{"id":14995,"date":"2017-10-11T18:49:15","date_gmt":"2017-10-11T21:49:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=14995"},"modified":"2017-10-11T18:49:15","modified_gmt":"2017-10-11T21:49:15","slug":"amelinha-acerta-as-contas-com-belchior-em-belo-tributo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/10\/11\/amelinha-acerta-as-contas-com-belchior-em-belo-tributo\/","title":{"rendered":"Amelinha acerta as contas com Belchior em belo tributo"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amelinha - De Primeira Grandeza\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wt_2TaEyvw8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Curiosamente, <span style=\"color: #800000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>demorou a gravar <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Belchior<\/strong> <\/span>em um disco seu. A primeira vez foi em 2011, no excelente \u00e1lbum <strong>Janelas do Brasil<\/strong>. Antes, ela havia cantado &#8211; sozinha ou bem acompanhada &#8211; algumas faixas no \u00e1lbum coletivo dividido com Ednardo e com o pr\u00f3prio Bel. N\u00e3o existe explica\u00e7\u00e3o racional para isso.<\/p>\n<p>Amigos desde o in\u00edcio de carreira, ela foi se conectando a outros compositores e deixando o conterr\u00e2neo ao alcance da m\u00e3o. O momento de se apropriar das can\u00e7\u00f5es de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Belchior<\/strong> <\/span>chegou num per\u00edodo em que ele j\u00e1 n\u00e3o estava pr\u00f3ximo para dar opini\u00f5es. Nesse tributo, <span style=\"color: #800000\"><strong>Amelinha<\/strong> <\/span>deixa a emo\u00e7\u00e3o falar por si.<\/p>\n<p>Existe um clima roqueiro, meio indie, nos arranjos modernos de De Primeira Grandeza, tributo que chegou no fim da semana passada \u00e0s plataformas de streaming. Mas toda essa modernidade chega sem afeta\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 mesmo homenagear e respeitar can\u00e7\u00f5es que, mesmo com o passar do tempo, n\u00e3o perderam a beleza e a atualidade. Com sobriedade, <strong><span style=\"color: #800000\">Amelinha<\/span> <\/strong>deixa a voz privilegiada ser guiada pelos jovens m\u00fasicos e todos parecem conectados a esse prop\u00f3sito. O resultado \u00e9 emocionante e, certamente, agradou o homenageado.<\/p>\n<div id=\"attachment_14996\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14996\" class=\"size-large wp-image-14996\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/10\/amelinha-3-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"416\" \/><p id=\"caption-attachment-14996\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Murilo Alvesso\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>De Primeira Grandeza Faixa a Faixa:<\/strong><br \/>\n<strong> De primeira grandeza \u2013<\/strong> Cantando de peito aberto, Amelinha acerta no tom e na emo\u00e7\u00e3o. O instrumental elegante tem algo de indie kitsch, e valoriza uma das mais belas composi\u00e7\u00f5es de Belchior. Ele ficaria feliz com a homenagem.<\/p>\n<p><strong>Paralelas \u2013<\/strong> Psicod\u00e9lica sem afeta\u00e7\u00e3o feita com piano el\u00e9trico, guitarra distorcida e bateria econ\u00f4mica. Amelinha sublinha as palavras com tons graves. Mesmo sendo uma das m\u00fasicas mais gravadas de Belchior, ela encontra uma nova beleza na faixa.<\/p>\n<p><strong>Alucina\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong> Primeiro single do tributo, Amelinha mant\u00e9m as inten\u00e7\u00f5es mel\u00f3dicas de 40 anos atr\u00e1s, apesar do tom confessional. N\u00e3o h\u00e1 o que mudar neste cl\u00e1ssico atemporal, mas a int\u00e9rprete, acertadamente, abre m\u00e3o do \u201ctiuria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Inc\u00eandio \u2013<\/strong> Gravada por Fagner em 1987, a balada rock tem o arranjo atualizado. As guitarras pesadas e a bateria forte garantem dramaticidade. Amelinha se esfor\u00e7a para alcan\u00e7ar as notas mais altas.<\/p>\n<p><strong>Passeio \u2013<\/strong> Faixa do \u00e1lbum de estreia de Belchior, esse drama urbano ganha uma levada reggae que mant\u00e9m a ironia original. A melancolia do original d\u00e1 lugar a um arranjo solar com vocais abertos.<\/p>\n<p><strong>A palo seco \u2013<\/strong> Um dos grandes momentos do compositor Belchior que ficou gravado na mem\u00f3ria dos f\u00e3s com sua voz sui generis. Amelinha preserva a levada original, deixando a novidade por conta do seu timbre rouco e privilegiado.<\/p>\n<p><strong>Mucuripe \u2013<\/strong> Depois de in\u00fameras grava\u00e7\u00f5es, agora <em>Mucuripe<\/em> ganhou um ritmo quebrado, meio tango indie, excessivamente soturno. A vontade de modernizar tirou personalidade da faixa. Um ponto fora da curva num tributo de \u00f3timos momentos.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rio a respeito de John \u2013<\/strong> O folk setentista em resposta a John Lennon ganha acento roqueiro com menos teclados e mais guitarras. Os improvisos de Amelinha no fim da can\u00e7\u00e3o poderiam ser melhor explorados.<\/p>\n<p><strong>Na hora do almo\u00e7o \u2013<\/strong> S\u00f3bria, Amelinha brilha no \u00f3timo arranjo. Recriada em ritmo e instrumenta\u00e7\u00e3o, <em>Na Hora do Almo\u00e7o<\/em> \u00e9 guiada por bateria trovejante e viol\u00f5es ritmado. A for\u00e7a da can\u00e7\u00e3o est\u00e1 preservada nesta que \u00e9 a melhor vers\u00e3o do \u00e1lbum.<\/p>\n<p><strong>Princesa do Meu Lugar \u2013<\/strong> Surpresa do repert\u00f3rio, essa homenagem \u00e0 terra natal de Belchior encerra o disco em grande estilo. A conversa de viol\u00f5es e acordeom garante emo\u00e7\u00e3o na balada sertaneja lan\u00e7ada por Guadalupe em 1980 e in\u00e9dita na voz do autor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curiosamente, Amelinha demorou a gravar Belchior em um disco seu. A primeira vez foi em 2011, no excelente \u00e1lbum Janelas do Brasil. 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