f3ricas como <em><strong>Pecadinho<\/strong><\/em>, <em><strong>Menina Amanh\u00e3 de Manh\u00e3<\/strong> <\/em>e a faixa t\u00edtulo. Em seguida vem o sempre pol\u00eamico <strong>Todos Os Olhos<\/strong> (aquele da bila), <strong>Estudando o Samba<\/strong> (que contou com presen\u00e7as definidoras de Elton Medeiros e Heraldo do Monte) e<strong> Correio da Esta\u00e7\u00e3o do Br\u00e1s<\/strong> (uma vis\u00e3o particular sobre o migrante).<\/p>\n<p><strong>Abra suas asas<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14811\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580587-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580587-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580587-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580587-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/46580587.jpg 500w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Parte dos discos lan\u00e7ados no box de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Tom Z\u00e9<\/span> <\/strong>foram recolocados nas lojas em vinil nos \u00faltimos anos. J\u00e1 o segundo nome homenageado pelos relan\u00e7amentos est\u00e1 vivo nas mem\u00f3rias mais nost\u00e1lgicas, mas h\u00e1 tempos virou marca dos tempos em que Donna Summer reinava nas pistas. O sexteto <span style=\"color: #993300\"><strong>Fren\u00e9ticas<\/strong> <\/span>foi um marco dos anos 1970 formado a partir de um grupo de gar\u00e7onetes da casa de shows Frenetic Dancin\u2019 Days, aberta pelo antenado Nelson Motta. Num determinado momento da noite, elas que subiam no palco para cantar, dan\u00e7ar e fazer festa.<\/p>\n<p>O primeiro sucesso das meninas (que tiveram de deixar o cargo de gar\u00e7onete de lado), <em><strong>A Felicidade Bate \u00e0 Sua Porta<\/strong><\/em>, foi composto por Gonzaguinha, namorado de Sandra P\u00eara (irm\u00e3 da Mar\u00edlia) e teve boa execu\u00e7\u00e3o nas r\u00e1dios. A abertura deu a elas aval para serem as primeiras contratadas da Warner, por onde elas lan\u00e7ariam os \u00e1lbuns <strong>Fren\u00e9ticas<\/strong> (1977), <strong>Caia na Gandaia<\/strong> (1978), <strong>Soltas Na Vida<\/strong> (1979) e <strong>Babando Lamartine<\/strong> (1980). Este \u00faltimo, uma homenagem desbundada e carnavalesca ao compositor Lamartine Babo, fecha a \u00e9poca de ouro das <span style=\"color: #993300\"><strong>Fren\u00e9ticas<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, elas lan\u00e7aram algumas j\u00f3ias inesquec\u00edveis como <em><strong>O preto Que Satisfaz<\/strong><\/em>, <em><strong>Perigosa<\/strong><\/em>, <em><strong>Tudo Bem Tudo Bom ou Mesmo At\u00e9<\/strong><\/em> e <em><strong>Dancin\u2019 Days<\/strong><\/em>. Al\u00e9m destas todas, a caixa traz b\u00f4nus, vers\u00f5es e raridades como <em><strong>A\u00e7\u00facar Candy<\/strong><\/em>, grava\u00e7\u00e3o que permanecia in\u00e9dita. Com a chegada da d\u00e9cada de 1980 e de novos sons no mercado, as <span style=\"color: #993300\"><strong>Fren\u00e9ticas<\/strong> <\/span>ainda se reinventaram com uma forma\u00e7\u00e3o menor, lan\u00e7aram um disco pela pequena Tapecar tentando entrar na onda rock brazuca. Outro disco viria com outra forma\u00e7\u00e3o em 2001, agora agregando compositores que surgiam, como Gabriel, O Pensador e Pedro Lu\u00eds. Infelizmente, a magia n\u00e3o era mais a mesma.