{"id":19163,"date":"2018-11-22T17:55:52","date_gmt":"2018-11-22T19:55:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19163"},"modified":"2018-11-22T17:55:52","modified_gmt":"2018-11-22T19:55:52","slug":"titas-se-inspiram-em-the-who-e-pink-floyd-e-lancam-a-opera-rock-12-flores-amarelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/11\/22\/titas-se-inspiram-em-the-who-e-pink-floyd-e-lancam-a-opera-rock-12-flores-amarelas\/","title":{"rendered":"Tit\u00e3s se inspiram em The Who e Pink Floyd e lan\u00e7am a \u00f3pera-rock 12 Flores Amarelas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19164\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"682\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas.jpg 1200w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas-300x171.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas-768x436.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas-740x421.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/titas-doze-flores-amarelas-120x68.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/>\u201cChorei por ter despeda\u00e7ado as flores que est\u00e3o no canteiro. Os pulsos, os punhos cortados, o resto do meu corpo inteiro\u201d. Quando lan\u00e7aram, em 1989, o hit <em><strong>Flores<\/strong><\/em>, os <strong>Tit\u00e3s<\/strong> eram oito, viviam o boom roqueiro dos anos 1980 e estavam satisfeitos lan\u00e7ando seguidos discos de sucesso. D\u00e9cadas depois, o rock j\u00e1 n\u00e3o vive um bom momento comercial e os tr\u00eas membros da forma\u00e7\u00e3o original que resistem \u00e0 frente da banda paulistana se veem obrigados a buscar novos rumos para seu trabalho em grupo.<\/p>\n<p>\u00c9 no meio desse cen\u00e1rio que surgiu <strong>12 Flores Amarelas<\/strong>, a primeira \u00f3pera-rock do Brasil com pretens\u00e3o de atingir o mainstream \u2013 sim, outras bandas reivindicaram a primazia nesta seara, mas passaram batidas pelo grande p\u00fablico. Com S\u00e9rgio Britto, Tony Bellotto e Branco Mello \u00e0 frente, o trabalho foi lan\u00e7ado em streaming, CD, DVD e, em breve, vir\u00e1 em LP. No palco, o trabalho estreou no semestre passado fazendo uma mistura de teatro e show com m\u00fasicas in\u00e9ditas feitas exclusivamente para o projeto.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cDepois do <em>Nheengatu<\/em> (2014), a gente conversou sobre o que poderia fazer e pensamos em uma \u00f3pera-rock. N\u00e3o tem nenhuma banda brasileira que tivesse feito. No meio da turn\u00ea, come\u00e7amos a planejar por que \u00e9 um projeto que exige uma hist\u00f3ria, exige compor m\u00fasicas do zero pra isso. Achamos que seria estimulante\u201d, conta o vocalista e baixista Branco Mello, que partiu atr\u00e1s de outras pessoas que pudessem somar ao projeto. A\u00ed chegaram o escritor Marcelo Rubens Paiva, que assina o texto, Hugo Possolo e Ot\u00e1vio Juliano, que assinam a dire\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tit\u00e3s - Doze Flores Amarelas (Ao Vivo)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p-B22aOVmiw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No palco, al\u00e9m da banda (que conta com o guitarrista Beto Lee e com o baterista Mario Fabre), tr\u00eas cantoras encarnam as protagonistas Maria A, Maria B e Maria C. \u201cA Y\u00e1s Werneck \u00e9 carioca, veio de um rap mais mel\u00f3dico, com uma voz linda. A Cyntia Mendes \u00e9 de Rond\u00f4nia e tem uma banda de rock em S\u00e3o Paulo. E a Corina Sabbas \u00e9 de Bras\u00edlia, vem de musicais, \u00e9 cantora e atriz\u201d, elenca Branco. A sele\u00e7\u00e3o das cantoras-atrizes foi feita a partir da opini\u00e3o de amigos e filhos dos <strong>Tit\u00e3s<\/strong>. Em seguida, eles montaram uns testes pra ver quem melhor se adequava ao trabalho. \u201cElas n\u00e3o se conheciam e a gente n\u00e3o as conhecia, mas foi super legal. Elas trouxeram as ideias, opini\u00f5es, a viv\u00eancia delas. A\u00ed come\u00e7amos a fazer mudan\u00e7as, adapta\u00e7\u00f5es no roteiro a partir do que elas diziam tamb\u00e9m\u201d, completa.