{"id":14823,"date":"2017-08-09T12:34:02","date_gmt":"2017-08-09T15:34:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14823"},"modified":"2017-08-09T12:34:02","modified_gmt":"2017-08-09T15:34:02","slug":"theo-de-barros-reune-amigos-em-disco-que-fala-do-brasil-interiorano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/08\/09\/theo-de-barros-reune-amigos-em-disco-que-fala-do-brasil-interiorano\/","title":{"rendered":"Theo de Barros re\u00fane amigos em disco sobre Brasil interiorano"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14824\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/Theo-e-Renato-Braz-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/>Diz a lenda que os quilombos eram protegidos pelo canto de um p\u00e1ssaro africano. Seu nome \u00e9 tatanag\u00fc\u00ea e sua miss\u00e3o guiar os negros para bons caminhos, para a liberdade. Quando alguma amea\u00e7a se aproximava, cabia a ele enviar um aviso para o povoado. No entanto, esse canto de alerta \u00e9 o \u00fanico sinal que se conheceu dele, uma vez que tatanag\u00fc\u00ea era invis\u00edvel.<!--more--><\/p>\n<p>Esse mist\u00e9rio de poesia, mitologia e hist\u00f3ria \u00e9 onde come\u00e7a o novo trabalho de <span style=\"color: #800000\"><strong>Theo de Barros<\/strong><\/span>. O p\u00e1ssaro lend\u00e1rio \u00e9 quem batiza o disco que o compositor de 74 anos lan\u00e7ou recentemente de forma independente. Reconhecido como autor de can\u00e7\u00f5es como <em>Menino das Laranjas<\/em> e <em>Disparada<\/em>, o carioca reuniu can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas com trechos de algumas su\u00edtes que foram compostas ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14853\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/61i3MKadogPbsntmW6Co.400-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/61i3MKadogPbsntmW6Co.400-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/61i3MKadogPbsntmW6Co.400-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/61i3MKadogPbsntmW6Co.400-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/61i3MKadogPbsntmW6Co.400.jpg 400w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Os arranjos orquestrados foram escritos pelo pr\u00f3prio <span style=\"color: #800000\"><strong>Theo de Barros<\/strong><\/span>, que tamb\u00e9m assume o viol\u00e3o de sete cordas, nas 16 afixas. O tom brejeiro de um Brasil que nada em rios de \u00e1gua l\u00edmpida \u00e9 refor\u00e7ado pela voz de <span style=\"color: #800080\"><strong>Renato Braz<\/strong><\/span>, principal int\u00e9rprete e parceiro no projeto. Al\u00e9m dele, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Tatanag\u00fc\u00ea<\/strong> <\/span>conta com as participa\u00e7\u00f5es de<span style=\"color: #993366\"><strong> M\u00f4nica Salmaso<\/strong><\/span> e da jovem <span style=\"color: #cc99ff\"><strong>Alice Passos<\/strong><\/span>, uma das revela\u00e7\u00f5es da cena de samba da Lapa. As letras s\u00e3o de Paulo C\u00e9sar Pinheiro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14825\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/07\/Theo-de-Barros-_Paulo-Ce\u0301sar-Pinheiro_Ricardo-Barros-PB-624x468.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"468\" \/><\/p>\n<p>No entanto, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Tatanag\u00fc\u00ea<\/strong> <\/span>passa longe da lapa, do samba e dos climas urbanos. O projeto que conta com 34 m\u00fasicos, incluindo vocais e orquestra de cordas e sopros, tem ar s\u00f3brio e oper\u00edstico para falar de um Brasil que pouco se ouve. Um Brasil sertanejo no sentido exato da palavra, que dan\u00e7a ciranda, que ouve o som dos ventos, que se ilumina com candeeiro, que celebra sua mesti\u00e7agem.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum mostra que <span style=\"color: #800000\"><strong>Theo de Barros<\/strong><\/span> estava com fome de m\u00fasica. Como membro do Quarteto Novo (junto com Heraldo Monte, Airto Moreira e Hermeto Pascoal), ele fez hist\u00f3ria ao acompanhar Edu Lobo e Mar\u00edlia Medalha na apresenta\u00e7\u00e3o de <em>Ponteio<\/em>, no 3\u00b0 Festival de MPB, bem como Geraldo Vandr\u00e9 em shows e grava\u00e7\u00f5es. O primeiro disco veio em 1979, batizado simplesmente de <strong>Primeiro Disco<\/strong>. Outros dois viriam em seguida, enquanto ele tamb\u00e9m atuava como arranjador, diretor musical, produtor e no mercado publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600\">Tatanag\u00fc\u00ea<\/span> <\/strong>atualiza o m\u00fasico no que ele gosta mais de fazer. <em><strong>Dan\u00e7a de Marinheiro<\/strong> <\/em>foi tirada da <em>Su\u00edte Marinha<\/em>, ainda in\u00e9dita, e carrega todo o doce da voz de <span style=\"color: #800080\"><strong>Renato Braz<\/strong><\/span> ao retratar os detalhes da tradicional Festa de S\u00e3o Benedito. Tamb\u00e9m s\u00e3o dele os agudos de <em><strong>Tr\u00eas Violas<\/strong><\/em>, tirada da <em>Su\u00edte das Sete Violas<\/em>, gravada no \u00e1lbum <strong>Theo<\/strong> (2004). Outra su\u00edte presente no disco \u00e9 <em>Capoeira<\/em>, de onde a \u00e1ria <em><strong>Cavalo de Ox\u00f3ssi<\/strong> <\/em>usa um berimbau (tocado por <span style=\"color: #800080\"><strong>Renato<\/strong><\/span>) para marcar a hist\u00f3ria de um mestre capoeirista. J\u00e1 a su\u00edte <em><strong>Tr\u00eas Vertentes<\/strong><\/em> re\u00fane as vozes de <span style=\"color: #800080\"><strong>Renato<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #800000\"><strong>Theo<\/strong> <\/span>e Ricardo Barros (filho de Theo) para falar do sangue africano, nordestino e pescador.<\/p>\n<p>J\u00e1 <span style=\"color: #993366\"><strong>M\u00f4nica Salmaso<\/strong><\/span> valseia leve em <em><strong>Algu\u00e9m Sozinho<\/strong><\/em>, primeira parceria de Ricardo Barros com Paulo C\u00e9sar. Tamb\u00e9m da<em> Su\u00edte Capoeira<\/em>, <em><strong>Camaradinha<\/strong><\/em> \u00e9 um batuque de roda que traz a voz a voz alegre de <strong><span style=\"color: #cc99ff\">Alice Passos<\/span><\/strong>. E \u00e9 o pr\u00f3prio Theo de Barros quem encerra Tatanag\u00fc\u00ea cantando As Sombras, um alerta para um Brasil que precisa se conhecer melhor. \u201cEu sinto falta da conviv\u00eancia mais pacata e gentil, do riso que ficou preso na crian\u00e7a com fuzil\u201d, lamenta na despedida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz a lenda que os quilombos eram protegidos pelo canto de um p\u00e1ssaro africano. 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