{"id":17710,"date":"2018-01-08T10:33:16","date_gmt":"2018-01-08T12:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=17710"},"modified":"2018-01-17T17:27:19","modified_gmt":"2018-01-17T19:27:19","slug":"cicero-reflete-sobre-urbanidade-em-novo-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/01\/08\/cicero-reflete-sobre-urbanidade-em-novo-disco\/","title":{"rendered":"C\u00edcero reflete sobre urbanidade em novo disco"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17711\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17711\" class=\"size-large wp-image-17711\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Eduardo-Magalhaes_C\u00a1cero-2017-2018-4-740x494.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"494\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Eduardo-Magalhaes_C\u00a1cero-2017-2018-4-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Eduardo-Magalhaes_C\u00a1cero-2017-2018-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Eduardo-Magalhaes_C\u00a1cero-2017-2018-4-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Eduardo-Magalhaes_C\u00a1cero-2017-2018-4-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-17711\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Eduardo Magalh\u00e3es<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (jo\u00e3ogabriel@opovo.com.br)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2011, o carioca <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00edcero<\/strong> <\/span>encontrou o sucesso nacional com <strong>Can\u00e7\u00f5es de Apartamento<\/strong>, um primeiro disco totalmente independente, gravado no apartamento do pr\u00f3prio artista (da\u00ed o nome) e recheado de can\u00e7\u00f5es melanc\u00f3licas e rom\u00e2nticas. Do aconchego do lar e seis anos depois, o cantor e compositor encara a cidade em <span style=\"color: #0000ff\"><strong>C\u00edcero &amp; Albatroz<\/strong><\/span>, quarto CD da carreira e o primeiro assinado juntamente com a banda que acompanha o carioca nas apresenta\u00e7\u00f5es pelo Pa\u00eds &#8211; formada por Bruno Schulz (o\u0301rga\u0303o eletro\u0302nico), Felipe Pacheco Ventura (violinos e wurlitzer), Gabriel Ventura (guitarra), Matheus Moraes (trompete), Pedro Carneiro (<i>wurlitzer<\/i>), Vitor Tosta (trombone) e Uira\u0301 Bueno (bateria).<!--more--><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entre o apartamento e a cidade, <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00edcero<\/strong> <\/span>passou por <strong>S\u00e1bado<\/strong> (2013) e <strong>A Praia<\/strong> (2015), discos que tiveram menos impacto junto ao grande p\u00fablico, mas que j\u00e1 apontaram para outros caminhos seguidos pelo artista. \u201cDepois que lan\u00e7o um disco, fa\u00e7o apresenta\u00e7\u00f5es e, nesse meio tempo, vou compondo no meu dia-a-dia, sinto uma necessidade de renovar o repert\u00f3rio. Quando eu paro, reviso e vejo se tenho material para um disco novo e depois vejo como produzir\u201d, explica o passo-a-passo. \u201cDessa vez, eu achei que seria interessante gravar com a banda que vai para a estrada comigo. Com a conviv\u00eancia e a intimidade musical, come\u00e7ou a haver colabora\u00e7\u00e3o de ideias\u201d, avan\u00e7a <span style=\"color: #000080\"><strong>C\u00edcero<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O disco novo traz quest\u00f5es e reflex\u00f5es marcadamente urbanas, com men\u00e7\u00f5es nas composi\u00e7\u00f5es \u00e0 rua e ao asfalto, por exemplo. O processo de produ\u00e7\u00e3o do disco teve rela\u00e7\u00e3o com mudan\u00e7as na vida pessoal do cantor. \u201cQuando eu fiz <strong>A Praia<\/strong>, tinha acabado de chegar em S\u00e3o Paulo, era um disco feito com saudosismo do Rio. Esse novo veio assim que eu voltei de l\u00e1, no final de 2016, e de volta ao Rio senti coisas em comum entre as duas cidades, vi aspectos como o caos urbano, que \u00e9 um fato. Fiquei imbu\u00eddo desse sentimento e quis muito falar sobre isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-17712\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Capa-C\u00a1cero-Albatroz.jpg 2000w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O movimento repetitivo da cidade grande foi uma das principais inspira\u00e7\u00f5es do artista, estando presente tanto no conte\u00fado (como no verso de <strong><em>A Cidade<\/em><\/strong> que diz: \u201cRepetindo repetidamente\/ amanh\u00e3 o dia amanhecer\u00e1\/ E anoitecer\u00e1\u201d) quanto na forma (com diversas m\u00fasicas em que certos versos se repetem \u201crepetidamente\u201d). \u201c<em><strong>A Cidade<\/strong><\/em> resume esse aspecto das mesmas coisas repetidas. Os motivos de desespero s\u00e3o a fome, a viol\u00eancia. J\u00e1 as alegrias s\u00e3o o carnaval, o feriad\u00e3o. Voc\u00ea sabe onde tem viol\u00eancia, onde n\u00e3o tem, em que m\u00eas vai chover e alagar, em que m\u00eas \u00e9 f\u00e9rias\u201d, ilustra. \u201cA repeti\u00e7\u00e3o de versos \u00e9 um recurso que uso muito desde o primeiro disco, e \u00e9 sempre para reafirmar uma monotonia do ato. No caso desse disco, foi com a inten\u00e7\u00e3o de reafirmar esses ciclos\u201d, estabelece.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Unindo a sonoridade da banda \u00e0 tem\u00e1tica, vem se falando na cr\u00edtica de m\u00fasica que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>C\u00edcero &amp; Albatroz<\/strong><\/span> \u00e9 um desvio da melancolia que marcava a obra do carioca at\u00e9 ent\u00e3o. Para o artista, \u00e9 tudo uma quest\u00e3o \u201cdo ponto de vista de quem ouve\u201d. \u201cEu n\u00e3o penso muito se as m\u00fasicas s\u00e3o melanc\u00f3licas ou n\u00e3o. Tem gente que n\u00e3o sente isso nesse disco, tem gente que sente, cada um \u00e9 diferente. \u00c0s vezes a gente t\u00e1 fazendo uma m\u00fasica de amor e uma pessoa sente uma profunda tristeza porque o amor se foi, enquanto outra sente alegria porque ele est\u00e1 presente\u201d, ilustra. \u201cO que eu sei \u00e9 que os outros tr\u00eas discos eram autocentrados. Eu pensava em tudo, parecia muito comigo e com a minha cabe\u00e7a. Talvez a minha natureza seja mais melanc\u00f3lica\u201d, arrisca. \u201cQuando eu fiz o disco com a banda, fiz com a banda\u201d, ressalta. \u201cConversa vai, conversa vem. Eu levava a m\u00fasica e a gente ficava tocando junto, tentando achar o que ficava bonito. Troca de ideias, mesmo. A atmosfera de um grupo \u00e9 mais alegre do que estar sozinho dentro de casa. Isso transpareceu nos arranjos\u201d, reconhece. \u201cMas \u00e9 o mesmo cara fazendo m\u00fasica\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (jo\u00e3ogabriel@opovo.com.br) Em 2011, o carioca C\u00edcero encontrou o sucesso nacional com Can\u00e7\u00f5es de Apartamento, um primeiro disco totalmente independente, gravado no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":17711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,574,283],"tags":[],"class_list":["post-17710","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-cicero","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17710"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17714,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17710\/revisions\/17714"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}