{"id":18805,"date":"2018-08-22T11:27:35","date_gmt":"2018-08-22T14:27:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18805"},"modified":"2018-08-22T11:27:35","modified_gmt":"2018-08-22T14:27:35","slug":"moska-mergulha-nas-insegurancas-contemporaneas-sem-esquecer-o-bom-da-vida-em-beleza-e-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/08\/22\/moska-mergulha-nas-insegurancas-contemporaneas-sem-esquecer-o-bom-da-vida-em-beleza-e-medo\/","title":{"rendered":"Moska mergulha nas inseguran\u00e7as contempor\u00e2neas, sem esquecer o bom da vida, em Beleza e Medo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18806\" style=\"width: 6730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18806\" class=\"size-full wp-image-18806\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri.jpg\" alt=\"\" width=\"6720\" height=\"4480\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri.jpg 6720w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Moska2-Flora-Negri-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 6720px) 100vw, 6720px\" \/><p id=\"caption-attachment-18806\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Flora Negri<\/p><\/div>\n<p>Lan\u00e7ado em 1997, um dos sucessos do disco <strong>Contrasenso<\/strong> (assim mesmo, s\u00f3 com um \u201cs\u201d) era <em><strong>A Seta e o Alvo<\/strong><\/em>. A composi\u00e7\u00e3o de Paulinho Moska com Nilo Romero explicitava a dualidade entre algu\u00e9m que fala de \u201camor a vida\u201d e outro \u201cde medo da morte\u201d. Um grita por liberdade, enquanto o outro deixa a porta se fechar. Quase 20 anos depois, <strong>Moska<\/strong> est\u00e1 no centro dessa dualidade. Ao mesmo tempo em que se indigna com os descaminhos do Brasil e urge uma necessidade de protestar, insiste que n\u00e3o se pode esquecer a beleza da vida.<!--more--><\/p>\n<p>Foi no meio dessa dualidade que nasceu <strong>Beleza e Medo<\/strong>, 10\u00ba \u00e1lbum da carreira deste carioca de quase 51 anos (completados no pr\u00f3ximo dia 27). O disco, que marca os 25 anos de carreira solo do ex-Garganta Profunda e ex-Inimigos do Rei, come\u00e7ou a nascer h\u00e1 cerca de quatro anos, tendo como mote a can\u00e7\u00e3o <strong>Que Beleza, a Beleza<\/strong>. \u201cQuando fiz, sabia que era boa candidata pra um disco sobre a beleza. Tanto que, quando compus era um samba, mas foi virando outras coisas\u201d, lembra <strong>Moska<\/strong>, por telefone, que, nesses quatro anos, viu muita coisa se transformar \u00e0 sua volta. Inclusive o pr\u00f3prio disco.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-18807\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Capa-Beleza-e-Medo.png\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"338\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Capa-Beleza-e-Medo.png 680w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Capa-Beleza-e-Medo-300x266.png 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Capa-Beleza-e-Medo-120x107.png 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/>\u201cH\u00e1 uns dois anos, a press\u00e3o nacional ficou bem grande, com radicalidade dos dois lados, o governo, o congresso&#8230; Comecei a me sentir com medo e constrangido de n\u00e3o transformar esse medo em for\u00e7a, e isso come\u00e7ou a redefinir o disco\u201d, explica o compositor que chamou Carlos Renn\u00f3 para uma parceria centrada nessa nova por\u00e7\u00e3o do trabalho. Autor de <em>Demarca\u00e7\u00e3o J\u00e1<\/em>,<em> Reis do Agroneg\u00f3cio<\/em> e <em>Manifesta\u00e7\u00e3o<\/em>, o letrista paulista era parceiro ideal para aquele momento. \u201cEle foi dormir l\u00e1 em casa e pedi pra ele escrever uma letra que n\u00e3o fosse t\u00e3o grande, mas falasse de direitos a op\u00e7\u00f5es, liberdade, ser quem \u00e9. Uma semana depois, ele j\u00e1 foi mandando uns peda\u00e7os (do que virou <em><strong>Nenhum Direito a Menos<\/strong><\/em>). Com a chegada dessa letra e da melodia que eu compus, o disco foi mudando. Essa m\u00fasica me deu a fagulha metaf\u00f3rica que eu precisava\u201d.