{"id":18846,"date":"2018-08-29T11:00:29","date_gmt":"2018-08-29T14:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=18846"},"modified":"2018-08-28T17:59:15","modified_gmt":"2018-08-28T20:59:15","slug":"estante-de-discos-a-esquecida-leny-eversong","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/08\/29\/estante-de-discos-a-esquecida-leny-eversong\/","title":{"rendered":"Estante de Discos: A esquecida Leny Eversong"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gal Costa - Sublime ( VIDEO OFICIAL )\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Yt0aPYAgF6o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Novos singles de Gal e Zizi<\/strong><br \/>\n<strong>Gal Costa<\/strong> apresentou mais um single do disco <strong>A pele do Futuro<\/strong>, esperado para 21 de setembro. Composi\u00e7\u00e3o de Dani Black, <em><strong>Sublime<\/strong> <\/em>\u00e9 uma deliciosa dance music cantada com paix\u00e3o. Mesmo sem o brilho de outrora, a baiana consegue uma \u00f3tima performance vocal nesta faixa que busca resgatar uma mem\u00f3ria e um saudosismo dos tempos de Dancin&#8217; Days. Junto com o single anterior, <em><strong>Palavras no Corpo<\/strong><\/em>, o novo disco da baiana promete ser mais interessante que o hiperestimado <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong>. Quem tamb\u00e9m lan\u00e7ou can\u00e7\u00e3o nova foi <strong>Zizi Possi<\/strong>. <em><strong>Amanhece<\/strong> <\/em>foi enviada por Ana Carolina e permaneceu na guardada num email por mais de um ano. <strong>Zizi<\/strong>, como de costume, d\u00e1 um banho de luxo \u00e0 delicad\u00edssima balada. O piano de Daniel Grajew, o viol\u00e3o de Vinicius Gomes e uma das mais belas vozes brasileiras. Ao fundo, nos teclados e e dire\u00e7\u00e3o o maestro Ruri\u00e1 Duprat. S\u00f3 isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AMANHECE (\u00c1udio Oficial)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FC9H_AH_B7w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Confira o depoimento de Zizi, enviado \u00e0 imprensa, sobre a faixa:<\/p>\n<p>\u201c<i>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, organizando meu computador, antes de deletar uma caixa de spams, n\u00e3o sei por qu\u00ea, resolvi abri-la e fui surpreendida com um e-mail da Ana Carolina que estava l\u00e1 h\u00e1 mais de um ano! Fiquei pasma e arrebatada com a m\u00fasica que havia no e-mail. Na \u00e9poca est\u00e1vamos, Jos\u00e9\u00a0<span class=\"il\">Possi<\/span>\u00a0Neto e eu, concebendo a dramaturgia musical que comporia o repert\u00f3rio do espet\u00e1culo &#8216;\u00c0 Flor da Pele&#8217;, e &#8216;Amanhece&#8217; entrou de cara no contexto dramat\u00fargico, expondo a fragilidade, o medo, a ang\u00fastia que sentimos quando a inseguran\u00e7a bate. E como Ana resolve o poema, decretando que s\u00f3 suportaria todas essas torturas internas at\u00e9 este exato momento, o momento da decis\u00e3o. Como o espet\u00e1culo fala exatamente disso, e a can\u00e7\u00e3o \u00e9 bel\u00edssima, acabou se tornando uma esp\u00e9cie de \u2018hino\u2019 do show<\/i>. <i>Ent\u00e3o, a vontade e os pedidos do p\u00fablico, me fizeram grav\u00e1-la<\/i>\u201d.<\/p>\n<p><strong>In\u00e9ditas de John Coltrane<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18863\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/unnamed.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/unnamed.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/unnamed-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/unnamed-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/unnamed-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nO selo Verve lan\u00e7ou este m\u00eas o disco duplo <strong>Both Directions<\/strong>, com sess\u00f5es in\u00e9ditas de <strong>John Coltrane<\/strong> ao lado de McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria). S\u00e3o 14 faixas in\u00e9ditas, nem todas batizadas. Entre as mais populares, <em><strong>Nature Boy<\/strong><\/em>, de Eden Ahbez. As sess\u00f5es foram feitas em 1963 no est\u00fadio do engenheiro de som Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs (Nova J\u00e9rsei). Rudy, sabem os jezzistas mais aficionados, \u00e9 uma lenda do g\u00eanero. Diferente de um bootleg, <strong>Both Directions<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um apanhado de sobras de est\u00fadio, mas um trabalho gravado, quase finalizado, que se manteve in\u00e9dito por 55 anos.