{"id":17787,"date":"2018-01-18T12:21:18","date_gmt":"2018-01-18T14:21:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=17787"},"modified":"2018-01-19T11:56:22","modified_gmt":"2018-01-19T13:56:22","slug":"o-rec-beat-carrega-muito-forma-como-eu-vejo-ouco-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/01\/18\/o-rec-beat-carrega-muito-forma-como-eu-vejo-ouco-musica\/","title":{"rendered":"\u201cO Rec-Beat carrega muito a forma como eu vejo\/ou\u00e7o m\u00fasica\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17788\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17788\" class=\"size-large wp-image-17788\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Antonio-Gutierrez_Rec-Beat_por-Tiago-Calazans-740x494.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"494\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Antonio-Gutierrez_Rec-Beat_por-Tiago-Calazans-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Antonio-Gutierrez_Rec-Beat_por-Tiago-Calazans-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Antonio-Gutierrez_Rec-Beat_por-Tiago-Calazans-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/01\/Antonio-Gutierrez_Rec-Beat_por-Tiago-Calazans-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-17788\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Tiago Calazans\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Por\u00a0Teresa Monteiro (teresamonteiro@opovo.com.br)<\/strong><\/p>\n<p>Amante das noites e \u2013 claramente \u2013 com a \u201ccarne de Carnaval\u201d, n\u00e3o \u00e9 de hoje que tenho conhecimento do Rec-Beat. Festival alternativo realizado em terras pernambucanas, comecei a frequent\u00e1-lo no ano 2000, quando ainda oferecia sua programa\u00e7\u00e3o na lend\u00e1ria Rua da Moeda. Por l\u00e1, vi muita, mas muita coisa boa: de Cordel do Fogo Encantado \u00e0 Karnak, Maria Alcina, Devotos, Text\u00edculos de Mary, Maracatu Piaba de Ouro, Quanta Ladeira&#8230; Eita, saudade grande!<\/p>\n<p>Numa conversa com o idealizador e coordenador geral do Rec-Beat, Ant\u00f4nio Gutierrez (Gutie), o mote foi a chegada aos 23 anos do festival, que acontece entre os dias 10 e 13 de fevereiro, na rua do Cais da Alf\u00e2ndega (Centro do Recife). Mas tamb\u00e9m houve espa\u00e7o para falar de dificuldades, dos artistas\/bandas revelados ao longo dessa trajet\u00f3ria e, por fim, a expectativa em firmar o Rec-Beat em um calend\u00e1rio fixo fora de Pernambuco. Confere a\u00ed!<!--more--><\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; O Rec-Beat teve in\u00edcio em Olinda como uma esp\u00e9cie de alternativa ao que j\u00e1 era conhecido durante o Carnaval pernambucano. Voc\u00ea almejava estar aqui, em 2018, celebrando mais de 20 anos de trajet\u00f3ria?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211;<\/strong> Quando criei o Rec-Beat durante o Carnaval, em Olinda, n\u00e3o me passava pela cabe\u00e7a a dimens\u00e3o que ele iria tomar com os anos. Meu \u00fanico objetivo naquele momento era me divertir e mostrar um pouco da nova m\u00fasica pernambucana no contexto do Carnaval, principalmente para o p\u00fablico visitante &#8211; no caso os foli\u00f5es de outras regi\u00f5es do Pa\u00eds. Naquele momento, a gente vivia o &#8220;boom&#8221; do Manguebeat, liderado por Chico Science &amp; Na\u00e7\u00e3o Zumbi e Mundo Livre S\/A. A m\u00fasica dessas bandas, e de muitas outras, surpreendia pela originalidade e inova\u00e7\u00e3o e era destaque em todas as m\u00eddias existentes na \u00e9poca, principalmente jornais e revistas especializadas. Contudo, essa nova m\u00fasica n\u00e3o tocava em r\u00e1dio e n\u00e3o era encontrada facilmente, circulava mais por ambientes alternativos da cidade. A cria\u00e7\u00e3o do Rec-Beat, em pleno Carnaval, abriu um espa\u00e7o, uma nova plataforma, para que essa nova m\u00fasica e o evento atraiu bastante o interesse do p\u00fablico e dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio, muitos pensavam que o festival era pra quem n\u00e3o gosta de Carnaval. Mas nosso objetivo, desde o in\u00edcio, foi o de ser um complemento \u00e0 diversidade e pluralidade do Carnaval pernambucano e, com o passar do tempo, as pessoas entenderam isso e hoje o Rec-Beat \u00e9 uma das marcas registradas do nosso Carnaval.