<\/p>\n<p>Curiosamente, <em><strong>Nenhum Direito a Menos<\/strong><\/em> est\u00e1 longe das met\u00e1foras. Com bateria marcial e canto recitativo, <strong>Moska<\/strong> despeja seus desgostos e suas \u00e2nsias por tempos mais corretos. \u201cNessa na\u00e7\u00e3o que mata e trata mal mulher e pobre, preto e jovem, \u00edndio e tal. Onde nem l\u00e9sbica, nem gay, nem bi, nem trans s\u00e3o plenamente cidad\u00e3o ou cidad\u00e3s. N\u00e3o quero mais cantar meus versos mais amenos, a menos que antes seus direitos sejam plenos\u201d, esbraveja numa letra t\u00e3o gigante quanto de <em><strong>Que Beleza, a Beleza<\/strong><\/em>. \u201c\u00c0s vezes a beleza est\u00e1 escondida s\u00f3 esperando algu\u00e9m descobrir que a maior surpresa dessa vida \u00e9 que h\u00e1 mais beleza ainda por vir\u201d, aponta a can\u00e7\u00e3o esperan\u00e7osa.<\/p>\n<p>Cantado em tons altos, notas abertas e com vigor, <strong>Beleza e Medo<\/strong> teve a produ\u00e7\u00e3o do mestre Liminha, respons\u00e1vel por um banho pop no repert\u00f3rio. \u201cNo disco do Fito (Paez, com quem gravou <strong>Loucura Total<\/strong> em 2017), trabalhei com o Liminha pela primeira vez e nos demos super bem. Ele curtiu as can\u00e7\u00f5es, fez muitas perguntas, sinalizou que gostou de mim. E ali combinamos de fazer um disco juntos\u201d, comenta <strong>Moska<\/strong> que j\u00e1 admirava o trabalho do ex-Mutantes em produ\u00e7\u00f5es das bandas de rock dos anos 1980 e da fase mais pop do Gilberto Gil. Sabendo que Gil e Liminha j\u00e1 fizeram muitos reggaes de sucesso, <strong>Moska<\/strong> tamb\u00e9m quis o seu. E assim nasceu a soturna <em><strong>Medo do Medo<\/strong><\/em>. \u201cTem medo viciando algu\u00e9m, tem medo que espalha, fantasma que espera e que sente medo tamb\u00e9m\u201d, elenca a letra de Z\u00e9lia Duncan.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Moska - Minha L\u00e1grima Salta\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nx5L172CGq0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Com peso roqueiro e empolga\u00e7\u00e3o suingada, <strong>Moska<\/strong> mostra um f\u00f4lego renovado como cantor e compositor em <strong>Beleza e Medo<\/strong>. S\u00e3o 10 candidatas a sucesso popular, cada uma por seus motivos particulares. Tem balada pra novela (<em><strong>Meu nome \u00e9 Saudade de Voc\u00ea<\/strong><\/em>), rock em refer\u00eancia a Noel Rosa (<em><strong>Pela Mil\u00e9sima Vez<\/strong><\/em>), can\u00e7\u00e3o sobre saudade (<em><strong>Minha L\u00e1grima Salta<\/strong><\/em>) e uma bem humorada cr\u00edtica ao mercado da m\u00fasica (<em><strong>Megahit<\/strong><\/em>). Muitas delas lembram per\u00edodos diferentes da carreira de <strong>Moska<\/strong>, que garante que o novo show est\u00e1 ainda mais roqueiro que o disco. \u201cBeleza e medo \u00e9 o que define a vida. Desde que a gente nasce tem medo da m\u00e3e n\u00e3o voltar, de n\u00e3o namorar, de perder a namorada. Tem medo o tempo inteiro. Mas, ao mesmo tempo, tem beleza nisso tudo. N\u00f3s somos a m\u00fasica em que essas duas coisas ficam bailando\u201d, arremata.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>Moska \u2013 Beleza e Medo<\/strong><br \/>\n10 faixas<br \/>\nDeck Discos<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 29,90<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ado em 1997, um dos sucessos do disco Contrasenso (assim mesmo, s\u00f3 com um \u201cs\u201d) era A Seta e o Alvo. 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