{"id":19169,"date":"2018-11-28T19:46:19","date_gmt":"2018-11-28T21:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19169"},"modified":"2018-11-28T19:46:38","modified_gmt":"2018-11-28T21:46:38","slug":"djavan-lanca-disco-marcado-por-preocupacoes-sobre-os-tempos-de-polarizacao-e-violencia-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/11\/28\/djavan-lanca-disco-marcado-por-preocupacoes-sobre-os-tempos-de-polarizacao-e-violencia-no-mundo\/","title":{"rendered":"Djavan lan\u00e7a disco marcado por preocupa\u00e7\u00f5es sobre os tempos de polariza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia no mundo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19170\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan_vesuvio_capa-final_digital-2-740x661.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"661\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan_vesuvio_capa-final_digital-2-740x661.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan_vesuvio_capa-final_digital-2-300x268.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan_vesuvio_capa-final_digital-2-768x686.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan_vesuvio_capa-final_digital-2-120x107.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/>Reconhecido por embalar tantas hist\u00f3rias de amor, \u00e9 estranho saber que a primeira faixa lan\u00e7ada do novo disco de <strong>Djavan<\/strong> trata de guerras, tristezas e sonhos destru\u00eddos. \u201cVidas, fardos, meros dados. Incont\u00e1veis casos de desamor. Quanta dor, muita dor\u201d, diz <em><strong>Solitude<\/strong><\/em>, que apresentou <strong>Ves\u00favio<\/strong> ao p\u00fablico. Lan\u00e7ada no fim de setembro, a m\u00fasica em tom melanc\u00f3lico trouxe um lado do compositor alagoano preocupado com quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais n\u00e3o exclusivas do Brasil.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cA gente viveu um momento de muita polariza\u00e7\u00e3o, muita ebuli\u00e7\u00e3o no Brasil. E isso passou. Mas escrevi as m\u00fasicas nesse per\u00edodo\u201d, explica <strong>Djavan<\/strong>, por telefone. \u201cTentei fazer uma m\u00fasica apartid\u00e1ria, que falasse do Brasil e do mundo. N\u00e3o \u00e9 panflet\u00e1ria. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o bonita, cumpre seu papel\u201d, continua como quem quer minimizar o recado de <em><strong>Solitude<\/strong><\/em>. Mas o fato \u00e9 que a faixa causa estranhamento em versos como \u201cGuerra vende armas, mant\u00e9m cargos, destr\u00f3i sonhos, tudo de uma vez. Sensatez n\u00e3o tem vez\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Djavan - Solitude\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QB5_eldnerc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Depois de se pautar pela rela\u00e7\u00e3o familiar em <em>Vidas pra Contar<\/em> (2015), <strong>Ves\u00favio<\/strong> come\u00e7ou a nascer no in\u00edcio de 2018. As primeiras composi\u00e7\u00f5es vieram em janeiro e fevereiro, e <strong>Djavan<\/strong> entrou em est\u00fadio em mar\u00e7o para fechar as demais. As 13 faixas foram conclu\u00eddas em agosto. Com isso, o 24\u00ba disco do artista alagoano acompanhou o processo eleitoral tomar corpo, dar reviravoltas, acirrar opini\u00f5es e tomar contornos violentos. \u201cNada vai bem pra ningu\u00e9m nessa press\u00e3o\u201d, lamenta ele em <em><strong>Viver \u00e9 Dever<\/strong><\/em>, cuja pegada pop remete aos anos 1980 de bandas como R\u00e1dio T\u00e1xi. \u201cA reflex\u00e3o mais contida est\u00e1 em <em><strong>Solitude<\/strong><\/em>. \u00c9 mais uma coisa de contri\u00e7\u00e3o, \u00e9 a reflex\u00e3o sobre um momento que \u00e9 grave. N\u00e3o \u00e9 negativa a mensagem\u201d, compara o autor.