{"id":18177,"date":"2018-03-09T14:37:16","date_gmt":"2018-03-09T17:37:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18177"},"modified":"2018-03-08T14:52:57","modified_gmt":"2018-03-08T17:52:57","slug":"alice-caymmi-surge-mais-pop-e-pessoal-em-novo-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/03\/09\/alice-caymmi-surge-mais-pop-e-pessoal-em-novo-disco\/","title":{"rendered":"Alice Caymmi surge mais pop e pessoal em novo disco"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18179\" style=\"width: 861px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18179\" class=\"size-full wp-image-18179\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388.jpg\" alt=\"\" width=\"851\" height=\"568\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388.jpg 851w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/88A0388-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 851px) 100vw, 851px\" \/><p id=\"caption-attachment-18179\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Daryan Dornelles\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (joaogabriel@opovo.com.br)<\/strong><\/p>\n<p>Pelo sobrenome, <strong>Alice Caymmi<\/strong> \u00e9 associada a uma sonoridade espec\u00edfica que vem como \u201cheran\u00e7a\u201d direta de seus familiares envolvidos com a m\u00fasica. No entanto, desde o primeiro disco, lan\u00e7ado em 2012, a artista parece querer se desvencilhar desse legado, inten\u00e7\u00e3o que seguiu em <em>Rainha dos Raios<\/em> (2014) e chega ao \u00e1pice com seu mais recente trabalho. Tendo parceiras com Pabllo Vittar, Rinc\u00f3n Sapi\u00eancia e Ana Carolina, al\u00e9m de uma sonoridade pop, o disco <strong>Alice<\/strong> \u00e9 produto direto da vontade de se distanciar das expectativas e se aproximar de si mesma.<\/p>\n<p><!--more-->Mesmo com Alice agregando refer\u00eancias pouco \u00f3bvias na carreira at\u00e9 ent\u00e3o &#8211; indo de Bj\u00f6rk no disco de estreia a MC Marcinho e Maysa no segundo \u00e1lbum -, a for\u00e7a das expectativas seguia intensa na trajet\u00f3ria da artista. O g\u00eanero musical de <em>Rainha dos Raios<\/em> foi creditado por v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es como \u201cMPB\u201d, ainda que a sonoridade do trabalho se aproxime mais do inclassific\u00e1vel e, al\u00e9m disso, Alice se viu enredada em outra associa\u00e7\u00e3o direta: por ser autora de um disco forte, poderoso e grave, tais caracter\u00edsticas foram ligadas a ela pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alice Caymmi, Pabllo Vittar - Eu Te Avisei (Music Portraits)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1rgcWyGEVeA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em entrevista por telefone, Alice conta que, desde ent\u00e3o, tinha o desejo de ir al\u00e9m, \u201cmas n\u00e3o tinha ideia de como seria\u201d. \u201cPor isso, procurei um novo parceiro para encontrar uma linguagem, uma sa\u00edda. Foi quando conheci a B\u00e1rbara (Ohana, produtora de Alice) e consegui encontrar o que eu ia seguir dali pra frente\u201d, contextualiza. Para seguir com a inten\u00e7\u00e3o, Alice escolheu o caminho do pop. A uni\u00e3o da nova sonoridade com a afirma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria identidade se refletiram nos principais temas do disco: o amor &#8211; que vai do sofrimento de <em><strong>Inocente<\/strong><\/em> (\u201ceu tenho medo de chorar e n\u00e3o voltar\/ Porque eu sinto tanta falta de voc\u00ea\u201d) \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de <em><strong>Sozinha<\/strong><\/em> (\u201ceu sou sozinha, sim\/ Eu mesma fa\u00e7o um par comigo\u201d) &#8211; e a auto afirma\u00e7\u00e3o, presente em <em><strong>Inimigos<\/strong><\/em> (\u201co meu dinheiro eu que fiz\/ Minha carreira eu que fa\u00e7o\u201d) e na vers\u00e3o de <em><strong>What\u2019s My Name?<\/strong><\/em> (Odud\u00e1), de Moacir Santos (\u201cqual \u00e9 o meu nome?\/ A-l-i-c-e, esse \u00e9 o meu nome\u201d, na tradu\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>\u201cTudo o que um artista faz \u00e9 auto-centrado e auto-afirmativo. Mas esse trabalho \u00e9 mais ainda, porque abre m\u00e3o de um personagem que \u00e9 muito forte, a Rainha dos Raios, para jogar luz em mim, em quem realmente sou eu\u201d, explica Alice. \u201cQuando voc\u00ea cria um personagem, ele por vezes se torna invenc\u00edvel. (No novo disco) Eu quis trazer justamente a vulnerabilidade da Alice, que \u00e9 quem sou. Isso inclui delicadezas, fraquezas, problemas, quest\u00f5es que s\u00e3o comuns a todo mundo\u201d, avan\u00e7a a artista.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alice Caymmi - Inocente\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/taVK5SREVkQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A cantora elenca Rihanna, Beyonc\u00e9, Kendrick Lamar, Tyler The Creator e Erykah Badu como refer\u00eancias para \u201cchegar nessa linguagem um pouco mais pop, mas que tem um caminho espec\u00edfico pelo rhythm and blues\u201d. Sobre o pop nacional, Alice se diz \u201corgulhosa\u201d pelo espa\u00e7o que artistas como Anitta e Pabllo Vittar conseguiram. A parceria com a \u00faltima, inclusive, foi um dos pontos mais controversos do novo disco. Antes mesmo do lan\u00e7amento, f\u00e3s reagiram negativamente \u00e0 presen\u00e7a de Pabllo no trabalho. \u201cIsso tem a ver com o ran\u00e7o de uma ideia de MPB que n\u00e3o existe e com a auto-afirma\u00e7\u00e3o dessas pessoas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classe, dinheiro, cultura e \u2018bom gosto\u2019. S\u00e3o pessoas que n\u00e3o merecem aproveitar artistas como a Pabllo, que n\u00e3o sabem absorver, entender e aproveitar a m\u00fasica\u201d, considera.<br \/>\nA vontade de Alice, no final das contas, \u00e9 pelo direito de, simplesmente, ser. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil me distanciar disso. Eu t\u00f4 num momento de transi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Sei que as pessoas n\u00e3o v\u00e3o entender rapidamente, mas vou cada vez mais martelar isso e sair de perto dessa hist\u00f3ria. \u00c9 uma quest\u00e3o de me afirmar. Eu sou al\u00e9m do Caymmi. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de \u2018n\u00e3o preciso disso\u2019, mas sim quest\u00e3o de ser quem eu sou na ess\u00eancia, fora todas as presun\u00e7\u00f5es\u201d, atesta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (joaogabriel@opovo.com.br) Pelo sobrenome, Alice Caymmi \u00e9 associada a uma sonoridade espec\u00edfica que vem como \u201cheran\u00e7a\u201d direta de seus familiares envolvidos com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[599,129,283,1],"tags":[],"class_list":["post-18177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-alice-caymmi","category-entrevistas","category-nacional","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18177"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18180,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18177\/revisions\/18180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}