{"id":14837,"date":"2017-08-21T15:22:51","date_gmt":"2017-08-21T18:22:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14837"},"modified":"2017-08-21T15:22:51","modified_gmt":"2017-08-21T18:22:51","slug":"o-folk-rock-pop-brasileiro-de-joao-suplicy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/08\/21\/o-folk-rock-pop-brasileiro-de-joao-suplicy\/","title":{"rendered":"O folk rock pop brasileiro de Jo\u00e3o Suplicy"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14902\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/08bcf8df-574b-41aa-ba70-46c71c8b76b1_joaosuplicycapajoao-624x564.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"564\" \/>Tem artista que n\u00e3o \u00e9 de se levar muito a s\u00e9rio. O roqueiro paulistano Supla \u00e9 um deles. Embora rale no mundo da m\u00fasica desde os anos 1980 e at\u00e9 tenha um punhado de sucessos na bagagem, ele nunca passou de um personagem curioso, mais que frontleader. J\u00e1 seu irm\u00e3o, apesar de bem menos popular, \u00e9 uma figura mais instigante na hora de fazer m\u00fasica.<!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong>Jo\u00e3o Suplicy<\/strong><\/span> j\u00e1 est\u00e1 gravando discos desde 1999, embora, provavelmente, voc\u00ea n\u00e3o saiba disso. Sim, por que apesar desse tempo ele n\u00e3o conquistou popularidade suficiente que garantisse uma reconhecimento nacional ao seu trabalho. A primeira vez que ouvi uma m\u00fasica sua foi <em><strong>Sonho Particular<\/strong><\/em>, na colet\u00e2nea <strong>Brasil Bacana 3<\/strong>. E a m\u00fasica \u00e9 muito legal.<\/p>\n<p>Agora, depois de 12 anos sem disco de in\u00e9ditas (o \u00faltimo foi <strong>Caseiro<\/strong>, de 2005) ele apresenta <span style=\"color: #993300\"><strong>Jo\u00e3o<\/strong><\/span>. O projeto independente vem 11 depois dele regravar can\u00e7\u00f5es de Elvis Presley em ritmo de Bossa Nova. Os tons graves e alguns maneirismos deixam claro que o paulistano de 43 anos ainda n\u00e3o se livrou por completo da capa do garoto de Memphis.<\/p>\n<p>Elvis \u00e9 emulado no modo de cantar de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Jo\u00e3o<\/strong><\/span>, assim como em alguns tons blues roqueiros presentes nos melhores momentos do rei do Rock. O resto do disco \u00e9 m\u00e9rito (ou dem\u00e9rito, dependendo do seu ponto de vista) do filho de Marta e Eduardo Suplicy. E sim, o disco <span style=\"color: #993300\"><strong>Jo\u00e3o<\/strong> <\/span>tem muito o que explorar e conquistar.<\/p>\n<p>O grande m\u00e9rito de <strong><span style=\"color: #993300\">Jo\u00e3o<\/span><\/strong>, o disco, est\u00e1 na capacidade de fugir do \u00f3bvio na constru\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. S\u00e3o vocais que remetem a The Platters, e arranjos que remetem ao rock dos anos 50 com um toque de bai\u00e3o. As letras t\u00eam uma certa ingenuidade ao falar de um mundo sem tecnologia ou em amores que n\u00e3o deram certo, mas n\u00e3o chega a comprometer o resultado.<\/p>\n<p><em><strong>Um abra\u00e7o e um Olhar<\/strong><\/em>, dividida com Zeca baleiro, \u00e9 um rockabilly engra\u00e7adinho com versos quase constrangedores (&#8220;Ser escravo da tecnologia \u00e9 t\u00e3o normal&#8221;). Mas o sax bar\u00edtono que pontua o ritmo transporta a can\u00e7\u00e3o para os tempos da brilhantina e garante a sedu\u00e7\u00e3o. J\u00e1 <em><strong>Solteiro e Vagabundo<\/strong><\/em>, parceria com Gabriel Moura, \u00e9 um cruzamento de Elvis com Wesley safad\u00e3o. Sim, parece que \u00e9 poss\u00edvel. E teve um \u00f3timo resultado, lembrando bons momentos de Leo Jaime nos anos 1980.<\/p>\n<p><strong>Magia e Sedu\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 um rock bai\u00e3o que poderia estar num bom disco do Raul Seixas, que n\u00e3o se espante se esta for a inspira\u00e7\u00e3o (<em>Let me Sing Let me Sing?<\/em>). <em><strong>Tudo ou Nada<\/strong><\/em> se mal diz do amor enquanto o violino de Fernanda Kostchak (Vanguart) compete com o viol\u00e3o distorcido de Jo\u00e3o no clima soturno. Melhor letra do disco, <em><strong>Sede que D\u00e1<\/strong><\/em> fala das incoer\u00eancias sociais sobre uma base blues rock pesada e en\u00e9rgica.<\/p>\n<p>E, se prestar bem, <span style=\"color: #993300\"><strong>Jo\u00e3o<\/strong> <\/span>traz no seu balaio de ritmos algumas boas ideias surpreendem. \u00c9 o clima jovem guarda de <em><strong>Eras feliz<\/strong><\/em>, a energia nordestina de <em><strong>Enquanto Isso<\/strong><\/em> (que vocais!), o erotismo manso de <em><strong>Santa e Louca<\/strong><\/em> ou o amor infantil\u00f3ide de <em><strong>Dicion\u00e1rio do Amor<\/strong><\/em>, dueto com Marina de La riva. E como se n\u00e3o bastasse, o disco termina com uma marcha de Carnaval. Como assim termina?? Sim, \u00e9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea queira ouvir tudo de novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem artista que n\u00e3o \u00e9 de se levar muito a s\u00e9rio. O roqueiro paulistano Supla \u00e9 um deles. 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