<\/p>\n<p>Esse posicionamento mais cr\u00edtico, incomum na obra de <strong>Djavan<\/strong>, chega num momento em que arte e a cultura v\u00eam sendo tema de v\u00e1rios debates. Da legitimidade da lei Rouanet \u00e0 poss\u00edvel uni\u00e3o das pastas federais de Cultura e Educa\u00e7\u00e3o \u2013 ou at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o de um Minist\u00e9rio da Cultura \u2013, muitas discuss\u00f5es t\u00eam levado artistas a se posicionarem de forma mais objetiva. Embora tenha afirmado, em recente entrevista \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo, que nunca usou, nem vai usar recursos da Rouanet, <strong>Djavan<\/strong> pondera sobre a import\u00e2ncia da lei. \u201cO Pa\u00eds \u00e9 continental e a dificuldade de acesso a um evento cultural \u00e9 grande. A gente precisa facilitar isso. A gente precisa organizar fundos para que manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular, por exemplo, cres\u00e7am\u201d, explica. J\u00e1 sobre unir Cultura e Educa\u00e7\u00e3o num mesmo minist\u00e9rio: \u201cn\u00e3o acho que seja (uma proposta) positiva. Acho que deve existir uma ger\u00eancia que seja respons\u00e1vel com suas peculiaridades. Mas, como a gente ainda est\u00e1 no escuro, s\u00f3 nos resta aguardar\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19171\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/11\/djavan63556a.jpg 1344w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cA cultura, em qualquer povo, \u00e9 o que ratifica a identidade de uma civiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dos elementos de forma\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o mais fortes que existe. Um pa\u00eds que n\u00e3o a protege isso \u00e9 um pa\u00eds herege\u201d, conclui <strong>Djavan<\/strong> que procurou conforto nas ora\u00e7\u00f5es nesses momentos conturbados. \u201cEu fiquei o tempo inteiro rezando para que passasse. O que vem acontecendo n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio nem de elei\u00e7\u00e3o nem de per\u00edodo nenhum. Enfim, passou. Eu sempre mantive a esperan\u00e7a de que o resultado pudesse ser bom. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds rico, n\u00e3o temos cat\u00e1strofe natural. O que precisamos \u00e9 de uma administra\u00e7\u00e3o progressista. N\u00e3o podemos nos omitir sobre as quest\u00f5es do clima. Temos que ter uma agenda que seja urgente e bem colocada sobre o meio ambiente. A gente tem uma grande responsabilidade sobre o clima, mas n\u00e3o temos ainda esse n\u00edvel de comprometimento\u201d, comenta <strong>Djavan<\/strong> que tangencia o assunto em <em><strong>Orqu\u00eddea<\/strong><\/em>, faixa dedicada ao orquid\u00e1rio com 360 esp\u00e9cies que mant\u00e9m em Petr\u00f3polis, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Djavan - Ves\u00favio\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UkM0EKE74NY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E se a delicadeza da flor est\u00e1 presente em <strong>Ves\u00favio<\/strong>, o amor tamb\u00e9m tem seu espa\u00e7o. Mas ele tamb\u00e9m aparece em tons melanc\u00f3licos, tomados pelo desejo de que venham tempos melhores. S\u00e3o paix\u00f5es mal resolvidas (<em><strong>Um quase amor<\/strong><\/em>), fins amargos (<em><strong>M\u00e3os dadas<\/strong><\/em>), inseguran\u00e7as iniciais (<em><strong>Ves\u00favio<\/strong><\/em>) e o medo da solid\u00e3o (<em><strong>Tenho medo de ficar s\u00f3<\/strong><\/em>). Perto de completar 70 anos (no pr\u00f3ximo 29 de janeiro), o compositor de <em>Meu Bem Querer<\/em> e <em>Eu te devoro<\/em> admite em <em><strong>Cedo ou Tarde<\/strong><\/em> que \u201cquem manda \u00e9 o medo. A hora \u00e9 impr\u00f3pria pra sorrir\u201d. Mas esse tempo vai passar e <strong>Djavan<\/strong> estar\u00e1 ali para retratar o novo tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecido por embalar tantas hist\u00f3rias de amor, \u00e9 estranho saber que a primeira faixa lan\u00e7ada do novo disco de Djavan trata de guerras, tristezas e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":19170,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,105,129,283],"tags":[],"class_list":["post-19169","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-djavan","category-entrevistas","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19169"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19175,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19169\/revisions\/19175"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}