{"id":18207,"date":"2018-03-14T17:12:50","date_gmt":"2018-03-14T20:12:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18207"},"modified":"2018-03-14T16:28:28","modified_gmt":"2018-03-14T19:28:28","slug":"ricardo-bacelar-comenta-faixa-a-faixa-seu-novo-disco-sebastiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/03\/14\/ricardo-bacelar-comenta-faixa-a-faixa-seu-novo-disco-sebastiana\/","title":{"rendered":"Ricardo Bacelar comenta faixa-a-faixa seu novo disco, Sebastiana"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18209\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana.jpg\" alt=\"\" width=\"945\" height=\"945\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana.jpg 945w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/sebastiana-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 945px) 100vw, 945px\" \/><\/p>\n<p>O processo de concep\u00e7\u00e3o de <strong>Sebastiana<\/strong> foi longo e saboroso. Ricardo Bacelar \u201cteve que ouvir\u201d as obras inteiras de Chico Buarque, Tom Jobim e outros. Selecionou algumas, cortou outras, viu o que poderia acrescentar, at\u00e9 chegar ao resultado que queria. A seguir, o pianista conta detalhes do novo disco:<!--more--><\/p>\n<p>1. <strong>A volta da Asa Branca<\/strong> (Luiz Gonzaga\/ Z\u00e9 Dantas) \u2013 O bai\u00e3o d\u00e1 lugar a uma levada pop misturada com o sangueo (ritmo venezuelano). Teclados anal\u00f3gicos e piano dividem espa\u00e7o com o acordeom do colombiano Channo Tierra. \u201cEssas fus\u00f5es s\u00e3o como uma brincadeira que voc\u00ea vai vendo se d\u00e1 certo. Tem que ir testando\u201d.<\/p>\n<p>2. <strong>Suco Verde<\/strong> (Ricardo Bacelar\/ Cesar Lemos) \u2013 O t\u00edtulo veio de um suco que Cesar toma todos os dias de manh\u00e3. \u201cEle s\u00f3 falava nisso. De manh\u00e3 tem uma receita que ele faz l\u00e1 e s\u00f3 toma isso. Bota num sei que, raspa n\u00e3o sei que\u201d, lembra Ricardo. Os timbres de teclados e o moog fazem lembrar vinhetas e propagandas de TV nos anos 1980.<\/p>\n<p>3. <strong>Nothing will be as it was<\/strong> (Milton Nascimento\/ Ronaldo Bastos\/ Renee Vincent) \u2013 A vers\u00e3o em ingl\u00eas para <em>Nada Ser\u00e1 como Antes<\/em> \u00e9 a faixa mais radiof\u00f4nica do disco. Os vocais de Maye Osorio (EUA) d\u00e3o um ar soul jazz. \u201cA gente queria uma coisa mais moderninha. Voc\u00ea v\u00ea que tem algo pop, um steel guitar (por Steve Hinson (EUA)\u201d.<\/p>\n<p>4. <strong>River of Emotions<\/strong> (Ricardo Bacelar) \u2013 A cada tr\u00eas faixas, Ricardo quis colocar um \u201crespiro\u201d, uma vinheta de piano solo. Esta primeira sugere uma valsa, tem clima cinematogr\u00e1fico e remete a uma nostalgia. \u00c9 dedicada \u00e0 esposa Manoela Queiroz.<\/p>\n<p>5. <strong>Menina baiana<\/strong> (Gilberto Gil) \u2013 O ritmo original da can\u00e7\u00e3o \u00e9 preservado, mas, no lugar do afox\u00e9, entrou um clima cubano garantido pelo percussionista Yoel del Sol. A bateria bem livre para improvisar \u00e9 do venezuelano Anderson Quintero. \u201cN\u00e3o queria um disco que ficasse folcl\u00f3rico. A coisa latina vem pra ornamentar muito sutilmente\u201d.<\/p>\n<p>6. <strong>Somewhere in the hills<\/strong> (Tom Jobim\/ Vinicius de Moraes\/ Ray Gilbert) \u2013 Originalmente um samba batizado como <em>O Morro N\u00e3o tem Vez<\/em>, a vers\u00e3o em ingl\u00eas puxa para o lounge e conta com os vocais de Andrea Mangiamarchi (Venezuela). \u201cTirei o samba e botei rumba, pra fazer essa brincadeira. Tem um lado pop mesmo\u201d.