{"id":17738,"date":"2018-02-09T15:00:46","date_gmt":"2018-02-09T17:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=17738"},"modified":"2018-02-09T17:14:54","modified_gmt":"2018-02-09T19:14:54","slug":"musica-em-cores-sweet-edy-1974","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/02\/09\/musica-em-cores-sweet-edy-1974\/","title":{"rendered":"M\u00daSICA EM CORES: &#8230;Sweet Edy&#8230; (1974)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18002\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/Edy-Star-Sweet-Edy-Som-Livre-1974.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/Edy-Star-Sweet-Edy-Som-Livre-1974.jpg 600w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/Edy-Star-Sweet-Edy-Som-Livre-1974-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/Edy-Star-Sweet-Edy-Som-Livre-1974-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/Edy-Star-Sweet-Edy-Som-Livre-1974-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em julho de 2015, estava na sede do Jornal O POVO, quando fui surpreendido com uma visita pra l\u00e1 de inusitada. <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy Star<\/strong><\/span> estava na portaria procurando por mim. Figura relevante do underground desde os anos 1970, o cantor estava ali pra falar sobre o show em homenagem a Raul Seixas, que faria logo mais no Drag\u00e3o do Mar. Ele lembrou de mim por conta de uma conversa por telefone, de 2012, feita por conta da reedi\u00e7\u00e3o do seu disco de estreia.<\/p>\n<p>Sem agenda, pressa ou filtro, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy<\/strong> <\/span>conversou por mais de uma hora sobre uma infinidade de assuntos. Raul Seixas, Ordem Kavernista, f\u00e3s, idade e um disco que estava, h\u00e1 tempos, sendo gravado. Na ocasi\u00e3o, ele at\u00e9 adiantou que o tal disco, idealizado, incentivado e produzido por Zeca Baleiro, j\u00e1 n\u00e3o lhe despertava tanto interesse. N\u00e3o era pouco caso com a aten\u00e7\u00e3o do maranhense, mas \u00e9 que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy<\/strong> <\/span>Star s\u00e3o muitos dentro de um s\u00f3. Logo, quando um quer muito, o outro j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais afim por que j\u00e1 est\u00e1 dois passos adiante.<\/p>\n<p>Para entender esse desd\u00e9m, \u00e9 preciso colocar quem \u00e9 <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy Star<\/strong> <\/span>e o que foi seu disco <span style=\"color: #800000\"><strong>&#8230;Sweet Edy&#8230;<\/strong><\/span> Encarna\u00e7\u00e3o da cena glitter nacional, o baiano Edivaldo Ara\u00fajo Souza \u00e9 um esc\u00e2ndalo em pessoa. Ator, cantor, artista pl\u00e1stico, apresentador e sobrevivente profissional, ele n\u00e3o precisou frequentar academia ou estudar artes para se tornar uma das figuras mais interessantes naqueles anos 1970 cheios de ideias e proibi\u00e7\u00f5es pr\u00e9-assinadas. Assumidamente gay, ele n\u00e3o precisava levantar bandeira para defender nenhuma causa. Sua exist\u00eancia j\u00e1 era essa bandeira hasteada.<\/p>\n<p>E foi essa for\u00e7a pessoal que ele imprimiu em <span style=\"color: #800000\"><strong>&#8230;Sweet Edy&#8230;<\/strong><\/span>, lan\u00e7ado em 1974 reunindo composi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas de gigantes da MPB. Depois de alguns compactos e de participar do an\u00e1rquico <strong>Sociedade da Gr\u00e3-Ordem Kavernista Apresenta Sess\u00e3o das 10<\/strong>, disco dividido com os &#8220;malditos&#8221; S\u00e9rgio Sampaio, Miriam Batucada e Raul Seixas, ele vinha chamando aten\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro por conta de um espet\u00e1culo que apresentava na Cinel\u00e2ndia, onde, entre outras coisas, imitava Maria Alcina. E foi ela mesma quem levou o empres\u00e1rio para assistir <strong><span style=\"color: #ff0000\">Edy<\/span><\/strong>, que acabou convidado para gravar esse primeiro disco.