{"id":18386,"date":"2018-05-15T10:25:27","date_gmt":"2018-05-15T13:25:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18386"},"modified":"2018-05-10T17:25:07","modified_gmt":"2018-05-10T20:25:07","slug":"disco-de-estreia-de-illy-traz-contribuicoes-de-djavan-moreno-veloso-arnaldo-antunes-e-felipe-cordeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/05\/15\/disco-de-estreia-de-illy-traz-contribuicoes-de-djavan-moreno-veloso-arnaldo-antunes-e-felipe-cordeiro\/","title":{"rendered":"Estreia de Illy traz contribui\u00e7\u00f5es de Djavan, Arnaldo Antunes e Felipe Cordeiro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18388\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault.jpg 1280w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/maxresdefault-120x68.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>No imenso guarda-chuva chamado MPB j\u00e1 se abrigaram os mais variados artistas, do rock \u00e0 bossa nova. Depois de um tempo, essa sigla se tornou t\u00e3o democr\u00e1tica e suntuosa que passou a ser questionada at\u00e9 cair em desuso. No entanto, num Brasil onde \u00e9 comum romper fronteiras de r\u00f3tulos musicais, era mesmo necess\u00e1rio existir uma prateleira larga o suficiente para caber tudo o que se chama de MPB. \u00c9 o caso, por exemplo, da cantora baiana \u2013 radicada no Rio de Janeiro \u2013 <strong>Illy<\/strong>, que est\u00e1 estreando na m\u00fasica com o \u00e1lbum <strong>Voo Longe<\/strong>.<!--more--><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Illy Cruz de Almeida Gouveia Santos come\u00e7a como a de muitos outros. Uma fam\u00edlia de apaixonados por m\u00fasica, tanto por parte de m\u00e3e \u2013 de Almeida Gouveia \u2013 como de pai \u2013 Santos. Nesse ber\u00e7o tamb\u00e9m se inclui um av\u00f4 que tocava piano e um tio compositor. Aos 15 anos, j\u00e1 em busca de um caminho art\u00edstico, come\u00e7ou a estudar teatro e participar de algumas grava\u00e7\u00f5es. Estudou m\u00fasica na Oficina de Canto da Universidade Federal da Bahia (UFBA), viajou como cantora de trio el\u00e9trico e fez um primeiro trabalho solo cantando Dorival Caymmi.<\/p>\n<p>\u201cAcho que o disco \u00e9 resultado desse caminho. Passa muito pela minha versatilidade. \u00c9 o que a gente chama de MPB mesmo\u201d, explica <strong>Illy<\/strong>, citando F\u00e1tima Guedes, Elis Regina, Gal Costa e M\u00f4nica Salmaso numa lista meio apressada de influ\u00eancias. Para dar unidade \u00e0 pluralidade buscada em Voo Longe, ela buscou dois produtores de perfis diferentes e complementares: Alexandre Kassin e Moreno Veloso. \u201cMoreno \u00e9 muito sens\u00edvel a tudo que eu queria passar no disco, principalmente dessa coisa da Bahia de tambor. E o Kassin \u00e9 outro cara que eu admirava, que tem a sonoridade pop. Dois cara que eu j\u00e1 admirava e queria essa mistura dos dois no disco\u201d, detalha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Illy, Fagner e Paulo Mutti - Moto I - Illy e a MPB de todos os sons - Temp 2 \/Ep 08\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2ryk2oYjHjE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A mesma mistura de produtores foi buscada para os compositores. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum ecl\u00e9tico, com personalidade, for\u00e7a pop e interpreta\u00e7\u00f5es sedutoras. Tem um frevo de Luciano Salvador Bahia (<em><strong>Fama de F\u00e1cil<\/strong><\/em>), um afox\u00e9 de Jota Veloso e Alexandre Le\u00e3o, com vocais de Ger\u00f4nimo (<em><strong>Sombra da Lua<\/strong><\/em>), uma linda bossa de Arnaldo Antunes (<em><strong>Devagarinho<\/strong><\/em>) e um blues de ritmo quebrado de Djavan (<em><strong>Que Foi My Love?<\/strong><\/em>). No centro desse balaio de ritmos, a voz l\u00e2nguida e bem colocada de <strong>Illy<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cComo tenho a experi\u00eancia de cantar um pouco de cada coisa, vi que gosta de cantar tudo. E eu queria mostrar essa brasilidade, essa versatilidade\u201d, conclui <strong>Illy<\/strong>, que, nos \u00faltimos cinco ou seis anos, procurou repert\u00f3rio para essa estreia. Foi recebida por Arnaldo Antunes em casa (\u201cde chinelos\u201d, ressalta), que a presenteou com v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es para livre escolha. Com Chico C\u00e9sar, ela viu no Facebook que o compositor estaria numa livraria para um lan\u00e7amento. <strong>Illy<\/strong> correu l\u00e1, pediu uma m\u00fasica e ganhou a balada <em><strong>S\u00f3 eu e Voc\u00ea<\/strong><\/em>. Destaque de <strong>Voo Longe<\/strong>, <em><strong>Djanira<\/strong> <\/em>\u00e9 heran\u00e7a da banda Confraria da Baz\u00f3fia, que tinha entre seus integrantes Ray Gouveia, tio de <strong>Illy<\/strong>. A salsa, bem temperada com sopros e percuss\u00e3o, narra a triste hist\u00f3ria de uma professora presa na fronteira do Paraguai com um carregamento de maconha escondido em cascas de banana.<\/p>\n<p>Em especial, dois elementos chamam a aten\u00e7\u00e3o na estreia de <strong>Illy<\/strong>, que mostram que segue na contram\u00e3o das suas colegas de gera\u00e7\u00e3o. Um deles \u00e9 o investimento no trabalho de int\u00e9rprete, em detrimento da composi\u00e7\u00e3o. \u201cEu componho, mas ainda n\u00e3o tenho vontade de mostrar nada meu. Tem tanta gente legal pra gente mostrar\u201d, confirma acrescentando que \u00e9 a letra o elemento que primeiro lhe atrai. O segundo elemento \u00e9 o pensar a m\u00fasica dentro de um \u00e1lbum, algo pouco comum em tempos de singles lan\u00e7ados individualmente. \u201c\u00c9 mais dif\u00edcil hoje se ouvir um disco inteiro, com esse formato. Hoje \u00e9 mais comum esse formato da m\u00fasica de trabalho. O que eu queria \u00e9 que as pessoas ouvissem o disco todo. \u00c9 a minha hist\u00f3ria\u201d, conclui.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ILLY - S\u00f3 eu e Voc\u00ea (Clipe)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OgT0Fwkcm8Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Para quem gosta de:<\/strong><br \/>\n<strong> C\u00c9U<\/strong><br \/>\nO timbre agudo e rouco, entre o doce e o sensual de <strong>Illy<\/strong> tem alguma semelhan\u00e7a com a da cantora paulistana C\u00e9u.<\/p>\n<p><strong>GAL COSTA<\/strong><br \/>\nMPB com olhar pop e moderno, <strong>Voo Longe<\/strong> lembra as inten\u00e7\u00f5es de Gal em discos como <em>Cantar<\/em> (1974) e <em>Caras &amp; Bocas<\/em> (1977).<\/p>\n<p><strong>TRIBALISTAS<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da presen\u00e7a de Arnaldo Antunes, <strong>Voo Longe<\/strong> soa radiof\u00f4nico, sem perder o cuidado nos arranjos e interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No imenso guarda-chuva chamado MPB j\u00e1 se abrigaram os mais variados artistas, do rock \u00e0 bossa nova. 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