<\/p>\n<p>7. <strong>Partido Alto<\/strong> (Flora Purim\/ Alex Malheiros\/ Jos\u00e9 Roberto Bertrami) \u2013 Lan\u00e7ada pelo grupo brasileiro de jazz Azymuth, a faixa conta com um dueto de piano com o trompete Jose Sibaja (Col\u00f4mbia). \u201cEle n\u00e3o foi gravar. Fizemos uns Skype, mandei as partituras, os \u00e1udios. Ele gravou primeiro e deixou uns espa\u00e7os pra eu entrar com o piano\u201d.<\/p>\n<p>8. <strong>Parts Of me<\/strong> (Ricardo Bacelar) \u2013 A segunda vinheta de <strong>Sebastiana <\/strong>lembra uma can\u00e7\u00e3o de ninar e \u00e9 dedicada \u00e0s filhas do compositor, Sara e Maria. \u201cTem um VSTI, que \u00e9 um sampler de orquestra\u201d.<\/p>\n<p>9. <strong>Sambadouro<\/strong> (Ivan Lins\/ Vitor Martins) \u2013 Lan\u00e7ada por S\u00e9rgio Mendes no \u00e1lbum <em>Brasileiro <\/em>(1992), vencedor do Grammy de Melhor \u00c1lbum de World Music. \u201cEst\u00e1 um pouco parecido com o S\u00e9rgio Mendes por conta dos vocais (de Rose Max, Brasil). Na minha, procurei fazer mais org\u00e2nica com percuss\u00e3o de m\u00e3o (do cubano Yoel del Sol).<\/p>\n<p>10. <strong>Oh Mana Deixa Eu Ir<\/strong> (Heitor Villa-Lobos\/ Milton Nascimento\/ Teca Calazans) \u2013 \u201cNessa, eu me arrisquei a cantar. Queria fazer essa m\u00fasica, que eu gosto muito. E eu tive a ideia do arranjo cantando. Comecei a cantar e fui pensando nos acordes, mudei a harmonia pra transformar num jazz. Ela \u00e9 muito pesada, meio sinf\u00f4nica\u201d.<\/p>\n<p>11. <strong>Sebastiana<\/strong> (Rosil Cavalcanti) \u2013 \u201cColoquei um sampler do Jackson (do Pandeiro) na abertura e transformei numa coisa fusion. \u00c9 outra leitura da m\u00fasica nordestina. A melodia eu quis fazer exatamente igual, porque se n\u00e3o voc\u00ea perde o referencial. A\u00ed entra uma guitarra, meio fusion. O baterista solto, improvisando. O clima ficou bom\u201d.<\/p>\n<p>12. <strong>Depois dos Temporais<\/strong> (Ivan Lins\/ Vitor Martins) \u2013 O arranjo em crescendo faz o clima da m\u00fasica. O destaque fica para o bandone\u00f3n de Gabriel Fernandez (Argentina). \u201c\u00c9 uma mistura de Ivan Lins com tango\u201d.<\/p>\n<p>13. <strong>Vento de Maio<\/strong> (L\u00f4 Borges\/ M\u00e1rcio Borges) \u2013 Vers\u00e3o que mais se aproxima do original, com o piano reproduzindo a melodia. Cesar Lemos canta o refr\u00e3o num dueto com o flugelhorn de Jose Sibaja. As percuss\u00f5es e o charango s\u00e3o de Jesus \u201cel viejo\u201d Rodriguez (Peru).<\/p>\n<p>14. <strong>Sernambetiba, 1992<\/strong> (Ricardo Bacelar\/ Cesar Lemos) \u2013 O fox elegante foi batizado com o nome da rua em que os autores moraram em 1992. \u201c\u00c9 a rua da praia, num condom\u00ednio de apart hotel\u201d. Cesar guia a melodia com um vocal bonito.<\/p>\n<p>15. <strong>The Best Years<\/strong> (Ricardo Bacelar) \u2013 \u00daltima vinheta, mais longa e mais nost\u00e1lgica. \u201c\u00c9 uma trilha de filme. Tem uns espa\u00e7os. Tinha uma fala pelo meio, mas n\u00e3o soou bem. A\u00ed eu coloquei o Jackson (do Pandeiro, num sampler) pra fechar o disco\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo de concep\u00e7\u00e3o de Sebastiana foi longo e saboroso. 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