{"id":19144,"date":"2018-11-08T12:35:02","date_gmt":"2018-11-08T14:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19144"},"modified":"2018-11-08T12:44:38","modified_gmt":"2018-11-08T14:44:38","slug":"cantoras-celebram-clementina-de-jesus-no-cineteatro-sao-luiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/11\/08\/cantoras-celebram-clementina-de-jesus-no-cineteatro-sao-luiz\/","title":{"rendered":"Cantoras celebram Clementina de Jesus no Cineteatro S\u00e3o Luiz"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19145\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24.jpg\" alt=\"\" width=\"1121\" height=\"783\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24.jpg 1121w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24-300x210.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24-768x536.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24-740x517.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/FotoClementina24-120x84.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1121px) 100vw, 1121px\" \/>&#8220;Feita pra vadiar&#8221;, <strong>Clementina de Jesus da Silva<\/strong> (1901-1987) nasceu 13 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil. Da uni\u00e3o de uma parteira com um capoeirista, Quel\u00e9 &#8211; apelido adquirido desde cedo &#8211; n\u00e3o andou s\u00f3, definitivamente. Com ela, os ancestrais africanos, os cantos de trabalho e partido-alto, jongos e corim\u00e1s (caxambus) que, posteriormente, seriam apresentados &#8220;oficialmente&#8221; ao mundo por meio do encontro com o compositor e produtor carioca Herm\u00ednio Bello de Carvalho. Ap\u00f3s 31 anos de sua morte, Clementina continua sendo refer\u00eancia e reverenciada como uma aut\u00eantica Rainha Ginga.<!--more--><\/p>\n<p>Com estreia em fevereiro deste ano no Sesc Pompeia (SP), o show <strong>Rainha Quel\u00e9 &#8211; 30 Anos sem Clementina de Jesus<\/strong> chega a Fortaleza como atra\u00e7\u00e3o do projeto Sess\u00e3o Sonora deste domingo, 11, no Cineteatro S\u00e3o Luiz. A programa\u00e7\u00e3o, no entanto, inicia \u00e0s 16h30min com a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio <strong>Clementina de Jesus: Rainha Quel\u00e9<\/strong> (2012), do diretor <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/11\/08\/documentarista-werinton-kermes-fala-sobre-a-influencia-de-clementina-de-jesus-na-mpb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Werinton Kermes<\/a>, e d\u00e1 sequ\u00eancia com show reunindo as vozes poderosas de Paula Lima, Nega Duda, N\u00e3n\u00e3na da Mangueira e Karla da Silva.<\/p>\n<p>Rodrigo Campos (guitarra e cavaco) \u00e9 quem assina a dire\u00e7\u00e3o musical do espet\u00e1culo, que se completa com Maria Beraldo (clarinete e clarone), Maur\u00edcio Bad\u00e9 (percuss\u00e3o), Gian Correa (viol\u00e3o 7 cordas) e Bruno Marques (bateria). Chamada por muitos de M\u00e3e, <strong>Clementina de Jesus<\/strong>, na opini\u00e3o de Rodrigo, conseguiu trazer de forma mais leg\u00edtima a \u00c1frica para o Brasil, diferenciando-se dos demais artistas da \u00e9poca em decorr\u00eancia, sobretudo, de sua ancestralidade.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 como se o samba em <strong>Clementina<\/strong> ainda n\u00e3o tivesse passado pelo r\u00e1dio, pelas grandes transforma\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria. \u00c9 um samba que tem uma liga\u00e7\u00e3o muito forte e direta com a \u00c1frica. Talvez o Baden Powell e o Vinicius de Moraes criaram essa alcunha &#8216;afrosamba&#8217;, mas isso se aplicaria muito bem para a Clementina de uma forma at\u00e9 mais espont\u00e2nea, menos intelectual&#8221;. Carioca do sub\u00farbio de Madureira e crescida dentro de uma fam\u00edlia musical, Karla da Silva tem na figura de Quel\u00e9 uma de suas grandes inspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clementina De Jesus - Na Linha Do Mar\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r3zY7-wJVCc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma rainha! Eu acho que ela faz parte da &#8216;Sant\u00edssima Trindade&#8217; do samba (ao lado de Clara Nunes e Dona Ivone Lara), ent\u00e3o a influ\u00eancia dela \u00e9 enorme, muito sagrada e muito potente no que eu canto. Principalmente por ela tamb\u00e9m interpretar can\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 negritude, \u00e0 cultura de terreiro, aos orix\u00e1s&#8230; E isso tem muito a ver comigo. Eu e algumas pessoas, a gente a tem como um orix\u00e1 mesmo que est\u00e1 ali, que veio e que passou para deixar um legado forte e fundamental dentro da m\u00fasica brasileira e, sobretudo, do samba&#8221;, explicou a cantora, que j\u00e1 possui dois discos e um DVD lan\u00e7ados, al\u00e9m de ter chegado \u00e0 fase semifinal na primeira edi\u00e7\u00e3o do <em>The Voice Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>Nega Duda (de batismo, Ducinea), por sua vez, tem na semelhan\u00e7a vocal com <strong>Clementina<\/strong> um grande trunfo. &#8220;Canto desde crian\u00e7a samba de roda, cantigas do terreiro, mas profissionalmente s\u00f3 aos 37, quando viajei \u00e0 Fran\u00e7a e representei minha cidade (S\u00e3o Francisco do Conde\/BA) no Festival Printemps des Com\u00e9diens (2002). Depois, criei meu samba de roda aqui em S\u00e3o Paulo onde fa\u00e7o toda a linhagem do samba do Rec\u00f4ncavo Baiano. Clementina sempre foi minha musa&#8221;, resumiu ela, angoleira nascida num 13 de maio, que paralelamente possui um show completo em tributo a Quel\u00e9.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que essas efem\u00e9rides nos ajudam a priorizar algumas coisas que vamos deixando pelo caminho. A Clementina est\u00e1 presente na minha vida desde que eu aprendi a tocar e a minha rela\u00e7\u00e3o com esse show \u00e9 a de um m\u00fasico que tem uma admira\u00e7\u00e3o muito grande pelo trabalho dela e que est\u00e1 tendo a oportunidade de levar isso para o palco, de celebrar a obra da <strong>Clementina<\/strong>&#8220;, concluiu Rodrigo.<\/p>\n<p><strong>Sess\u00e3o Sonora: Rainha Quel\u00e9 &#8211; 30 Anos sem Clementina de Jesus<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> domingo, 11, \u00e0s 16h30min (filme) e 18h (show)<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Cineteatro S\u00e3o Luiz (rua Major Facundo, 500 \/ Pra\u00e7a do Ferreira &#8211; Centro)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). \u00c0 venda na bilheteria do local ou pelo site da <a href=\"http:\/\/www.tudus.com.br\/evento\/cineteatro-sao-luiz-sessao-sonora-rainha-quele?fbclid=IwAR0pfQhw6PltEGDmKZGJSPsk5cv6l_W8kP2UBFTlQWf2N-O4oHXLPYrXLYQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tudus<\/a><br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Feita pra vadiar&#8221;, Clementina de Jesus da Silva (1901-1987) nasceu 13 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil. 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