{"id":17621,"date":"2017-12-12T20:04:46","date_gmt":"2017-12-12T22:04:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=17621"},"modified":"2017-12-18T10:55:54","modified_gmt":"2017-12-18T12:55:54","slug":"17621","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2017\/12\/12\/17621\/","title":{"rendered":"Com pop de autoafirma\u00e7\u00e3o, Filipe Catto lan\u00e7a novo disco"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17622\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17622\" class=\"size-large wp-image-17622\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/12\/CATTO-19-credito-Lorena-Dini-740x1110.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/12\/CATTO-19-credito-Lorena-Dini-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/12\/CATTO-19-credito-Lorena-Dini-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/12\/CATTO-19-credito-Lorena-Dini-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/12\/CATTO-19-credito-Lorena-Dini-120x180.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><p id=\"caption-attachment-17622\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lorena Dini\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333\"><strong>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Dono de uma voz hipnotizante e poderosa, o cantor e compositor ga\u00facho <span style=\"color: #800080\"><strong>Filipe Catto<\/strong><\/span> \u00e9 um artista jovem, mas com ar de veterano. Com 30 anos, ele despontou em 2011, quando gravou o primeiro \u00e1lbum, <em><strong>F\u00f4lego<\/strong><\/em>, e de l\u00e1 para c\u00e1 lan\u00e7ou outros registros, em est\u00fadio e ao vivo. At\u00e9 o in\u00edcio deste ano, no entanto, n\u00e3o pretendia lan\u00e7ar outro \u00e1lbum. \u201cN\u00e3o tinha planos de gravar um disco. Pensava em lan\u00e7ar um single, um EP, nem sabia o tamanho do projeto\u201d, explica o artista, em entrevista por telefone. A falta de planos concretos mudou quando ele conheceu Felipe Puperi, que viria a ser o produtor do trabalho.<\/p>\n<p>\u201cQuando o conheci (no in\u00edcio de 2017, em Porto Alegre), tive a sensa\u00e7\u00e3o de que era a hora. Falei \u2018vamo?\u2019 e ele respondeu \u2018vamo\u2019. A gente tava na minha casa, tomando um vinho, viajando loucamente, e foi pensando em tudo\u201d, reconta. A inten\u00e7\u00e3o, como o artista lembra, era a de \u201cum disco com camadas, sons, nuvens, glitter, luz\u201d. Assim nasceu <span style=\"color: #0000ff\"><strong>CATTO<\/strong><\/span>, terceiro \u00e1lbum do artista.<!--more--><\/p>\n<p>Para al\u00e9m do fato de levar o sobrenome de <span style=\"color: #800080\"><strong>Filipe<\/strong> <\/span>no nome, o disco traz uma carga pessoal marcada tamb\u00e9m no tema e na forma, com uma atmosfera quase m\u00e1gica. \u201cOs s\u00edmbolos presentes no disco s\u00e3o do meu dia-a-dia. Sou super esot\u00e9rico. As sereias, essa atmosfera, isso \u00e9 minha natureza, um universo on\u00edrico que foi constru\u00eddo desde a minha inf\u00e2ncia e segue at\u00e9 hoje\u201d, elabora <strong><span style=\"color: #800080\">Filipe<\/span><\/strong>. \u201cCriar uma coisa t\u00e3o \u2018360\u00ba artista\u2019 \u00e9 complexo. Envolve m\u00fasica, mas tamb\u00e9m v\u00eddeo, foto, texto, figurino. Me botei realmente no lugar de \u2018artista\u2019. <span style=\"color: #0000ff\"><strong>CATTO<\/strong> <\/span>\u00e9 uma auto-inven\u00e7\u00e3o baseada em fatos reais\u201d, explica.