{"id":19041,"date":"2018-10-18T11:54:54","date_gmt":"2018-10-18T14:54:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19041"},"modified":"2018-10-14T19:55:12","modified_gmt":"2018-10-14T22:55:12","slug":"moraes-moreira-de-cantor-a-cantador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/10\/18\/moraes-moreira-de-cantor-a-cantador\/","title":{"rendered":"Moraes Moreira, de cantor a cantador"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19042\" style=\"width: 5548px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19042\" class=\"size-full wp-image-19042\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1.jpg\" alt=\"\" width=\"5538\" height=\"3692\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1.jpg 5538w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/1-RBGS8977-1-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 5538px) 100vw, 5538px\" \/><p id=\"caption-attachment-19042\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Borges\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Camila Holanda\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moraes Moreira<\/strong> fez do gostar pela literatura de cordel um of\u00edcio. Apesar de ser uma influ\u00eancia antiga, o cantor, compositor e m\u00fasico passou a incorporar o g\u00eanero em seu trabalho musical e liter\u00e1rio apenas ultimamente. Nos palcos, ao celebrar os anos de conviv\u00eancia e a parceria dos Novos Baianos, narrou e narra a hist\u00f3ria do grupo antol\u00f3gico, recitando versos que encantam o p\u00fablico.<!--more--><\/p>\n<p>O compositor tamb\u00e9m chegou a escrever o livro <em>A Hist\u00f3ria dos Novos Baianos e Outros Versos<\/em>, em formato de cordel. Recentemente, o trabalho foi relan\u00e7ado e, logo depois, veio \u00e0 tona o novo disco <strong>Ser T\u00e3o<\/strong>, em que <strong>Moraes<\/strong>, aos 71 anos de idade, reafirma sua afinidade pelo g\u00eanero e mostra como se renova ap\u00f3s mais de cinco d\u00e9cadas de profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-19043 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/10\/capa2.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Ocupante da cadeira de n\u00famero 38 na Academia Brasileira da Literatura de Cordel, <strong>Moraes<\/strong> est\u00e1 fazendo uma passagem &#8220;de cantor para cantador&#8221;, como ele mesmo define na segunda faixa do novo disco. &#8220;E durante essa viagem\/O tempo que \u00e9 passador\/Vai me dar uma guarida\/E muitos anos de vida\/Na cantoria do amor&#8221;, canta o trovador. Como pano de fundo para esta metamorfose de <strong>Moraes<\/strong>, o cordel se fortalece no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No \u00faltimo 19 de setembro, o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) reconheceu a literatura de cordel como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial Brasileiro. &#8220;Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas pl\u00e1sticos, xilogravadores, e folheteiros, como s\u00e3o conhecidos os vendedores de livros, j\u00e1 podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel \u00e9 Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial Brasileiro&#8221;, anunciou o \u00f3rg\u00e3o. Uma demanda antiga se torna realidade, reconhecendo e resguardando o trabalho de centenas de brasileiros.<\/p>\n<p>Apesar de ter come\u00e7ado no Norte e no Nordeste do Pa\u00eds, contextualiza o Iphan em nota, o cordel hoje \u00e9 disseminado por todo o Brasil, principalmente, por causa do processo de migra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es. E Moraes explica um pouco dessa hist\u00f3ria em seu novo disco, na m\u00fasica <em><strong>Origem<\/strong><\/em>: &#8220;Cordel chegou, foi pra feira, mais tarde, pra academia&#8221;, narra, mostrando que a cultura popular outrora fadada \u00e0 informalidade se consolida com o passar do tempo. O fortalecimento do estilo se arvora em importantes fatores, como a cria\u00e7\u00e3o de uma Academia Brasileira da Literatura de Cordel (nos anos 1980), o reconhecimento pelo Iphan como patrim\u00f4nio, os diversos eventos que se disseminam pelo Pa\u00eds, al\u00e9m da resposta do mercado editorial, que tem publicado cada vez mais obras deste universo. O cordel deixa a pecha de ser considerado uma &#8220;arte menor&#8221;.<\/p>\n<p>Nesta passagem de cantor para cantador, amadurecida em <strong>Ser T\u00e3o<\/strong>, o trovador <strong>Moraes Moreira<\/strong> defende o estilo, sem deixar de lado os ritmos que o tornaram \u00edcone da m\u00fasica brasileira. No disco, al\u00e9m de assumir essa nova vertente &#8211; ora cantada, ora falada -, <strong>Moraes<\/strong> se entrela\u00e7a com outros estilos musicais, como o frevo, que aparece na \u00faltima faixa do disco, intitulada<em><strong> Alvorada dos Setenta<\/strong><\/em>. Em <em><strong>O Nordestino do S\u00e9culo<\/strong><\/em>, o baiano narra a vida de Luiz Gonzaga e fala da import\u00e2ncia do Rei do Bai\u00e3o como um &#8220;or\u00e1culo&#8217;, tudo isto ao som da sanfona de Rafael Menin\u00e3o. A balada <em><strong>Amor e Arte<\/strong> <\/em>\u00e9 a que mais tem cara de hit no disco, sendo uma can\u00e7\u00e3o mais redonda, como o grande p\u00fablico de <strong>Moraes<\/strong> est\u00e1 acostumado. &#8220;Da minha e da sua parte\/O todo se manifesta\/Fazemos amor e arte\/Nosso viver \u00e9 uma festa&#8221;, canta o baiano, com a caracter\u00edstica voz anasalada, acentuada com o passar do tempo.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3U6Abj8iO4g<\/p>\n<p>Em <strong>A Hist\u00f3ria dos Novos Baianos<\/strong>, <strong>Moraes<\/strong> conta que, durante a passagem pelo grupo, dedicou-se exclusivamente \u00e0 musicalidade, sendo cantor,compositor e instrumentista. A maior parte das letras musicadas por <strong>Moraes<\/strong> era assinada por Luiz Galv\u00e3o. Mas isto n\u00e3o impediu que o m\u00fasico desenvolvesse um trabalho em poesia. Pelo contr\u00e1rio. Desde a inf\u00e2ncia, de seu modo, o novo baiano sempre foi afeito aos versos, sabendo de cor poemas de Casemiro de Abreu, Olavo Bilac, Gon\u00e7alves Dias, Castro Alves e outros. O gostar foi ampliado na juventude, por influ\u00eancia do irm\u00e3o poeta. E, agora, o cordel deixa de ser um flerte na trajet\u00f3ria de Moraes, que j\u00e1 conta mais de 50 anos. Ele assume os versos como caminho fundamental de seu itiner\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ser-t\u00e3o<br \/>\n1a. <strong>Sambad\u00f4<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n1b. <strong>Deixa o P\u00e9 no Ch\u00e3o<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n2. <strong>De cantor pra cantador<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n3. <strong>Origens<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n4. <strong>I am the captain of my soul<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n5.<strong> Amor e arte<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n6. <strong>Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong> (Moraes Moreira)<br \/>\n7. O Nordestino do S\u00e9culo (Moraes Moreira)<br \/>\n8. <strong>Nas paradas<\/strong> (Armandinho\/Moraes Moreira)<br \/>\n9. <strong>Alvorada dos Setenta<\/strong> (Moraes Moreira)<\/p>\n<p><strong>Moraes Moreira &#8211; Ser T\u00e3o<\/strong><br \/>\n9 faixas<br \/>\nDiscobertas<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o m\u00e9dio:<\/strong> R$ 21,90<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camila Holanda\u00a0 Moraes Moreira fez do gostar pela literatura de cordel um of\u00edcio. 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