{"id":18816,"date":"2018-08-31T18:13:27","date_gmt":"2018-08-31T21:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18816"},"modified":"2018-08-22T18:39:54","modified_gmt":"2018-08-22T21:39:54","slug":"mahmundi-fala-sobre-o-novo-disco-experiencia-no-porto-iracema-das-artes-e-aprendizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/08\/31\/mahmundi-fala-sobre-o-novo-disco-experiencia-no-porto-iracema-das-artes-e-aprendizados\/","title":{"rendered":"Mahmundi fala sobre o novo disco, experi\u00eancia no Porto Iracema das Artes e aprendizados"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18817\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18817\" class=\"wp-image-18817\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/por_edvaldo_santos__2_-59980.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/por_edvaldo_santos__2_-59980.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/por_edvaldo_santos__2_-59980-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/por_edvaldo_santos__2_-59980-120x180.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-18817\" class=\"wp-caption-text\">Edvaldo Santos\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (joaogabriel@opovo.com.br)<\/strong><\/p>\n<p>Entre novos caminhos, inseguran\u00e7as e vontades, os dias da cantora, compositora\u00a0 produtora carioca <strong>Mahmundi<\/strong> estavam mais cinzas do que de costume. Depois de lan\u00e7ar um primeiro disco de forma independente em 2016, ela conseguiu um contrato com a gravadora Universal Music Brasil e o \u201csonho antigo de \u2018ser uma artista\u2019 aconteceu\u201d, como ela escreveu em texto publicado no Instagram. No entanto, conflitos pessoais e sociais atravessaram esse caminho e mexeram com a artista. O resultado dessa mistura agridoce est\u00e1 em <strong>Para Dias Ruins<\/strong>, que abre espa\u00e7o para positividade, mudan\u00e7a e amor.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;O disco \u00e9 sobre como voc\u00ea se posiciona em dias ruins. \u00c9 meio clich\u00ea, mas \u00e9 necess\u00e1rio. Tem muita gente que n\u00e3o t\u00e1 ligada na pol\u00edtica ou nos discursos, mas t\u00e1 passando por dias dif\u00edceis, mais cinzas\u201d, afirma a artista, em entrevista por telefone ao\u00a0<strong>O POVO.<\/strong>\u00a0No texto do Instagram, <strong>Mahmundi<\/strong> listou alguns dos \u201cdilemas\u201d com os quais se deparou: problemas no namoro, viol\u00eancia, vida, morte, pol\u00edtica, quest\u00f5es financeiras. \u201cCom <strong>Para Dias Ruins<\/strong>, eu quis trazer uma reflex\u00e3o de como subverter isso, ter mais f\u00e9. Era um momento em que eu queria tratar sobre como reagir. Coragem, for\u00e7a e alegria de viver s\u00e3o coisas que voc\u00ea pega no mundo interno, n\u00e3o no externo\u201d, ensina. \u201cMeu processo criativo passou por uma retomada quando eu sa\u00ed da minha zona escura e falei que n\u00e3o ia deixar isso me abater, que eu n\u00e3o queria fazer um disco triste, mas sim um que subvertesse naturalmente tudo isso\u201d, resume.<\/p>\n<p>Essa subvers\u00e3o da tristeza est\u00e1 presente no trabalho atrav\u00e9s das letras, que abrem espa\u00e7o para o afeto. Com nove faixas, <strong>Para Dias Ruins<\/strong> se debru\u00e7a em can\u00e7\u00f5es majoritariamente sobre amor rom\u00e2ntico. \u201cEu estava disposta a deixar o disco num di\u00e1logo mais popular, aberto, e quis trazer escritas populares no sentido da identifica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o hist\u00f3rias que aconteceram comigo, com os outros compositores, todas reais e focadas nessa coisa de que o amor \u00e9 que subverte esses dias ruins\u201d, explica. Com versos como \u201cAlegria, de repente\/ Porque vou te ver