{"id":18242,"date":"2018-03-30T16:56:47","date_gmt":"2018-03-30T19:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18242"},"modified":"2018-03-30T12:09:45","modified_gmt":"2018-03-30T15:09:45","slug":"um-canto-sublime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/03\/30\/um-canto-sublime\/","title":{"rendered":"O canto sublime de Virg\u00ednia Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Virg\u00ednia Rodrigues | Mares Profundos | Full Album\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ubWpZxHsCYE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Quero dividir com voc\u00eas, leitores, uma grande alegria que tive h\u00e1 algumas semanas. J\u00e1 tem um tempo que eu procurava um disco para acrescentar \u00e0 minha cole\u00e7\u00e3o. E ele, enfim, chegou \u00e0s minhas m\u00e3os. O nome do \u00e1lbum \u00e9 <strong>Mares Profundos<\/strong> e trata-se do terceiro rebento da discografia de <strong>Virg\u00ednia Rodrigues<\/strong>. Para quem n\u00e3o conhece, <strong>Virg\u00ednia Rodrigues<\/strong> \u00e9 uma baiana maravilhosa, descoberta e revelada por Caetano Veloso quando era atriz do bando de Teatro Olodum.<\/p>\n<p>Ex-manicure que cantava nas igrejas de Salvador, <strong>Virg\u00ednia<\/strong> estreou em 1997 com o lindo disco <strong>Sol Negro<\/strong> (Natasha Records). Muito elogiada na estreia, tr\u00eas anos depois ela lan\u00e7ou <strong>N\u00f3s<\/strong>, uma releitura erudita do repert\u00f3rio dos blocos afrobaianos. Lan\u00e7ado em 2003, <strong>Mares Profundos<\/strong> \u00e9 um tributo \u00e0s parcerias de Baden Powell e Vinicius de Moraes. No meio do caminho, tamb\u00e9m entram parcerias de Baden com Paulo C\u00e9sar Pinheiro, que n\u00e3o fogem muito do que foi constru\u00eddo ao lado do Poetinha.<\/p>\n<p>Em 12 faixas, <strong>Virg\u00ednia Rodrigues<\/strong>, que \u00e9 dona de um bel\u00edssimo timbre de mezzo soprano, mistura suas influ\u00eancias de samba, canto popular, erudito e gospel. O padrinho Caetano ilumina uma vers\u00e3o cheia de ritmo de <em><strong>Labareda<\/strong><\/em>. A prop\u00f3sito, \u00e9 de Caetano a produ\u00e7\u00e3o executiva disco, enquanto a produ\u00e7\u00e3o musical ficou com o violonista Luiz Brasil. Com muitas cordas, percuss\u00f5es leves e uma superdosagem de qualidade, o \u00e1lbum \u00e9 uma obra de arte feita para quem espera de um disco mais que uma trilha sonora.<\/p>\n<p>Com respeito e malemol\u00eancia, <strong>Virg\u00ednia Rodrigues<\/strong> enche de luxo uma s\u00e9rie de afrosambas de Baden, Vinicius e Paulo. Mas isso sem ser pedante. Ela acerta com perfei\u00e7\u00e3o essa medida de sofistica\u00e7\u00e3o.\u00a0J\u00e1 reconhecida internacionalmente, a int\u00e9rprete<b>\u00a0<\/b>que lan\u00e7ou seu \u00faltimo disco, Mama Kalunga, em 2015, lan\u00e7ou <strong>Mares Profundos<\/strong> para o mercado estrangeiro. E \u00e9 por isso que ele tornou-se t\u00e3o raro no Brasil. Ent\u00e3o, minha sugest\u00e3o para o fim de semana \u00e9 abrir um bom vinho e saborear escutando Virg\u00ednia Rodrigues.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero dividir com voc\u00eas, leitores, uma grande alegria que tive h\u00e1 algumas semanas. 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