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o feminina foi importante no trabalho que fala sobre um trio de jovens amigas que usam um aplicativo de celular, o Facilitador, para encontrarem uma festa bacana pra ir. Durante a noite, no entanto, elas s\u00e3o agredidas sexualmente e passam a ter que lidar com culpa, rejei\u00e7\u00e3o, gravidez, desejo de vingan\u00e7a e outras situa\u00e7\u00f5es. Os <strong>Tit\u00e3s<\/strong> fizeram 25 m\u00fasicas para <strong>12 Flores Amarelas<\/strong>, que conta ainda com narra\u00e7\u00f5es feitas por Rita Lee.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tit\u00e3s - Eu Sou Maria (Ao Vivo)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XqIcLP8C-ZI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Antes de virar um espet\u00e1culo completo, tr\u00eas faixas do 15\u00ba disco de est\u00fadio dos <strong>Tit\u00e3s<\/strong> foram apresentadas para o p\u00fablico durante o Rock In Rio 2017, curiosamente na mesma noite em que se apresentou o The Who, banda conhecida pelas lend\u00e1rias \u00f3peras-rock <em>Tommy<\/em> e <em>Quadrophenia<\/em>. \u201cNa minha mem\u00f3ria afetiva, o <em>Tommy<\/em> foi muito marcante por que tem o disco, o filme. \u00c9 uma coisa hist\u00f3rica, tenho um carinho. Mas o Pink Floyd (<em>The Wall<\/em>) foi mais forte pra mim. A gente estava levemente inspirado, mas acaba que a gente fez uma coisa muito diferente. A gente j\u00e1 estreou em cena. Antes de fazer o disco, come\u00e7ou o palco\u201d, explica Branco Mello contando que, agora, a banda estuda como vai ser a turn\u00ea do novo disco. \u201cNo DVD, \u00e9 um espet\u00e1culo fechado em si, foi gravado num teatro em Curitiba. Pra ele viajar, tem algumas particularidades como cen\u00e1rios, atores. Estamos planejando a turn\u00ea pra mar\u00e7o ou abril\u201d, adianta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-19165\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/unnamed.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"265\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/unnamed.jpg 265w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/unnamed-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/unnamed-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><\/p>\n<p><strong>Uma opini\u00e3o particular sobre 12 Flores Amarelas:<\/strong><br \/>\nExiste alguma ousadia em lan\u00e7ar uma \u00f3pera-rock numa \u00e9poca de playlists e singles avulsos. Mas se provocar para o novo \u00e9 algo que sempre esteve na mira dos <strong>Tit\u00e3s<\/strong>. Para driblar a forma\u00e7\u00e3o enxuta (dif\u00edcil resistirem a mais uma despedida), eles buscaram refor\u00e7os que lhe dessem seguran\u00e7a na empreitada. Ainda assim, o resultado parece ser mais forte como ideia do que como produto. <strong>12 Flores Amarelas<\/strong> toca em assuntos relevantes, mas soam pouco impactantes. Sem o peso esporrento de <strong>Cabe\u00e7a Dinossauro<\/strong> (ou mesmo <strong>Nheengatu<\/strong>), a banda poderia ter ousado mais na concep\u00e7\u00e3o sonora de um trabalho que \u00e9 mais um cap\u00edtulo na hist\u00f3ria do outrora octeto. Entre as 25 m\u00fasicas in\u00e9ditas do trabalho, voc\u00ea vai ouvir um Tit\u00e3s se esfor\u00e7ando para soar diferente, mas sem deixar de ser os Tit\u00e3s de sempre. Tanto que a maior parte do disco pode ser ouvido fora do conceito \u00f3pera sem muito preju\u00edzo. Uma balada de viol\u00f5es, como <em><strong>Nossa Bela Vida<\/strong><\/em>, ou a tristeza de <em><strong>Eu Sou Maria<\/strong><\/em> fogem um pouco a essa regra e justificam o projeto que, com duas doses a mais de ousadia, colocaria a banda de volta no seu lugar de vanguardista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cChorei por ter despeda\u00e7ado as flores que est\u00e3o no canteiro. Os pulsos, os punhos cortados, o resto do meu corpo inteiro\u201d. 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