{"id":17897,"date":"2018-02-05T10:23:06","date_gmt":"2018-02-05T12:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=17897"},"modified":"2018-02-05T16:11:22","modified_gmt":"2018-02-05T18:11:22","slug":"musica-popular-americana-embalada-para-as-radios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/02\/05\/musica-popular-americana-embalada-para-as-radios\/","title":{"rendered":"M\u00fasica popular americana embalada para as r\u00e1dios"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17898\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/seal.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"630\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/seal.jpg 630w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/seal-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/seal-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/seal-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<p>Existe um grupo de can\u00e7\u00f5es muito populares norte-americanas que j\u00e1 foi interpretado por meio mundo de int\u00e9rpretes do planeta. \u00c9 o que chamamos de standards, m\u00fasicas curtinhas, de apelo f\u00e1cil e sofistica\u00e7\u00e3o bem dosada. No Brasil, equivale aos \u201ccl\u00e1ssicos\u201d, m\u00fasicas que bastam come\u00e7ar a tocar, que o p\u00fablico imediatamente sai cantando junto.<\/p>\n<p>Entre os compositores famosos no mundo dos standards, Cole Porter, George e Ira Gershwin est\u00e3o entre os mais requisitados e est\u00e3o presentes em tr\u00eas lan\u00e7amentos recentes. <!--more-->Um deles \u00e9 claro nas inten\u00e7\u00f5es: <strong>Standards<\/strong> traz 11 can\u00e7\u00f5es bem conhecidas na voz privilegiada de <strong>Seal<\/strong>. Depois de dois tributos \u00e0 soul music, o cantor londrino coloca sua rouquid\u00e3o a servi\u00e7o de sucessos gravados por Frank Sinatra (<strong><em>I\u2019ve got you under my skin<\/em><\/strong>), Nina Simone (<em><strong>I put a spell on you<\/strong><\/em>) e Chet Baker (<em><strong>My Funny valentine<\/strong><\/em>).<\/p>\n<p>Se o repert\u00f3rio \u00e9 impec\u00e1vel, <strong>Seal<\/strong> acaba caindo na armadilha comum a esse tipo de projeto: o excesso de zelo. Acompanhado de banda e orquestra, <strong>Standards<\/strong> garante 42 minutos de grandes can\u00e7\u00f5es interpretadas sem surpresas. O que mais se aproxima de um destaque \u00e9 <em><strong>Anyone Who Knows What Love Is<\/strong><\/em>, balada famosa na voz de Irma Thomas, que cresce no tom dram\u00e1tico do int\u00e9rprete de 54 anos. Embora n\u00e3o seja uma ousadia por completo, <em><strong>Love For Sale<\/strong><\/em>, com arranjo bossa nova, faz um afago na alma brasileira. As demais faixas seguram a onda, conservando a beleza que ganharam de nascen\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17899\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/ella.jpg 1000w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>Falando em belezas naturais, o segundo disco a mergulhar nesse mundo de standars \u00e9 <strong>Someone To Watch Over Me<\/strong>. Lan\u00e7ado pelo selo Verve, dedicado ao jazz, o \u00e1lbum traz a voz preciosa de <strong>Ella Fitzgerald<\/strong> (1917 \u2013 1996) cercada pela London Symphony Orchestra. O projeto, j\u00e1 foi feito com outros artistas, consiste em isolar a voz para depois encaix\u00e1-la em arranjos in\u00e9ditos. Funciona? Sim, mas, no caso deste disco feito para marcar o centen\u00e1rio de <strong>Ella<\/strong>, n\u00e3o acrescenta muito. S\u00f3 por contar com uma voz dessas como guia, tudo j\u00e1 soa saboroso.<\/p>\n<p>Figurando entre as tr\u00eas maiores divas do jazz,<strong> Ella Fitzgerald<\/strong> era um instrumento em pessoa e cantou at\u00e9 seus \u00faltimos momentos de vida. Em meio a uma discografia gigante, foram pescadas 12 faixas para essa homenagem, das mais famosas a outras nem tanto. A brincadeira ao lado de Louis Armstrong em <em><strong>Let\u2019s Call The Whole Thing<\/strong><\/em> \u00e9 um bom exemplo, assim como <em><strong>Let\u2019s Do It<\/strong><\/em>, brincadeira levada a s\u00e9rio. Se for pra ficar s\u00f3 com uma faixa a sugest\u00e3o \u00e9 <em><strong>Misty<\/strong><\/em>, com sua melancolia tocante.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17900\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/gregor-porter-nat-king-cole-me-album-cover.