<\/p>\n<p><strong>Tel\u00farica<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-14812\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/baby-1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/baby-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/baby-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/baby-1-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/baby-1.jpg 500w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Mas uma magia que n\u00e3o se esgota, por que vem de for\u00e7as superiores, \u00e9 a de Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. A niteroiense, na adolesc\u00eancia, adotou o nome de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Baby Consuelo<\/strong><\/span> e, depois, tornou-se a cara e a simpatia dos Novos Baianos. Com o fim do grupo, a \u201cfalsa baiana\u201d pegou o guitarrista e marido Pepeu Gomes pelo bra\u00e7o e saiu despejando uma s\u00e9rie de sucessos em r\u00e1dios e trilhas de novelas apoiado num som feito de samba, rock, afox\u00e9, bossa nova, liberdade e muito sorriso.<\/p>\n<p>Na esperada caixa lan\u00e7ada pela Warner est\u00e3o os discos <strong>O Que Vier Eu Tra\u00e7o<\/strong> (1978), <strong>Pra Enlouquecer<\/strong> (1979), <strong>Ao Vivo em Montreux<\/strong> (1980), <strong>Canceriana Tel\u00farica<\/strong> (1981) e <strong>C\u00f3smica<\/strong> (1982). Os discos passeiam por um Brasil t\u00e3o plural e sem fronteiras que \u00e9 dif\u00edcil imaginar um r\u00f3tulo para eles. Tem o forr\u00f3 roqueiro de <em><strong>O Fole Roncou<\/strong><\/em>, a delicadeza de <em><strong>Tudo Blue<\/strong><\/em>, o pop \u201crital\u00edrico\u201d <em><strong>Papo de anjo<\/strong><\/em>, choro com Ademilde Fonseca (<em><strong>Apanhei-te cavaquinho<\/strong><\/em>) e catarse ritual\u00edstica gravada no Festival de Montreux.<\/p>\n<p>Na virada dos anos 1970 para os 80, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Baby<\/strong><\/span> e Pepeu seguraram a magia do sucesso arregimentando f\u00e3s adultos e crian\u00e7as. Para os menores, a caixa traz b\u00f4nus como <em><strong>Em\u00edlia, a Boneca Gente<\/strong><\/em>, feita para o especial <em>Pirlimpimpim<\/em>. Para os adultos, a bandeira pr\u00f3-libera\u00e7\u00e3o da maconha <em><strong>O mal \u00e9 o que sai da boca do homem<\/strong><\/em>, lan\u00e7ada em compacto. Em 1984, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Baby<\/strong> <\/span>iria para uma casa nova (CBS), mudaria o nome para Baby do Brasil, largaria vida mundana para virar popstora, voltaria a tocar com o Novos Baianos, resgataria os anos de sucesso gravando o primeiro DVD (com mais de 60 anos) e confirmaria ser, ainda, uma voz e uma alegria que o Brasil n\u00e3o pode perder.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os:<\/strong><br \/>\n<strong> Tom Z\u00e9 \u2013 Anos 70<\/strong><br \/>\n<strong> O qu\u00ea:<\/strong> caixa com os discos <strong>Tom Z\u00e9<\/strong> (1972), <strong>Todos Os Olhos<\/strong> (1973), <strong>Estudando o Samba<\/strong> (1976) e <strong>Correio da Esta\u00e7\u00e3o do Br\u00e1s<\/strong> (1978)<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 158,90<\/p>\n<p><strong>Baby Consuelo do Brasil<\/strong><br \/>\n<strong> O qu\u00ea:<\/strong> caixa com os discos <strong>O Que Vier Eu Tra\u00e7o<\/strong> (1978), <strong>Pra Enlouquecer<\/strong> (1979), <strong>Ao Vivo em Montreux<\/strong> (1980), <strong>Canceriana Tel\u00farica<\/strong> (1981) e <strong>C\u00f3smica<\/strong> (1982)<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 199,90<\/p>\n<p><strong>40 anos de Dancin&#8217; Days<\/strong><br \/>\n<strong> O qu\u00ea:<\/strong> caixa com os discos <strong>Fren\u00e9ticas<\/strong> (1977), <strong>As Fren\u00e9ticas<\/strong> (1978), <strong>Soltas Na Vida<\/strong> (1979) e <strong>Babando Lamartine<\/strong> (1980)<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 158,90<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de dois anos, a gravadora Warner relan\u00e7ou parte do acervo nacional em caixas tem\u00e1ticas dedicadas a alguns dos seus mais c\u00e9lebres artistas. 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