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio escolhido para <span style=\"color: #800000\"><strong>&#8230;Sweet Edy&#8230;<\/strong><\/span> \u00e9 de um luxo incomum, at\u00e9 mesmo para sua \u00e9poca. Os compositores mais importantes do momento cederam can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas para aquele experiente estreante. Leno, Caetano Veloso, Jorge Mautner, Moraes Moreira foram alguns dos que passaram pela censura &#8211; Luiz Melodia, Gonzaguinha, Z\u00e9 Rodrix n\u00e3o tiveram a mesma sorte. At\u00e9 mesmo Roberto e Erasmo presentearam <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy<\/strong> <\/span>com o rock escrachado <em><strong>Claustrofobia<\/strong><\/em>. &#8220;Bicho, eu parei na de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Edy Star<\/span><\/strong>&#8220;, confessa Roberto em depoimento impresso no encarte original. Teve ainda Gilberto Gil, que resolveu descrever o conterr\u00e2neo na homenagem <em><strong>Edyth Cooper<\/strong><\/em>. &#8220;Asinhas de anjo barroco, Bochechas de anjo barroco, n\u00e1degas de anjo barroco&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Tem um grande caminho a percorrer e estou certo que n\u00e3o lhe falta voca\u00e7\u00e3o, seriedade e talento para percorr\u00ea-lo. Guardem seu nome, n\u00e3o tardar\u00e1 que seja repetido e consagrado&#8221;, anunciou Jorge Amado no mesmo encarte. Embora s\u00e1bio, o mestre baiano estava enganado. <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Edy Star<\/strong><\/span> era muito ousado para uma \u00e9poca que buscava liberdade entre as frestas da ditadura. A jovem estrela seguiu nos pequenos teatros, tomou muita dura da pol\u00edcia, se virou como pode, depois foi para a Europa, onde morou por d\u00e9cadas trabalhando como apresentador de shows em um cabar\u00e9 espanhol.<\/p>\n<p>O retorno ao Brasil s\u00f3 veio por volta de 2009, quando foi convidado para interpretar o \u00e1lbum da Sociedade Kavernista na Virada Paulista. Numa \u00e9poca em que os jovens estavam garimpando discos raros da d\u00e9cada de 1970, ao mesmo tempo que Raul Seixas continuava cultuado, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Edy Star<\/span><\/strong> teve seu nome resgatado e valorizado entre uma turma antenada. &#8230;Sweet Edy&#8230; ent\u00e3o cumpriu e foi colocado no lugar devido. Como o pr\u00f3rpio Edy gosta de lembrar, muitos artistas gravaram dezenas de discos para se firmar. Ele precisou de um para virar cult.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Argonautas Urbanos - Super estrela - Part. Especial: Edy Star\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nLVAvwDRwrk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Veja as faixas &#8230;Sweet Edy&#8230; (1974):<\/p>\n<p>1. <strong>Claustrofobia<\/strong> (Roberto Carlos\/ Erasmo Carlos)<br \/>\n2. <strong>Edith Cooper<\/strong> (Gilberto Gil)<br \/>\n3. <strong>O Conte\u00fado<\/strong> (Caetano Veloso)<br \/>\n4. <strong>Superestrela<\/strong> (Leno)<br \/>\n5. <strong>Esses Mo\u00e7os<\/strong> (Lupic\u00ednio Rodrigues)<br \/>\n6. <strong>Boogie Woogie do Rato<\/strong> (Denis Brean)<br \/>\n7. <strong>Sweet Edy<\/strong> (Renato Piau\/ S\u00e9rgio Natureza)<br \/>\n8. <strong>Briguei Com Ela<\/strong> (Edy Star)<br \/>\n9. <strong>Olhos de Raposa<\/strong> (Jorge Mautner)<br \/>\n10. <strong>Cora\u00e7\u00e3o Embalsamado<\/strong> (Get\u00falio Cortes)<br \/>\n11. <strong>Para o Que Der na Telha<\/strong> (Moraes Moreira\/ Galv\u00e3o)<br \/>\n12. <strong>Bem Entendido<\/strong> (Renato Piau\/ S\u00e9rgio Natureza)<br \/>\n13. <strong>Eu Sou Edy Star<\/strong> (Edy Star)<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;\u00a0Olhos de Raposa <\/strong>(Jorge Mautner) <strong>por Carlus Campos<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18009\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR.jpg\" alt=\"\" width=\"788\" height=\"1109\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR.jpg 788w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR-300x422.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR-768x1081.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR-740x1041.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/edySTAR-120x169.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":74,"featured_media":18002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,90,595,130,155,191,271,278,283,342,1],"tags":[],"class_list":["post-17738","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-caetano-veloso","category-criticas","category-edy-star","category-erasmo-carlos","category-gilberto-gil","category-jorge-mautner","category-moraes-moreira","category-musica-em-cores","category-nacional","category-roberto-carlos","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17738"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17738\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18013,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17738\/revisions\/18013"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}