amanh\u00e3\/ Coisa mais bonita n\u00e3o se sente\/ Acordar ao teu lado\u201d (<em><strong>Alegria<\/strong><\/em>) ou \u201cEsse amor\/ Que n\u00e3o prende e n\u00e3o tem medo\/ S\u00f3 pode ser viver\/ Esse viver\/ Que deixa viver\u201d (<em><strong>As Voltas<\/strong><\/em>), <strong>Mahmundi<\/strong> canta diferentes tipos e fases de relacionamentos. \u201cEssas hist\u00f3rias s\u00e3o de v\u00e1rias formas de casais. O amor \u00e9 uma linguagem universal. Precisamos deixar isso expl\u00edcito e n\u00e3o focar s\u00f3 no romance cl\u00e1ssico, porque ele n\u00e3o abrange todo mundo\u201d, defende.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do afeto nas composi\u00e7\u00f5es, outro ponto crucial para a artista foi o momento de trocas e aprendizados pelo qual passou e vem passando. Com a mudan\u00e7a para uma grande gravadora, <strong>Mahmundi<\/strong> usou a experi\u00eancia para aprender. \u201cEu precisava colar com uma galera assim, mulheres mais velhas, mais experientes. Eu estava mais no lugar do aprendizado, do desenvolvimento\u201d, afirma. \u201cTenho entrado em contato com v\u00e1rios compositores, o que me faz ver outras possibilidades, outros Brasis, saindo da bolha de achar que s\u00f3 as nossas coisas s\u00e3o maneiras\u201d, contrap\u00f5e.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mahmundi - Felicidade (Audio)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_xz885ko4KQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cIsso traz maturidade. Eu realmente quero ser uma produtora musical, trabalhando com afinco e servindo meus amigos e amigas. O disco foi um momento de estudar, de estar junto no processo da produ\u00e7\u00e3o musical e me aventurar. Isso ajuda a gente que t\u00e1 no come\u00e7o da carreira, que veio de um lugar perif\u00e9rico. Eu aprendi tudo muito sozinha. Fazer essa pesquisa e aprimorar esses conhecimentos foi fundamental, pude ver que sou capaz, me deu coragem\u201d, celebra.<\/p>\n<p>Nesse contexto de aprendizado, surgiu na vida de <strong>Mahmundi<\/strong> uma rela\u00e7\u00e3o profissional, formativa e afetuosa com Fortaleza: a artista \u00e9 tutora no Laborat\u00f3rio de M\u00fasica do Porto Iracema das Artes do projeto <strong>Arquelano: ainda sou um ponto<\/strong>, de Benjamin Arquelano, Em\u00edlia Schramm e Th\u00e9o Fonseca Torres. \u201cQuando eu recebi o convite, estava passando por esse per\u00edodo complicado no Rio, na vida pessoal, e vir a Fortaleza, encontrar o pessoal, foi muito especial. Encontrei tamb\u00e9m muitas mulheres falando de som, a cidade, o carinho, o projeto em si\u2026 Me senti sendo \u00fatil ali, e \u00e9 legal quando voc\u00ea consegue se permitir estar pr\u00f3ximo ao outro\u201d, afirma. \u201cO trabalho \u00e9 muito legal, o Arquelano \u00e9 um menino muito especial, o pessoal \u00e9 muito ligado, plural. Eu t\u00f4 muito feliz por encontrar pessoas que gostam do que fazem, que t\u00eam seus sonhos, passam por dificuldades, mas mant\u00e9m o projeto vivo\u201d. Para dias ruins, esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z (joaogabriel@opovo.com.br) Entre novos caminhos, inseguran\u00e7as e vontades, os dias da cantora, compositora\u00a0 produtora carioca Mahmundi estavam mais cinzas do que de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":18817,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,129,671,283],"tags":[],"class_list":["post-18816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-entrevistas","category-mahmundi","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18816"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18822,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816\/revisions\/18822"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}