<\/p>\n<p><strong>Discografia \u2013 O Rec-Beat saiu de Olinda e transferiu-se para outros locais como a conhecida Rua da Moeda e, mais recentemente, o Cais da Alf\u00e2ndega, ambos no Recife. Essas mudan\u00e7as foram decorrentes do aumento de p\u00fablico, da falta de incentivos?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Sempre foi muito dif\u00edcil realizar o festival em Olinda, onde ele come\u00e7ou. A cidade, por ser um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, \u00e9 cheia de restri\u00e7\u00f5es, muitas exageradas. Quando o festival come\u00e7ou a ganhar visibilidade em Olinda, recebemos um convite da Secretaria de Cultura do Recife para levarmos o festival de forma gratuita, ao ar livre, para o Bairro do Recife, para Rua da Moeda, em 1999. A ideia era que o evento atra\u00edsse um p\u00fablico jovem para o ainda incipiente Carnaval do s\u00edtio hist\u00f3rico. E deu certo. Ali, com o patroc\u00ednio da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, o festival p\u00f4de ser realizado gratuitamente e cresceu de tal forma que a Rua da Moeda se tornou pequena, levando o festival a se mudar para a rua do Cais da Alf\u00e2ndega, onde permanece at\u00e9 hoje e que recebe por edi\u00e7\u00e3o mais de 100 mil pessoas. E a programa\u00e7\u00e3o do Rec-Beat, que inicialmente focava a nova m\u00fasica pernambucana, passou a ampliar fronteiras, incluindo a nova m\u00fasica brasileira, a nova m\u00fasica latino-americana, um pouco tamb\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o da nossa m\u00fasica, numa mistura de certa forma atraente e surpreendente.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Ouvi uma entrevista sua em que voc\u00ea disse que no Rec-Beat \u201ccabe tudo, mas n\u00e3o qualquer coisa\u201d. Queria que voc\u00ea me dissesse os crit\u00e9rios &#8211; se \u00e9 que t\u00eam &#8211; para participar do festival.<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Essa \u00e9 a parte mais dif\u00edcil de explicar. Os motivos que determinam as escolhas s\u00e3o quase sempre subjetivos, inerentes \u00e0 cada pessoa. Comigo n\u00e3o \u00e9 diferente. A programa\u00e7\u00e3o do Rec-Beat carrega muito a forma como eu vejo\/ou\u00e7o m\u00fasica, uma forma despojada de preconceitos, muitas vezes garimpando ouro no lixo. Busco sempre o que me soa original, verdadeiro, inventivo, experimental, ousado, que pode soar simples ou sofisticado. Em meio a isso, abro espa\u00e7o tamb\u00e9m para a tradi\u00e7\u00e3o, para nomes hist\u00f3ricos da nossa m\u00fasica, para aqueles artistas\/pessoas que v\u00e3o deixar um legado para a nossa m\u00fasica. Procuro me colocar sempre no lugar do p\u00fablico, ter em mente o olhar e a percep\u00e7\u00e3o da plateia diante de algo novo, valorizo muito a performance ao vivo, a verdade nela contida. Quando eu vejo uma banda ao vivo, imediatamente sei se ela cabe ou n\u00e3o no Rec-Beat. \u00c0s vezes nem encontro muita explica\u00e7\u00e3o, simplesmente eu sei. Por isso, prefiro programar bandas que eu j\u00e1 tenha visto ao vivo. A programa\u00e7\u00e3o do Rec-Beat aparenta ser ca\u00f3tica. Mas existe uma l\u00f3gica naquele caos. Por isso que quando me perguntam o que entra na programa\u00e7\u00e3o do Rec-Beat, eu simplifico: \u201ccabe tudo, mas n\u00e3o qualquer coisa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Qual a maior dificuldade em sustentar um festival do porte do Rec-Beat? Voc\u00ea j\u00e1 se deparou com alguma situa\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil e pensou que ele n\u00e3o fosse resistir a tantos anos?