<\/p>\n<p><strong>A esquecida Leny Eversong<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Leny Eversong - Jezebel (1957)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e-Yo-33ODUg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O Canal Brasil exibiu na \u00faltima segunda-feira, 27, o document\u00e1rio <strong>Leny, A Fabulosa<\/strong>, de Ney In\u00e1cio. Com depoimentos de Bibi Ferreira, Agnaldo Rayol e \u00c2ngela Maria, o filme conta a triste hist\u00f3ria da cantora <strong>Leny Eversong<\/strong>, um fen\u00f4meno dos anos 1950 que foi aplaudido por nomes como Frank Sinatra e Elvis Presley. Estouro no mercado internacional com seu grave potente, a cantora paulista &#8211; nascida em <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-18864\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Leny-300x434.jpg\" alt=\"\" width=\"357\" height=\"517\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Leny-300x434.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Leny-740x1071.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Leny-120x174.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Leny.jpg 757w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/>Santos no dia 1\u00b0 de setembro de 1920 e falecida em 29 de abril de 1984 &#8211; teve uma queda vertiginosa de popularidade quando seu marido sumiu durante a Ditadura Militar sem ter envolvimento (aparente) com nenhum movimento pol\u00edtico. Ele, literalmente, saiu pra comprar cigarros e n\u00e3o voltou. Tendo de abandonar a carreira para cuidar da fam\u00edlia, a artista viu seu nome ser apagado dos letreiros e da mem\u00f3ria nacional. O filme conta essa hist\u00f3ria de forma apressada, numa edi\u00e7\u00e3o sem muita criatividade que deixa a personagem chamar a aten\u00e7\u00e3o por si s\u00f3. N\u00e3o existe muito o que fazer quando <strong>Leny<\/strong> canta com seu fraseado, timbre e pot\u00eancia \u00fanicos. O ponto alto fica para a pesquisa de imagens que resgata v\u00eddeos rar\u00edssimos de v\u00e1rios programas de TV do Brasil e do mundo. Tudo que \u00e9 dito \u00e9 comprovado e surpreende em pouco mais de 1 hora de filme. A \u00fanica parte dispens\u00e1vel \u00e9 uma suposta rasteira dada por Wilson Simonal, que teria roubado da artista um programa de TV. Fica estranho falar de um cara que, falecido em 2000, n\u00e3o tem como se defender nem ningu\u00e9m que o fa\u00e7a. Por fim, em seu \u00faltimos momentos, <strong>Leny Eversong<\/strong> foi amargando, abandonando a m\u00fasica e, ao mesmo tempo, sofrendo com uma diabetes que a maltratou agressivamente e a fez perder as duas pernas. Quase nada dela est\u00e1 dispon\u00edvel em v\u00eddeo, disco ou mem\u00f3ria. <strong>Leny Eversong<\/strong>. Eis um nome <strong>que merece ser redescoberto.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Homenagem a Belchior<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ricardo Bacelar \u2013 V\u00edcio Elegante\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mM6-C-Hpq5c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Chegou ontem \u00e0s plataformas digitais um single in\u00e9dito do pianista cearense <strong>Ricardo Bacelar<\/strong>. <em><strong>V\u00edcio Elegante<\/strong><\/em> \u00e9 uma parceria com Belchior que batizou o pen\u00faltimo disco do sobralense, lan\u00e7ado em 1996. O que era um rock bem radiof\u00f4nico, virou uma balada erudita com cordas e piano. A instrumentista carioca D\u00e9lia Fischer foi convidada para escrever os arranjos de cordas e produzir a faixa que ganhou clipe dirigido por Nando Chagas. Com prepara\u00e7\u00e3o vocal de Felipe Abreu, \u00e9 o pr\u00f3prio <strong>Bacelar<\/strong> quem assume os vocais na nova vers\u00e3o desta que \u00e9 a \u00faltima letra in\u00e9dita gravada por Belchior. Em tempo: foi <strong>Ricardo Bacelar<\/strong> quem fez arranjos e dire\u00e7\u00e3o musical do disco <strong>V\u00edcio Elegante<\/strong>, uma pe\u00e7a pouco valorizada na discografia de Belchior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":74,"featured_media":18864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,42,90,132,145,152,673,337,1,426],"tags":[],"class_list":["post-18846","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ana-carolina","category-belchior","category-criticas","category-estante-de-discos","category-filmes","category-gal-costa","category-leny-eversong","category-ricardo-bacelar","category-sem-categoria","category-zizi-possi"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18846"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18846\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18868,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18846\/revisions\/18868"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}