{"id":1659,"date":"2010-09-27T16:49:25","date_gmt":"2010-09-27T19:49:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=1659"},"modified":"2010-09-27T16:49:25","modified_gmt":"2010-09-27T19:49:25","slug":"divina-maravilhosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/09\/27\/divina-maravilhosa\/","title":{"rendered":"Divina, maravilhosa"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-1665\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/divina-maravilhosa\/galcosta1\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1665\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/09\/galcosta1.jpg\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"288\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/09\/galcosta1.jpg 379w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/09\/galcosta1-300x228.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/09\/galcosta1-120x91.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Maria da Gra\u00e7a Costa Penna Burgos nasceu em Salvador, Bahia, em 26 de setembro de 1945. Embalada pelas vozes das grandes cantoras do r\u00e1dio, que ouvia ainda da barriga da m\u00e3e, d. Mariah, ela cresceu se lapidando para se tornar uma das grandes divas da m\u00fasica brasileira. Aben\u00e7oada pelo mestre Jo\u00e3o Gilberto e acompanhada por uma turma de conterr\u00e2neos, onde se inclui Caetano Veloso e Tom Z\u00e9, ela liquidificou tudo que tinha ouvido, adotou o nome <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Gal Costa<\/strong> <\/span>e chegou onde queria chegar. J\u00e1 foi musa hippie, posou nua, gravou ao lado de boa parte dos nomes importantes da m\u00fasica, foi premiada, agraciada, criticada, elogiada e amada. Em marcha lenta h\u00e1 alguns anos, e mais ainda desde que adotou uma crian\u00e7a no ano passado, agora promete um novo disco que ser\u00e1 produzido por <strong><span style=\"color: #0000ff\">Caetano Veloso<\/span><\/strong>. Com 65 anos completados ontem, o <strong>blog Discografia<\/strong> faz uma retrospectiva dos seus 33 discos. Acompanhe.<\/p>\n<p>&#8211; <strong><span style=\"color: #ff9900\">Domingo<\/span><\/strong> (1967) \u2013 em dupla com Caetano, trata-se da estreia em LP de ambos. At\u00e9 ent\u00e3o, Gal havia gravado apenas um compacto (1965) com <strong><em>Eu vim da Bahia<\/em><\/strong> e <strong><em>Sim, foi voc\u00ea<\/em><\/strong> ainda com o nome de Maria da Gra\u00e7a. Com clara influ\u00eancia da Bossa Nova, destaca-se <strong><em>Cora\u00e7\u00e3o vagabundo<\/em><\/strong>, <strong><em>Minha senhora<\/em><\/strong> e <strong><em>Onde nasci passa um rio<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>&#8211; <span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Gal Costa<\/strong> <\/span>(1969) \u2013 Se afastando da Bossa Nova, Gal entra de vez na Tropic\u00e1lia em sua estreia solo. Tem a doce <strong><em>Namorinho de port\u00e3o<\/em><\/strong>, a viajandona <strong><em>Lost in the paradise<\/em><\/strong> e as cl\u00e1ssicas <strong><em>Baby<\/em><\/strong> e <strong><em>N\u00e3o identificado<\/em><\/strong>. Roberto e Erasmo comparecem com <strong><em>Se voc\u00ea pensa<\/em><\/strong> e <strong><em>Agora vou recome\u00e7ar<\/em><\/strong>.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YSXEdTmpEmU[\/youtube]\n<p>&#8211;<em> <\/em><strong><span style=\"color: #008000\">Gal<\/span><\/strong> (1969) \u2013 Assumindo o posto de porta-bandeira do Tropicalismo, j\u00e1 com Caetano e Gil exilados, Gal abre o disco com o rock <strong><em>Cinema Olympia<\/em><\/strong>. A influ\u00eancia do movimento hippie j\u00e1 vem na capa de Dicinho. O disco traz a primeira vers\u00e3o de <strong><em>Meu nome \u00e9 Gal<\/em><\/strong>, quase irreconhec\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8211; <strong><span style=\"color: #800000\">Legal<\/span><\/strong> (1970) \u2013 Acompanhada do guitarrista <strong><span style=\"color: #333399\">Lanny Gordin<\/span><\/strong>, Gal explode com <strong><em>Eu sou terr\u00edvel<\/em><\/strong>, funde rock com bai\u00e3o em <strong><em>L\u00edngua do P\u00ea<\/em><\/strong> e brinca com a louca <strong><em>Love, try and dye<\/em><\/strong>, ao lado de <span style=\"color: #ff9900\"><strong>Erasmo Carlos<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #ff9900\">Tim Maia<\/span><\/strong>. Tem ainda <strong><em>Hotel das estrelas<\/em><\/strong>, de Jards Macal\u00e9, e a deliciosa <strong><em>Deixa sangrar<\/em><\/strong>, de Caetano Veloso.