{"id":15078,"date":"2017-11-29T18:53:38","date_gmt":"2017-11-29T21:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=15078"},"modified":"2017-12-18T12:58:34","modified_gmt":"2017-12-18T14:58:34","slug":"estratosferica-ao-vivo-forca-o-rock-de-gal-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/11\/29\/estratosferica-ao-vivo-forca-o-rock-de-gal-costa\/","title":{"rendered":"Estratosf\u00e9rica Ao Vivo for\u00e7a o rock de Gal Costa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15079\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/11\/3f2b7372-7e5e-413c-b1dc-97ca0d916943_galestratosfericaaovivocapacd-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"624\" \/>Quando lan\u00e7ou o disco <strong>Recanto<\/strong>, h\u00e1 seis anos, <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span> rejuvenesceu seu repert\u00f3rio em algumas d\u00e9cadas. Dirigida por Caetano Veloso, a baiana se cercou de climas eletr\u00f4nicos, jovens instrumentistas e de can\u00e7\u00f5es que cabiam perfeitamente em sua voz imensa. O trabalho que veio em seguida tinha como miss\u00e3o manter aquele patamar de qualidade, ousadia e novidade. Foi com essa expectativa que, em 2015, chegou ao mercado <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong>, nada menos que o 36\u00ba \u00e1lbum de <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span>.<!--more--><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Marcus Preto, produ\u00e7\u00e3o de Kassin e Moreno Veloso, <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong> j\u00e1 come\u00e7a com pancadas de bateria e um riff sujo de guitarra que sugerem ali um disco de pegada roqueira. \u00c9 por conta dessa sugest\u00e3o que <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal<\/strong> <\/span>aparece fazendo os famosos chifrinhos metaleiros na capa de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Estratosf\u00e9rica Ao Vivo<\/strong><span style=\"color: #000000\"> (Biscoito Fino).<\/span><\/span>\u00a0Rec\u00e9m lan\u00e7ado em CD e DVD, o show marca os 50 anos de <strong>Domingo<\/strong>, disco de estreia da baiana \u2013 se bem que a estreia mesmo foi em 1965, num compacto duplo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o quero nada careta, quero um show bem rock\u2019n\u2019roll\u201d, exigiu <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span> sobre o show que teve produ\u00e7\u00e3o musical de Pupillo, baterista da Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Juntar o pedido da cantora com a presen\u00e7a do m\u00fasico de uma das bandas mais aut\u00eanticas do rock nacional e os chifrinhos da capa do novo DVD pode gerar uma falsa expectativa do p\u00fablico. \u201cBem rock\u2019n\u2019roll\u201d soa exagerado, a menos que voc\u00ea aceite que a frase vem de uma musa tropicalista. Sim, para ela, <em><strong>Mal Secreto<\/strong><\/em> (Jards Macal\u00e9\/ Waly Salom\u00e3o) e <em><strong>Os Alquimistas Est\u00e3o Chegando<\/strong><\/em> (Jorge Ben) podem ser t\u00e3o rock\u2019n\u2019roll quanto um cabeludo gritando num palco.<\/p>\n<p>Para afirmar essa cren\u00e7a, <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span> saiu pin\u00e7ando em seus muitos discos elementos que comprovam que ela sempre esteve perto do rock, mesmo sem nunca ter se dado ao trabalho de querer ser uma representante do g\u00eanero (e nem de nenhum outro). \u00c9 assim que ela trouxe de volta a amalucada <em><strong>Arara<\/strong> <\/em>(Lulu Santos, lan\u00e7ada em 1987), a lis\u00e9rgica <em><strong>N\u00e3o Identificado<\/strong><\/em> (Caetano Veloso, 1969), a pop\u00edssima <em><strong>Namorinho de Port\u00e3o<\/strong><\/em> (Tom Z\u00e9, 1969) e a funkeada <em><strong>Cabelo<\/strong><\/em> (Arnaldo Antunes\/ Jorge Ben Jor, 1990). A essas, foram misturadas can\u00e7\u00f5es de <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong>, como a explosiva <em><strong>Sem Medo nem esperan\u00e7a<\/strong><\/em> (Antonio C\u00edcero\/ Arthur Nogueira), a dram\u00e1tica <em><strong>Jabitac\u00e1<\/strong><\/em> (Junio Barreto\/ Lira\/ bact\u00e9ria), a acelerada <em><strong>Casca<\/strong> <\/em>(Alberto Continentino\/ Jonas S\u00e1) e a safada <em><strong>Por baixo<\/strong><\/em> (Tom Z\u00e9).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gal Costa - &quot;Cart\u00e3o Postal&quot; - V\u00eddeo Oficial (Estratosf\u00e9rica Ao Vivo)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6dW-h7fLa_o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Entre as 22 m\u00fasicas do repert\u00f3rio h\u00e1 ainda espa\u00e7o para surpresas, como <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal<\/strong><\/span> ao viol\u00e3o para relembrar sua hist\u00f3ria de amizade com Caetano Veloso. Ao concordarem que Jo\u00e3o Gilberto \u00e9 o melhor cantor do Brasil, h\u00e1 mais de 50 anos, ele resolveu dar \u00e0 nova amiga uma composi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, <em><strong>Sim, Foi Voc\u00ea<\/strong><\/em>. Tamb\u00e9m de Caetano, <em><strong>Como 2 e 2<\/strong> <\/em>ganha mais uma releitura sem nunca perder sua for\u00e7a. Tem ainda uma in\u00e9dita de Marcelo Camelo, o samba \u00e0 la Noel Rosa <em><strong>Por Um Fio<\/strong><\/em>. Mas a surpresa do repert\u00f3rio, lan\u00e7ada como single, \u00e9 o blues inspirado de Rita Lee <em><strong>Cart\u00e3o Postal<\/strong><\/em>. Lan\u00e7ada no excepcional <strong>Fruto Proibido<\/strong> (1975), esta faixa h\u00e1 muitos anos pede a voz de <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal<\/strong><\/span>. Demorou, mas ganhou.<\/p>\n<p>Em mais de uma hora de espet\u00e1culo, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Estratosf\u00e9rica Ao Vivo<\/strong><\/span> tem \u00f3timos momentos, como uma interpreta\u00e7\u00e3o ac\u00fastica de <em><strong>Tr\u00eas da Madrugada<\/strong><\/em> (Carlos Pinto\/ Torquato Neto). Mas tamb\u00e9m revela os limites da int\u00e9rprete aos 72 anos. A voz de timbre agud\u00edssimo e limpo adquiriu uma rouquid\u00e3o e um medo de ir al\u00e9m da zona de seguran\u00e7a. A baiana de rebolado fren\u00e9tico hoje se mexe o m\u00ednimo poss\u00edvel no palco. V\u00e1rios momentos fazem refer\u00eancia ao lend\u00e1rio<strong> Gal A Todo Vapor<\/strong>, do figurino mezzo hippie \u00e0 mescla de can\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas e roqueiras. Mas aquela \u00e9poca passou e a <span style=\"color: #800080\"><strong>Gal<\/strong><\/span>, agora, precisa chegar quase ao final do show pra tirar o olho do teleprompter e se soltar mais. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que ela deixa <em><strong>Meu Nome \u00c9 Gal<\/strong><\/em> (Roberto Carlos\/ Erasmo Carlos) para o fim. \u00c9 pra deixar claro que o tempo passou, mas ela ainda tem um nome e uma hist\u00f3ria a zelar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando lan\u00e7ou o disco Recanto, h\u00e1 seis anos, Gal Costa rejuvenesceu seu repert\u00f3rio em algumas d\u00e9cadas. 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