<\/p>\n<p>Apesar de tamanha pessoalidade (ou talvez por conta dela), <span style=\"color: #800080\"><strong>Filipe<\/strong> <\/span>\u00e9 mais int\u00e9rprete do que compositor no disco &#8211; das dez can\u00e7\u00f5es, sete s\u00e3o assinadas por outras pessoas. \u201cAs m\u00fasicas (do \u00e1lbum) t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o entre si que eu respeito muito. Adoro compor e talvez eu fa\u00e7a um disco s\u00f3 de m\u00fasicas minhas, n\u00e3o sei, mas eu continuo sendo um int\u00e9rprete\u201d, afirma. \u201cO repert\u00f3rio traz o que estava querendo sair da minha boca naquele momento. Como eu sei disso? Por intui\u00e7\u00e3o. Intui\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa em que eu confio na hora de criar\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong>CATTO<\/strong> <\/span>abre espa\u00e7o para uma sonoridade mais voltada ao pop e influ\u00eancias eletr\u00f4nicas. A presen\u00e7a de composi\u00e7\u00f5es como <em><strong>Arco de Luz<\/strong><\/em> (Marina Lima\/ Ant\u00f4nio C\u00edcero) e <em><strong>S\u00f3 Por Ti<\/strong><\/em> (escrita e cantada por Filipe e Z\u00e9lia Duncan) aponta as principais influ\u00eancias do artista nesse sentido. \u201cMinha m\u00e3e \u00e9 a f\u00e3 n\u00famero da Marina, lembro da Z\u00e9lia surgindo nos anos 1990 e eu fiquei muito seduzido. \u00c9 o que eu ouvi a vida inteira. Adoro o (Paulinho) Moska, o Herbert (Viana, Os Paralamas do Sucesso), a Adriana Calcanhotto, Pato Fu\u201d, elenca. \u201cO pop brasileiro \u00e9 muito interessante, se mescla, se frequenta. O dos anos 1990 tem uma simplicidade sofisticada muito inteligente. Como p\u00fablico, eu sinto um pouco de falta dessa sofistica\u00e7\u00e3o, can\u00e7\u00f5es que todo mundo conhece, gosta e s\u00e3o excelentes\u201d, avalia. \u201cHoje, temos eu, a Tulipa (Ruiz), a Ti\u00ea, o Johnny (Hooker), mas as pessoas acabam n\u00e3o conhecendo porque, sei l\u00e1, a r\u00e1dio e a televis\u00e3o n\u00e3o compreendem o potencial desses artistas, que \u00e9 imenso. Imagina uma Adriana Calcanhotto surgindo hoje? Ela tinha can\u00e7\u00f5es populares, mas puta inteligentes, cool. Eu acho o trabalho que a gente faz super pop. A gente deveria tocar na r\u00e1dio 24 horas por dia! (risos)\u201d, sugere.<\/p>\n<p>\u00c9 atrav\u00e9s de tanta autenticidade e autoconfian\u00e7a que o disco, como defende <span style=\"color: #800080\"><strong>Filipe<\/strong><\/span>, \u00e9 \u201cabsolutamente pol\u00edtico\u201d. \u201cEle tem um monte de texturas, viagens e camadas porque, no fim das contas, a gente tem essas coisas. \u00c9 um disco sobre viver o presente, ser quem se \u00e9\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cAo mesmo tempo em que \u00e9 dif\u00edcil viver em 2017 por ser um momento intrincado e cheio de complexidades e injusti\u00e7as, tamb\u00e9m vejo um dos momentos hist\u00f3ricos mais ricos, por termos a oportunidade de fazer diferente. A pot\u00eancia que eu tenho junto dos meus \u00e9 muito grande. Expandir o que a gente faz de bom \u00e9 urgente. \u00c9 assim que a gente vai conseguir dar a volta: se apoiando e se afirmando. A m\u00e1quina n\u00e3o vai destruir nosso esp\u00edrito. Podem tirar meu palco, mas eu vou seguir colocando minha cal\u00e7a de paet\u00ea verde e vou cantar na praia, foda-se. Eles n\u00e3o v\u00e3o me calar e nem calar os meus. A gente \u00e9 foda\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>CATTO<\/strong><br \/>\nNovo disco de Filipe Catto<br \/>\nGravadora: Biscoito Fino<br \/>\nDispon\u00edvel em todas as plataformas digitais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z Dono de uma voz hipnotizante e poderosa, o cantor e compositor ga\u00facho Filipe Catto \u00e9 um artista jovem, mas com ar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":17622,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,129,144,283],"tags":[],"class_list":["post-17621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-entrevistas","category-filipe-catto","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17621"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17624,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17621\/revisions\/17624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}