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>O fato de o Rec-Beat ser gratuito tem o lado bom e o lado ruim. O aspecto bom \u00e9 que a gente fica com mais liberdade para montar a programa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o precisamos necessariamente colocar uma banda mais comercial na grade para atrair p\u00fablico pagante e isso deixa o festival mais arejado, com mais frescor. O lado ruim \u00e9 que dependemos exclusivamente de patroc\u00ednios. Nesses mais de 20 anos de exist\u00eancia do festival, realmente este \u00e9 o momento mais dif\u00edcil. E n\u00e3o \u00e9 apenas resultado da crise econ\u00f4mica. A crise pol\u00edtica tamb\u00e9m, de algum modo, distorceu a percep\u00e7\u00e3o dos setores p\u00fablico e privado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades culturais. As atividades culturais, de um modo geral, ficaram sob fogo cerrado nos \u00faltimos dois anos. Mas eventos como o Rec-Beat e muitos outros que j\u00e1 constru\u00edram suas hist\u00f3rias, t\u00eam for\u00e7a suficiente para superar essas dificuldades e seguir em frente. Nunca fiquei imaginando quantos anos o festival poderia resistir, o foco \u00e9 sempre na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o. E assim seguimos, passo a passo, alimentando a mesma inquieta\u00e7\u00e3o do in\u00edcio. A gente s\u00f3 se d\u00e1 conta do caminho percorrido quando se depara com perguntas como esta.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Voc\u00ea tem ideia de quantos artistas\/bandas foram revelados ao longo dessas edi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Nunca parei para fazer contas de quantos artistas foram revelados pelo Rec-Beat, inclusive acho isso meio pretensioso porque a constru\u00e7\u00e3o de uma carreira art\u00edstica n\u00e3o depende exclusivamente de um festival. Na verdade, depende de talento e um pouco de sorte. Calculo que mais de 600 artistas\/bandas j\u00e1 subiram no palco do Rec-Beat. \u00c9 muito comum ouvir de bandas\/artistas depoimentos dizendo que o festival foi um \u201cdivisor de \u00e1guas\u201d em suas carreiras e isso \u00e9 muito gratificante. O Rec-Beat foi plataforma de lan\u00e7amento para bandas como Cordel do Fogo Encantado, Baianasystem, Gaby Amarantos, Seu Jorge (que tocou no festival quando estava come\u00e7ando sua carreira solo), Bomba Est\u00e9reo (Colombia), Ana Tijoux (Chile), toda a cena musical pernambucana j\u00e1 passou pelo Rec-Beat. Por mais de 14 anos seguidos programamos a m\u00fasica paraense e, nos \u00faltimos anos, o festival vem recebendo a nova cena baiana, como a j\u00e1 citada Baianasystem, Russo Passapusso, If\u00e1, Attooxxa e, este ano, a (cantora e atriz) Larissa Luz.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Voc\u00ea tem conhecimento do que \u00e9 produzido na atual m\u00fasica cearense, para al\u00e9m de Cidad\u00e3o Instigado, Daniel Peixoto, etc?