{"id":18825,"date":"2018-08-23T11:28:24","date_gmt":"2018-08-23T14:28:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18825"},"modified":"2018-08-23T11:28:24","modified_gmt":"2018-08-23T14:28:24","slug":"a-cor-do-som-celebra-40-anos-no-cineteatro-sao-luiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/08\/23\/a-cor-do-som-celebra-40-anos-no-cineteatro-sao-luiz\/","title":{"rendered":"A Cor do Som celebra 40 anos no Cineteatro S\u00e3o Luiz"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18827\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18827\" class=\"size-large wp-image-18827\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/A-Cor-do-Som-por-Daryan-Dornelles-740x592.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"592\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/A-Cor-do-Som-por-Daryan-Dornelles-740x592.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/A-Cor-do-Som-por-Daryan-Dornelles-300x240.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/A-Cor-do-Som-por-Daryan-Dornelles-768x614.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/A-Cor-do-Som-por-Daryan-Dornelles-120x96.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-18827\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Daryan Dornelles\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Havia uma magia no ar no final daqueles loucos anos 1970. A chatice de uma ditadura militar que j\u00e1 estava cansada at\u00e9 dela mesma obrigava as pessoas a querer mais da vida. Se o governo dizia que nada era permitido, tinha uma turma que dizia o contr\u00e1rio. E muitos artistas captaram esse esp\u00edrito, intencionalmente ou n\u00e3o. Entre esses artistas estavam Armandinho Macedo, Ary Dias, Gustavo Schroeter, M\u00fa e Dadi Carvalho, cinco m\u00fasicos jovens, mas experientes, que formaram o <strong>A Cor do Som<!--more--><\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria deles j\u00e1 \u00e9 conhecida. Arregimentados como banda de apoio para a estreia solo de Moraes Moreira, p\u00f3s-Novos Baianos, eles deram uma liga t\u00e3o forte que ganharam vida pr\u00f3pria. Assim como o som que aprenderam com o padrinho, os cinco n\u00e3o tinham pudores em misturar samba, choro, rock, progressivo, marchinhas carnavalescas ou qualquer som que viesse \u00e0 mente na hora de compor. O resultado foi um caldo sonoro colorido e saboroso que resiste h\u00e1 40 anos entre os sucessos da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria vai ser contada neste domingo, 26, \u00e0s 18 horas, no Cineteatro S\u00e3o Luiz. O show comemora o anivers\u00e1rio do \u00e1lbum <em>A Cor do Som<\/em>, estreia do ent\u00e3o quarteto instrumentou que fez sucesso no Festival de Jazz de Montreux e estourou pouco depois com o disco <em>Frutificar<\/em> (1979). Foi dele que sa\u00edram sucessos como <em><strong>Abri a Porta<\/strong><\/em>, <em><strong>Beleza Pura<\/strong><\/em> e <em><strong>Suingue menina<\/strong><\/em>. \u201cQuando estouramos com Beleza Pura, era primeiro lugar em todo lugar. Eu ia pro motel com minha namorada e a m\u00fasica tocava no r\u00e1dio\u201d, brinca Armandinho destacando que nenhum sucesso da banda vai ser esquecido no show em Fortaleza. \u201c\u00c9 festa pra gente tamb\u00e9m. O show \u00e9 relembrar o que a gente fez, por que \u00e9 o que est\u00e1 na mem\u00f3ria das pessoas, e apresentar alguma coisa nova. Por que a gente est\u00e1 lan\u00e7ando disco e tem algumas m\u00fasicas in\u00e9ditas\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"a cor do som &amp; moraes moreira &quot;davilicenc\u0327a&quot;\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/62ve1bueYE4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Entre as tr\u00eas in\u00e9ditas do disco lan\u00e7ado no fim de 2017, uma certa de entrar no show \u00e9<em><strong> Somos da Cor<\/strong><\/em>. Outras duas faixas foram lan\u00e7adas em projetos individuais ou por parceiros. Mas o grande chamariz do \u00e1lbum comemorativo s\u00e3o as grava\u00e7\u00f5es e os convidados, como Lulu Santos. \u201cA gente estava no est\u00fadio do Ricardo Feghali (Roupa Nova) e l\u00e1 estava gravando o Lulu Santos, que foi meu vizinho em 1977. \u00c9 um amigo com eu j\u00e1 tenho uma rela\u00e7\u00e3o antes de fazer sucesso. N\u00f3s convidamos e ele escolheu a m\u00fasica (<em><strong>Suingue Menina<\/strong><\/em>)\u201d, lembra Armandinho que logo lembrou de Gilberto Gil tamb\u00e9m para refazer o <em><strong>Abri a Porta<\/strong><\/em>. \u201cA gente queria uma in\u00e9dita com ele, mas a Flora (Gil, esposa do m\u00fasico) preferiu que n\u00e3o fosse in\u00e9dita por que ele estava doentinho\u201d.<\/p>\n<p>Os convites foram seguindo com Samuel Rosa (\u201cque imediatamente disse que j\u00e1 cantou muito o <em><strong>Zanzibar<\/strong> <\/em>no in\u00edcio da carreira\u201d), Djavan (\u201co Dadi estava falando com ele sobre o disco e ele se convidou\u201d), Moska (\u201cest\u00e1 sempre ligado com o M\u00fa e disse que queria participar\u201d) e outros. \u201cTodas essas pessoas tiveram uma liga\u00e7\u00e3o com o <strong>A Cor do Som<\/strong>. A gente tinha a maioria do disco, n\u00e3o tinha essas regrava\u00e7\u00f5es todas. A gente estava fazendo uma demo com coisas novas. Mas os convidados foram sugerindo e foi mudando\u201d, comenta Armandinho sem ter nenhuma crise entre o passado e o presente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A COR DO SOM\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RwIiEsUQFo4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A magia dos anos 1970 j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a mesma no Pa\u00eds, mas os m\u00fasicos celebram o fato de estarem juntos \u2013 com a forma\u00e7\u00e3o original \u2013 40 anos depois. \u201c\u00c9 uma das \u00fanicas bandas onde a gente \u00e9 muito amigo. O cara paga pra gente se divertir. Todos t\u00eam muito compromissos, mas, quando junta, \u00e9 uma farra\u201d, comenta o percussionista Ary Dias destacando que \u00e9 a compreens\u00e3o, o respeito entre eles que mant\u00e9m o casamento firma por tantos anos. Armandinho faz coro com o parceiro e fica feliz de saber que o p\u00fablico corresponde nesse encontro. \u201c\u00c9 interessante por que, agora, tem o pessoal da \u00e9poca e os filhos. \u00c9 muito bacana isso, fica uma hist\u00f3ria, representou alguma coisa. E o bacana da <strong>Cor do Som<\/strong> \u00e9 que n\u00f3s tivemos a forma\u00e7\u00e3o original e eu fiquei por cinco anos. Houve um conflito, claro, com a minha sa\u00edda, mas permanecemos amigos e sempre foi uma amizade muito bacana. Quando a gente volta, em 1995, foi como se nada tivesse acontecido por que a amizade estava ali fluindo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>A Cor do Som \u2013 40 anos<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> domingo, 26, \u00e0s 18 horas<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Cineteatro S\u00e3o Luiz (rua Major Facundo, 500 \u2013 Centro)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). \u00c0 venda no site <a href=\"http:\/\/www.tudus.com.br\/evento\/cineteatro-sao-luiz-a-cor-do-som--40-anos\">Tudus<\/a> e no local<br \/>\n<strong>Telefone:<\/strong> 3252 4138<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia uma magia no ar no final daqueles loucos anos 1970. 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