{"id":14887,"date":"2017-08-18T17:39:29","date_gmt":"2017-08-18T20:39:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14887"},"modified":"2017-08-18T17:39:29","modified_gmt":"2017-08-18T20:39:29","slug":"musica-em-cores-e-assim-nasceu-guilherme-arantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/08\/18\/musica-em-cores-e-assim-nasceu-guilherme-arantes\/","title":{"rendered":"M\u00fasica em Cores: Moto Perp\u00e9tuo"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-14888\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/Front-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"624\" \/><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 super curta. Mais ainda que a dos Secos &amp; Molhados, que mal resistiram ao segundo disco. O <span style=\"color: #800080\"><strong>Moto Perp\u00e9tuo<\/strong><\/span> teve uma trajet\u00f3ria t\u00e3o fullg\u00e1s que poucos s\u00e3o os que lembram do quinteto formado por Guilherme Arantes (teclados e vocal), Egydio Conde (guitarra solo e vocais), Di\u00f3genes Burani (percuss\u00e3o e vocais), Gerson Tatini (contra-baixo e vocais) e Cl\u00e1udio Lucci (viol\u00f5es, violoncelo, guitarra e vocal).<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que era in\u00edcio dos anos 1970, \u00e9poca m\u00e1gica em sons e ideias. E foi isso que a banda paulistana\u00a0<span style=\"color: #800080\"><strong>Moto Perp\u00e9tuo<\/strong><\/span> mostrou nas 12 faixas apresentadas no \u00fanico disco, lan\u00e7ado em 1974. O trabalho foi batizado com o nome da banda e a capa vinha com as caras dos m\u00fasicos desenhados, como se eles quisessem compor um cart\u00e3o de visitas.<\/p>\n<p>E conseguiram. Influenciados pelo rock progressivo, com destaque para Yes e Genesis, e pelo Clube da Esquina, eles fizeram um trabalho rico em instrumenta\u00e7\u00f5es que tangenciam o cl\u00e1ssico e a psicodelia. <strong><em>Tr\u00eas e eu<\/em><\/strong>, por exemplo, com seus quase sete minutos, tem o viol\u00e3o de ares flamenco de Cl\u00e1udio Lucci que precede uma conversa de teclados e guitarras, que lembram Pink Floyd (que, na \u00e9poca, lan\u00e7ava <strong>Dark Side of The Moon<\/strong>).<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do\u00a0<span style=\"color: #800080\"><strong>Moto Perp\u00e9tuo<\/strong><\/span> come\u00e7a quando Arantes entra para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. L\u00e1, ele conhece Lucci e, juntos, convidam Di\u00f3genes Burani (ex-O Bando) para entrar na hist\u00f3ria. Na cara e na coragem, procuraram Moracy do Val, empres\u00e1rio do gigante Secos &amp; Molhados, para cuidar do trabalho deles.<\/p>\n<p>J\u00e1 com Gerson Tatini e Egydio Conde (que depois formaria o Som Nosso de Cada Dia) na banda, eles se enfurnaram numa casa em S\u00e3o Paulo para ensaiar exaustivamente o repert\u00f3rio do disco de estreia. &#8220;Os meus colegas, sempre brigando comigo por causa da minha precipita\u00e7\u00e3o de ter aceito fazer o precioso disco num est\u00fadio de poucos (8) canais e em condi\u00e7\u00f5es bem diferentes daquelas que eles tinham ouvido falar sobre o Yes, etc.&#8221;, conta Guilherme Arantes em seu site oficial.<\/p>\n<p>O resultado dessa aventura incial \u00e9 um disco que, passou batido na \u00e9poca, mas conservou seus encantos. A faixa de abertura, <em><strong>Mar e Sol<\/strong><\/em>, \u00e9 uma ode \u00e0queles tempos de Era de Aqu\u00e1rio em que se destaca os agudos da voz de Guilherme Arantes. Sem hits \u00f3bvios, a balada <em><strong>Duas<\/strong><\/em> \u00e9 a que mais se aproxima de uma can\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica.<\/p>\n<p>Gravado o disco, alguns shows, uma participa\u00e7\u00e3o no Festival de \u00c1guas Claras e a banda se desfez um ano depois do lan\u00e7amento do disco. Guilherme saiu dali e tornou-se um dos maiores compositores da MPB, com uma sucess\u00e3o de hits gravados por estrelas da m\u00fasica brasileira. Lucci, Tatini e Burani ainda se reuniram em 1981 para gravar <strong>S\u00e3o Quixote<\/strong>, o que seria o segundo disco do <span style=\"color: #800080\"><strong>Moto Perp\u00e9tuo<\/strong><\/span>. Mas o tempo era outro e a obra ficou esquecida.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"CONTO CONTIGO (Guilherme Arantes \/ Moto Perp\u00e9tuo \/ 1974)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OMuGkVtx8_E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Veja as faixas de <span style=\"color: #800080\"><strong>Moto Perp\u00e9tuo<\/strong><\/span> (1974)<br \/>\n1. <strong>Mal o sol<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n2. <strong>Conto contigo<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n3. <strong>Verde vertente<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n4. <strong>Matinal<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n5. <strong>Tr\u00eas e eu<\/strong> (Cl\u00e1udio Lucci)<br \/>\n6. <strong>N\u00e3o reclamo da chuva<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n7. <strong>Duas<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n8. <strong>Sobe<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n9. <strong>Seguir viagem<\/strong> (Cl\u00e1udio Lucci)<br \/>\n10. <strong>Os jardins<\/strong> (Guilherme Arantes)<br \/>\n11. <strong>Turba<\/strong> (Guilherme Arantes)<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt; Matinal (Guilherme Arantes) por Carlus Campos<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-14907\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/arteMOTOperp\u00e9tuo-624x873.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"873\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria \u00e9 super curta. 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