{"id":18449,"date":"2018-05-25T09:29:49","date_gmt":"2018-05-25T12:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18449"},"modified":"2018-05-24T17:45:49","modified_gmt":"2018-05-24T20:45:49","slug":"arnaldo-antunes-apresenta-repertorio-inedito-de-rocks-e-sambas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/05\/25\/arnaldo-antunes-apresenta-repertorio-inedito-de-rocks-e-sambas\/","title":{"rendered":"Arnaldo Antunes apresenta repert\u00f3rio in\u00e9dito de rocks e sambas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18450\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312-740x494.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"494\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312-120x80.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/05\/2505va0312.jpg 1178w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>Uma semelhan\u00e7a hist\u00f3rica entre o samba e o rock \u00e9 que ambos tornaram-se instrumentos de protesto nas m\u00e3os dos seus autores int\u00e9rpretes. O primeiro deu voz \u00e0 camadas populares e denunciou injusti\u00e7a, exclus\u00e3o, preconceito e outras mazelas. O segundo nasceu como um grito da juventude que se revoltava contra opress\u00f5es, guerras e caretices. Com o tempo, ambos os estilos cresceram, se fundiram, ganharam novas leituras e ideias. Algumas dessas diferentes formas do rock, do samba e do sambarock se encontram em <strong>RSTUVXZ<\/strong>, novo disco de <strong>Arnaldo Antunes<\/strong>.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEsse disco parte de um conceito sonoro, assim como o<em> I\u00ea I\u00ea I\u00ea<\/em> (2009), que \u00e9 uma vis\u00e3o contempor\u00e2nea da jovem guarda. Esse, pelo sabor do que vinha compondo, quis juntar num disco de atrito, de contrataste entre os dois g\u00eaneros\u201d, explica o compositor que traz esse novo repert\u00f3rio a Fortaleza em junho, como uma das atra\u00e7\u00f5es do Festival Vida&amp;Arte. No show, <strong>Arnaldo<\/strong> tamb\u00e9m visita outros discos para mostrar que o rock (R) se manteve ap\u00f3s sua sa\u00edda dos Tit\u00e3s, e se misturou com sambas (S) e outros ritmos (TUVXZ) numa carreira que se pautou pelo inclassific\u00e1vel.<\/p>\n<p>E nesse 12\u00ba disco do paulistano de 57 anos os ritmos aparecem de forma bem organizada: um samba, um rock, um samba, um rock&#8230; Mais para o final das 13 faixas, um sambarock que lembra o cantor Bebeto (<em><strong>Serenata de Domingo<\/strong><\/em>) anuncia a chegada de outros ritmos (ou letras). \u201cA ideia era essa mesmo, de ir alternando. Claro que qualquer forma de ouvir livremente vale a pena. Mas tem uma valoriza\u00e7\u00e3o da sequencia, incluindo as vinhetas que aparecem antes ou depois das faixas. Tornou-se um h\u00e1bito maior ouvir saltando faixas, selecionando. Mas ainda dou valor a quem ouve o disco inteiro\u201d, sugere <strong>Arnaldo<\/strong>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"a_samba - Arnaldo Antunes\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vO9WBYsVv3M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Com repert\u00f3rio autoral e in\u00e9dito, <strong>RSTUVXZ<\/strong> abre com uma homenagem ao feminino do samba. <em><strong>A Samba<\/strong><\/em> nasceu falando desse ritmo que, mesmo terminado com \u201ca\u201d, \u00e9 tratado no masculino. \u201cEle come\u00e7a falando de uma personagem e termina falando dessas personalidades maravilhosas. Na verdade, eu estava comentando o samba e fui terminando, vendo que era uma homenagem \u00e0s mulheres\u201d, conta ele que elenca nomes como Elza Soares, Jovelina P\u00e9rola Negra, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Baby do Brasil numa lista que est\u00e1 longe de ser definitiva. \u201cQuando terminei, pensei: \u2018Tem que ter a Beth (Carvalho), mas j\u00e1 estava pronta. E com certeza v\u00e1rias outras\u201d.<\/p>\n<p>A faixa seguinte \u00e9 <em><strong>Se Precav\u00ea<\/strong><\/em>, um rock acelerado feito com Marcelo Frommer, guitarrista dos Tit\u00e3s falecido em 2001. \u201cTenho uns cadernos e essa estava l\u00e1 no ba\u00fa de coisas que eu tenho guardadas, mas que permaneceram in\u00e9ditas. Ela \u00e9 representativa do rock que eu queria fazer nesse disco, mais berrado\u201d, explica <strong>Arnaldo<\/strong> que tamb\u00e9m resgatou <em><strong>Pense Duas Vezes Antes de Esquecer<\/strong><\/em>, parceria com Marcelo Jeneci e Ortinho j\u00e1 gravada por eles, mas at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita com <strong>Arnaldo<\/strong>. Tem ainda <em><strong>Eu Todo Mundo<\/strong><\/em>, um rock tribal que lembra o cl\u00e1ssico tit\u00e2nico <em>O Qu\u00ea<\/em>. \u201c\u00c9 