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"620\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/gregor-porter-nat-king-cole-me-album-cover.jpg 620w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/gregor-porter-nat-king-cole-me-album-cover-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/gregor-porter-nat-king-cole-me-album-cover-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/02\/gregor-porter-nat-king-cole-me-album-cover-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>Na abertura de<strong> Someone to Watch Over Me<\/strong>, <strong>Ella<\/strong> \u201cdivide\u201d <em><strong>People Will Say We\u2019re in Love<\/strong><\/em> com <strong>Gregory Porter<\/strong>. Dono de dois grammys, <strong>Porter<\/strong> \u00e9 reconhecido como uma das vozes mais promissoras do jazz atual. Aos 46 anos, eles esteve h\u00e1 pouco tempo no Brasil apresentando seu mais novo trabalho, <strong>Nat King Cole &amp; Me<\/strong>. O disco \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao \u00eddolo de inf\u00e2ncia do cantor de Sacramento, Calif\u00f3rnia. Ele conta que assistia TV e n\u00e3o se reconhecia naquelas pessoas brancas que via. Foi s\u00f3 ao encontrar um disco de Nat no meio da cole\u00e7\u00e3o da m\u00e3e que ele conseguiu se reconhecer em algum artista.<\/p>\n<p>Tal qual Nat, <strong>Porter<\/strong> entrega 100% de sua interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 afina\u00e7\u00e3o, deixando de lado qualquer arroubo para provar que sabe cantar. A \u00fanica faixa que foge a essa regra \u00e9 <em><strong>Smile<\/strong><\/em>, que at\u00e9 soa a\u00e7ucarada demais. Mas a divertida <em><strong>L-O-V-E<\/strong><\/em> \u00e9 puro deleite. J\u00e1 os violinos que abrem <em><strong>Mona Lisa<\/strong><\/em> \u00e9 puro chantilly, mas funciona bem para deixar o trabalho mais radiof\u00f4nico. Sim, por que assim como <strong>Seal<\/strong> e <strong>Ella<\/strong> com a London Symphony Orchestra, a ideia desses trabalhos est\u00e1 longe dos grandes cl\u00e1ssicos do jazz, que buscavam expandir os limites da composi\u00e7\u00e3o e da execu\u00e7\u00e3o. Aqui \u00e9 mais simples, \u00e9 m\u00fasica boa para tocar no r\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt; No Brasil e no mundo, muitos trabalhos foram pautados pela ideia dos cl\u00e1ssicos e standards. Conhe\u00e7a abaixo alguns dos que mais fizeram hist\u00f3ria nessa seara:<\/strong><br \/>\n<strong>&gt; S\u00e9rie<\/strong><br \/>\nUm dos trabalhos mais populares de standards foi <strong>The Great American Songbook<\/strong>. Gravada por Rod Stewart e com forte aceita\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica, a s\u00e9rie se estendeu por quatro volumes, at\u00e9 que cansou. Tamb\u00e9m rendeu um box de luxo e um DVD.<\/p>\n<p><strong>&gt; Estreia<\/strong><br \/>\nOs Beatles mal tinham acabado, quando Ringo Starr fez estreou solo com <strong>Sentimental Journey<\/strong>. O apanhado de mem\u00f3rias musicais costura nomes com Louis Armstrong, Fred Astaire e Doris Day. Os arranjos contam com Quincy Jones, George Martin e outros.<\/p>\n<p><strong>&gt; Country classic<\/strong><br \/>\nWillie Nelson tamb\u00e9m se deu bem no mundo dos standards. Com produ\u00e7\u00e3o de Booker T. Jones, a lenda do country lan\u00e7ou <strong>Stardust<\/strong> (1978) e recebeu muitos elogios. Com muita eleg\u00e2ncia, ele interpretou 11 faixas, onde se destacam <em><strong>All Of Me<\/strong><\/em> e a faixa t\u00edtulo.<\/p>\n<p><strong>&gt; No Brasil<\/strong><br \/>\nPor aqui, n\u00e3o \u00e9 raro encontrar quem saia do seu nicho para pescar p\u00e9rolas do nosso cancioneiro de \u201ccl\u00e1ssicos\u201d. Foi o que fez Daniela Mercury no \u00e1lbum <strong>Cl\u00e1ssica<\/strong> (2005). Segurando o rebolado, ela selecionou can\u00e7\u00f5es de Roberto Carlos, Chico Buarque e outros para mostrar outro lado de sua interpreta\u00e7\u00e3o. O mesmo fez Fagner, no disco <strong>Demais<\/strong> (1993). Como um crooner, o cearense se coloca a servi\u00e7o de Tom Jobim, Lupic\u00ednio Rodrigues e Dorival Caymmi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um grupo de can\u00e7\u00f5es muito populares norte-americanas que j\u00e1 foi interpretado por meio mundo de int\u00e9rpretes do planeta. \u00c9 o que chamamos de standards,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":17899,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,119,591,167,354,1],"tags":[],"class_list":["post-17897","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-criticas","category-ella-fitzgerald","category-gregory-porter","category-internacional","category-seal","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17897"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17903,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17897\/revisions\/17903"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}