<\/p>\n<p>&#8211; <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Fa-Tal &#8211; Gal a Todo Vapor &#8211; ao vivo<\/strong> <\/span>(1971) \u2013 Cl\u00e1ssico! Cl\u00e1ssico! Cl\u00e1ssico! Nenhuma outra palavra definiria este disco. Divido entre uma parte ac\u00fastica e outra el\u00e9trica, o disco n\u00e3o apagou os erros, os ru\u00eddos, as falhas. \u00c9 tudo verdade. Merece ser ouvido do come\u00e7o ao fim. Como destaque, <strong><em>Mal secreto<\/em><\/strong> e <strong><em>Vapor barato<\/em><\/strong>, ambas de Jards Macal\u00e9 e Waly Salom\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; <strong><span style=\"color: #339966\">\u00cdndia<\/span><\/strong> (1973) \u2013 Com um corpitcho no auge da forma f\u00edsica, ela j\u00e1 entra chocando na capa que traz um close nada discreto. A hippie roqueira come\u00e7a a se mostrar mais mansa e MPB. Da guar\u00e2nia que d\u00e1 nome ao disco \u00e0 dor de cotovelo <strong><em>Volta<\/em><\/strong>, de Lupic\u00ednio Rodrigues, a afina\u00e7\u00e3o passa a ser mais importante que a agress\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; <span style=\"color: #808000\"><strong>Temporada de Ver\u00e3o &#8211; Ao Vivo na Bahia<\/strong> <\/span>(1974) \u2013 Projeto coletivo gravado com <span style=\"color: #ff9900\"><strong>Caetano Veloso<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #ff9900\">Gilberto Gil<\/span><\/strong> no Teatro Vila Velha, em Salvador. Gal Costa comparece com <strong><em>Quem nasceu<\/em><\/strong>, de P\u00e9ricles Cavalcante, e <strong><em>Acontece<\/em><\/strong>, de Cartola, ambas ao lado de <strong><span style=\"color: #ff6600\">Dominguinhos<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>&#8211; <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cantar<\/span> <\/strong>(1974) \u2013 Fortemente voltado para um repert\u00f3rio mais manso, Cantar tem como destaque o piano e as composi\u00e7\u00f5es de Jo\u00e3o Donato. Abre com a ensolarada <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Barato total<\/span><\/strong>, passa pela sensual <strong><span style=\"color: #333399\">L\u00e1grimas negras<\/span><\/strong> e encerra com a l\u00fadica <strong><span style=\"color: #003366\">Chululu<\/span><\/strong>, da m\u00e3e Mariah.<\/p>\n<p>&#8211; <span style=\"color: #993300\"><strong>Gal Canta Caymmi<\/strong> <\/span>(1976) \u2013 Tributo ao conterr\u00e2neo Dorival Caymmi. A ficha t\u00e9cnica inclui nomes como Antonio Adolfo, Jo\u00e3o Donato, Luiz\u00e3o maia e Dominguinhos. Deixou pelo menos dois cl\u00e1ssicos: <strong><em>Nem eu<\/em><\/strong> e <strong><em>S\u00f3 louco<\/em><\/strong>.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JLt8du_5jb4[\/youtube]\n<p>&#8211; <span style=\"color: #800080\"><strong>Doces B\u00e1rbaros ao vivo<\/strong> <\/span>(1976) \u2013 Que dizer de um encontro entre as quatro maiores estrelas da m\u00fasica baiana da \u00e9poca: <strong><span style=\"color: #008080\">Gal<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #3366ff\">Beth\u00e2nia<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #3366ff\">Gil<\/span><\/strong> e <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Caetano<\/strong><\/span>? Disco duplo que mistura n\u00fameros coletivos com interpreta\u00e7\u00f5es individuais. Entre as fundamentais, <strong><em>Eu te amo<\/em><\/strong> e <strong><em>Exot\u00e9rico<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>&#8211; <span style=\"color: #008000\"><strong>Caras e Bocas<\/strong> <\/span>(1977) \u2013 Gal bota um p\u00e9 de volta ao \u201chippiesmo\u201d e grava um dos melhores discos de sua carreira. Coroado com a excelente <strong><em>Negro amor<\/em><\/strong>, vers\u00e3o de Caetano para <em>It\u2019s all over now, baby blue<\/em> de Bob Dylan, Caras &amp; Bocas traz ainda <strong><em>Minha estrela \u00e9 do oriente<\/em><\/strong>, de Jorge Ben, e <strong><em>Tigresa<\/em><\/strong>, de Caetano Veloso.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Opd1OIIf2vc&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>&#8211; <span style=\"color: #993300\"><strong>\u00c1gua Viva<\/strong> <\/span>(1978) \u2013 Abandonando de vez a \u201cmusa hippie\u201d, Gal Costa abra\u00e7a o repert\u00f3rio dos c\u00e2nones da MPB e comete um sucesso. <strong><em>Olhos verdes<\/em><\/strong> (Vicente Paiva), <em><strong>Folhetim<\/strong><\/em> (Chico Buarque), <em><strong>De onde vem o b<\/strong>ai\u00e3o<\/em> (Gilberto Gil) s\u00e3o s\u00f3 algumas do disco que encerra com um dueto com <strong><span style=\"color: #993366\">Gonzaguinha <\/span><\/strong>em <strong><em>O gosto do amor<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>(<em>Continua no pr\u00f3ximo post<\/em>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria da Gra\u00e7a Costa Penna Burgos nasceu em Salvador, Bahia, em 26 de setembro de 1945. 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