uma m\u00fasica nessa praia de usar um modo de linguagem e alternar as palavras, algo nem t\u00e3o l\u00edrico e mais metaf\u00edsico. Apesar de ser uma m\u00fasica com esse estranhamento, eu acho muito pop. Ela tem um apelo muito indireto\u201d, avalia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"se_precav\u00ea - Arnaldo Antunes\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mvEhwPFp9x8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em paralelo, <em><strong>Todo Mundo Pede Bis<\/strong><\/em> \u00e9 um sambinha de acento tribalista e letra que n\u00e3o faria feio em vozes como Elton Medeiros ou Monarco. Ainda na batida, <em><strong>Amanh\u00e3 S\u00f3 Amanh\u00e3<\/strong><\/em> \u00e9 um samba baiano acentuado pelos vocais das \u201cpastoras\u201d Liniker e Anelis Assump\u00e7\u00e3o, enquanto a soturna <em><strong>Quero Ver Voc\u00ea<\/strong><\/em> prop\u00f5e uma improv\u00e1vel jun\u00e7\u00e3o de Paulinho da Viola com Rolling Stones. E antes de encerrar o \u00e1lbum produzido por Curumim, <strong>Arnaldo Antunes<\/strong> emenda tr\u00eas faixas que fogem da ordem rock\/samba. Tem concretismo pinkfloydiano em parceria com Paulo Miklos (<em><strong>C\u00e9u contra o muro<\/strong><\/em>), tem lambada (<em><strong>De Trem de carro ou a p\u00e9<\/strong><\/em>) e uma toada brejeira e et\u00e9rea (<em><strong>Orvalhinho do mar<\/strong><\/em>).\u00a0 No conjunto, a mistura faz todo o sentido por que est\u00e1 num disco de <strong>Arnaldo Antunes<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Tudo ao mesmo tempo agora<\/strong><br \/>\nNa turn\u00ea que apresenta <strong>RSTUVXZ<\/strong>, <strong>Arnaldo Antunes<\/strong> aproveita pra mostrar as vezes em que se apropriou do samba pra dizer suas verdades. &#8220;S\u00e3o sambas que reli ao longo da minha carreira, como <em>Judiaria<\/em>, que eu fiz como um rock pra confundir ainda mais&#8221;, ri o compositor. &#8220;N\u00e3o \u00e9 mistura. No fim, voc\u00ea descobre que \u00e9 a mesma coisa&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o de Lupic\u00ednio Rodrigues, <strong>Arnaldo<\/strong> j\u00e1 testou outros sambas ao longo dos 26 anos de carreira. Tamb\u00e9m em <em>Ningu\u00e9m<\/em>, seu segundo \u00e1lbum solo, por exemplo, tem uma vers\u00e3o de <em><strong>Lugar Comum<\/strong><\/em>, dos seus futuros parceiros Gilberto Gil e Jo\u00e3o Donato. No disco seguinte, <em>O Sil\u00eancio<\/em> (1996), foi a vez de Nelson Cavaquinho ter seu <em><strong>Ju\u00edzo Final<\/strong><\/em> anunciado pelo paulistano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Judiaria - Arnaldo Antunes\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gs2bj0508_4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em <em>Paradeiro <\/em>(2001), o rock <em><strong>Exagerado<\/strong><\/em>, de Cazuza, Leoni e Ezequiel Neves, virou um tocante bossa nova nas m\u00e3os de<strong> Arnaldo Antunes<\/strong>. O oposto do que aconteceria com <em><strong>A Raz\u00e3o D\u00e1-se a Quem Tem<\/strong><\/em>, samba de Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva, que transformou-se num punk que encerra o disco <em>Saiba<\/em> (2004). Essa trilha de sambas e rocks segue com misturas onde qualquer r\u00f3tulo parece insuficiente.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>Arnaldo Antunes \u2013 RSTUVXZ<\/strong><br \/>\nParticipa\u00e7\u00f5es de Liniker, Anelis Assump\u00e7\u00e3o, Fernando Catatau e outros<br \/>\n13 faixas<br \/>\nPommelo Discos<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 24,90<\/p>\n<p><strong>Arnaldo Antunes no FVA<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> dia 24 de junho. Entrevista aberta \u00e0s 14h30min e show \u00e0s 20h30min<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$20 (inteira) R$10 (meia) &#8211; v\u00e1lido para toda a programa\u00e7\u00e3o do dia no evento (o acesso \u00e0s atra\u00e7\u00f5es est\u00e1 sujeito \u00e0 lota\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os onde elas se apresentar\u00e3o)<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Centro de Eventos do Cear\u00e1 (Av. Washington Soares, 999)<br \/>\nIngressos \u00e0 venda no site e na portaria do Jornal O POVO (av. Aguanambi, 282 &#8211; Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio)<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o completa <a href=\"http:\/\/www.festivalvidaearte.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma semelhan\u00e7a hist\u00f3rica entre o samba e o rock \u00e9 que ambos tornaram-se instrumentos de protesto nas m\u00e3os dos seus autores int\u00e9rpretes. 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