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Acredito que o Cear\u00e1, mais particularmente Fortaleza e Sobral, que eu conhe\u00e7o mais de perto, desenvolvem atualmente a melhor pol\u00edtica p\u00fablica para as artes do Pa\u00eds, onde a m\u00fasica tem grande destaque. Tive agora em Sobral, no Circulad\u00f4 &#8211; uma feira de m\u00fasica que tem tudo para crescer &#8211; e que reuniu v\u00e1rios produtores e programadores nacionais em torno de uma riqu\u00edssima cena musical local. L\u00e1 vi v\u00e1rias bandas\/artistas, como Alice David, Deibe Viana, Colorida, vi uma apresenta\u00e7\u00e3o visceral de Daniel Groove. Em Fortaleza, cresce e se consolida o Maloca Drag\u00e3o, que \u00e9 um festival de artes integradas e faz parte de uma estrat\u00e9gia bastante ampla e s\u00f3lida do Drag\u00e3o do Mar de fortalecimento da cultura do Estado, que\u00a0 j\u00e1 se alinha aos grandes eventos brasileiros e latino-americanos. Essas iniciativas \u00e9 que nos d\u00e3o a conhecer a nova produ\u00e7\u00e3o musical cearense que, em breve, tende a se tornar uma refer\u00eancia no Pa\u00eds. Tenho certeza. Nomes como Soledad, Jonnata Doll (que j\u00e1 se apresentou no Rec-Beat), Astronauta Marinho, Camila Marieta, Projeto Rivera&#8230; Gosto muito tamb\u00e9m de Veronica Decide Morrer, Erivan Produtos do Morro e muitos outros que est\u00e3o se posicionando atrav\u00e9s de projetos de fomento da nova m\u00fasica cearense. E me sinto muito feliz. Poder realizar uma edi\u00e7\u00e3o do Rec-Beat em meio a essa efervesc\u00eancia \u00e9 muito gratificante.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Qual a expectativa para essas quatro edi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, sendo uma delas no local que foi o in\u00edcio de tudo (Olinda)?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Aqui no Recife j\u00e1 tem cinco anos que realizamos pr\u00e9vias do festival, que denominamos \u201cRec-Beat Apresenta\u201d porque \u00e9 focada em uma programa\u00e7\u00e3o somente com bandas novas, emergentes, nas quais o festival \u201caposta\u201d. Pelo segundo ano consecutivo vamos realizar em Olinda, sendo que neste ano a gente volta para o Centro Luiz Freire, onde o festival nasceu. Em Caruaru \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o que fazemos a convite da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura de l\u00e1, que tem um projeto de incentivo ao Carnaval de rua. As edi\u00e7\u00f5es Sobral e Drag\u00e3o trazem verdadeiramente a ess\u00eancia do Rec-Beat. A programa\u00e7\u00e3o que fechamos tenta reproduzir exatamente o conceito do festival da maneira que realizamos aqui no Recife durante o Carnaval e re\u00fane as principais cenas musicais do Pa\u00eds, representadas por Karina Buhr (Pernambuco), Lucas Estrela (Par\u00e1), Larissa Luz (Bahia), Mit\u00fa (Colombia, hoje um dos principais nomes da cena musical colombiana), Daniel Peixoto, Colorida e os DJs Viva la Pachanga e Catiguria, ambos do Cear\u00e1. Acho importante essas edi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias porque amplia a possibilidade de mais bandas se associar \u00e0 programa\u00e7\u00e3o do Rec-Beatl e traz visibilidade para as bandas e para o festival.<\/p>\n<p><strong>Discografia &#8211; Voc\u00ea pretende firmar essas edi\u00e7\u00f5es itinerantes como parte j\u00e1 de um calend\u00e1rio anual fixo?<\/strong><br \/>\n<strong>Gutie &#8211; <\/strong>Penso, sim, em construir um calend\u00e1rio fixo e acho que tudo caminha para isso. Esta parceria com a Ecoa e o Drag\u00e3o do Mar para a realiza\u00e7\u00e3o do festival em Sobral e Fortaleza tem sido muito estimulante. Est\u00e1 sendo \u00f3timo trabalhar em conjunto, com uma equipe de profissionais incr\u00edveis e comprometidos. Adoraria voltar a repetir essa experi\u00eancia no pr\u00f3ximo ano e entrar para o calend\u00e1rio das pr\u00e9vias do Carnaval dessas cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Teresa Monteiro (teresamonteiro@opovo.com.br) Amante das noites e \u2013 claramente \u2013 com a \u201ccarne de Carnaval\u201d, n\u00e3o \u00e9 de hoje que tenho conhecimento do Rec-Beat. 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