{"id":19186,"date":"2018-12-05T15:28:51","date_gmt":"2018-12-05T17:28:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19186"},"modified":"2018-12-04T19:32:04","modified_gmt":"2018-12-04T21:32:04","slug":"ricardo-bezerra-desnuda-maraponga-e-lembra-historias-do-album-que-completa-40-anos-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/12\/05\/ricardo-bezerra-desnuda-maraponga-e-lembra-historias-do-album-que-completa-40-anos-em-2018\/","title":{"rendered":"Ricardo Bezerra desnuda Maraponga e lembra hist\u00f3rias do \u00e1lbum que completa 40 anos em 2018"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ricardo Bezerra - Maraponga (1978) [Full Album \/ Completo] arr. Hermeto Pascoal\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j60uXqR-QcI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Nesta quinta-feira, 6, o Cineteatro S\u00e3o Luiz vai receber, em \u00fanica apresenta\u00e7\u00e3o, uma <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/12\/04\/show-marca-os-40-anos-do-disco-maraponga-de-ricardo-bezerra\/\">homenagem<\/a> ao disco <strong>Maraponga<\/strong>. Joia mais rara do cancioneiro cearense, o disco nasceu por esfor\u00e7o de Fagner, quando este j\u00e1 gozava de um certo prest\u00edgio entre as gravadoras grandes do Brasil. A proposta era mostrar as composi\u00e7\u00f5es de <strong>Ricardo Bezerra<\/strong>, ent\u00e3o jovem arquiteto cearense que tamb\u00e9m fazia parte daquela turma bo\u00eamia que frequentava o centro acad\u00eamico da Universidade Federal do Cear\u00e1, o Bar do An\u00edsio, a TV Cear\u00e1 e todos aqueles ambientes frequentados pela turma que, depois, veio a ser tratada como Pessoal do Cear\u00e1.<!--more--><\/p>\n<p>Nas palavras do pr\u00f3prio compositor, ele era um &#8220;lado b&#8221; da turma, mas foi respons\u00e1vel por pelo menos um cl\u00e1ssico onipresente da turma, <em><strong>Cavalo Ferro<\/strong><\/em>. Seja A ou B, <strong>Ricardo Bezerra<\/strong> foi respons\u00e1vel por um \u00e1lbum rar\u00edssimo e de uma qualidade sonora impactante. Segundo ele, o respons\u00e1vel pela qualidade da obra foi Raimundo Fagner, que o convidou para o projeto e ainda trouxe Hermeto Pascoal para escrever os arranjos. O resultado \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as inclassific\u00e1veis que misturam influ\u00eancias dos cantos mais distantes da m\u00fasica. Ali no \u00e1lbum eles parecem mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19189\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-740x745.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"745\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-740x745.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-300x302.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-768x773.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga-120x121.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Contra-Capa-Maraponga.jpg 1344w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/>Pr\u00f3ximo de completar seus 70 anos, Ricardo Bezerra me recebeu em sua &#8220;Gaudincha&#8221;, como chama seu lugar de cria\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o na Cidade 2000. &#8220;Gaudincha&#8221;, a prop\u00f3sito, \u00e9 uma mistura de Antoni Gaud\u00ed com Garrincha, parta deixar claras as influ\u00eancias que se misturam naquele espa\u00e7o repleto de quadros, livros, lembran\u00e7as, cheiro de caf\u00e9 e afetos. Por mais de uma hora, ele contou as hist\u00f3rias que o levaram e o tiraram da carreira art\u00edstica. Acompanhando essa conversa, a cantora Mona Gadelha n\u00e3o escondeu sua admira\u00e7\u00e3o pelo compositor e seu disco, <strong>Maraponga<\/strong>. &#8220;Um disco que, 40 anos depois, a gente escuta com o mesmo frescor, a mesma emo\u00e7\u00e3o, a mesma alegria. Eu tenho ouvido muito o disco e \u00e9 incr\u00edvel por que, cada vez que voc\u00ea escuta, voc\u00ea descobre nuances. \u00c9 sensacional&#8221;, avalia ela.<\/p>\n<p>E, sem querer esconder nada, Ricardo foi dissecando o disco de 1978 faixa a faixa. &#8220;<em><strong>Maraponga<\/strong><\/em> \u00e9 uma m\u00fasica que eu fiz no viol\u00e3o e que eu tocava de uma maneira muito simpl\u00f3ria e que o Hermeto fez aquela beleza, criou aquelas cordas, harmonias&#8221;, lembra ele sobre cinematogr\u00e1fica faixa de abertura com suas cascatas de cordas, piano ao alto e clima de mata fechada ao amanhecer. As imagens provocadas pela composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o por acaso, j\u00e1 que todo o \u00e1lbum \u00e9 dedicado ao s\u00edtio em que ele morava com a esposa, Bete Dias, nos idos dos anos 1970. Por l\u00e1 passaram alguns dos mais importantes nomes da m\u00fasica cearense e brasileira, como Patr\u00facio Maia, Gonzaguinha, Z\u00e9 Ramalho e Rita Lee. &#8220;Era uma casa que, pela presen\u00e7a do Fagner, toda essa turma ia l\u00e1.\u00a0Teve um r\u00e9veillon celeb\u00e9rrimo em que estavam Z\u00e9 Ramalho, Belchior&#8230;\u00a0Quem frequentava muito era o H\u00e9lio Rola, munido de tintas, e pintava e desenhava, e a \u00c2ngela Linhares, que foi minha parceira durante uma \u00e9poca&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19190\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/RB7-e1543958672750-740x538.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"538\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/RB7-e1543958672750-740x538.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/RB7-e1543958672750-300x218.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/RB7-e1543958672750-768x558.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/RB7-e1543958672750-120x87.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>A segunda m\u00fasica do disco \u00e9 Cobra, faixa de estreia dos compositores Alano Freitas e Est\u00e9lio Valle. &#8220;\u00c9 a \u00fanica que n\u00e3o \u00e9 minha. Eu tive esse insight, que \u00e9 uma coisa que o Fagner tamb\u00e9m tem, que \u00e9 pegar uma m\u00fasica dizer &#8216;essa m\u00fasica tem futuro. \u00c9 bonita e vamos trabalhar em cima dela&#8217;. Eu tenho a honra de ter gravado a primeira m\u00fasica do Est\u00e9lio e do Alano. \u00c9 uma m\u00fasica emblem\u00e1tica&#8221;, comenta Ricardo, antes de passar para a pr\u00f3xima, La Condessa, que ganhou lindos vocais de Amelinha. &#8220;Foi uma m\u00fasica que surgiu de um colega nosso, estudante de medicina, amigo de Belchior, Ribamar Vaz. Ele ia muito l\u00e1 em casa, onde tinha um piano. Ele tinha um teminha, que \u00e9 o refr\u00e3o de La Condessa. Eu desenvolvi outra parte e colocamos sobre uma letra do Brand\u00e3o. A letra do Brand\u00e3o \u00e9 de uma eleg\u00e2ncia. Mas houve uma falha no disco que n\u00e3o saiu o nome do Ribamar Vaz. Isso foi um vexame muito grande&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>Em seguida vem Celebra\u00e7\u00e3o: &#8220;Eu tinha uma outra m\u00fasica, essa feita ao piano, que era Celebra\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio nome j\u00e1 diz, parece m\u00fasica para uma cerim\u00f4nia, um casamento. Uma m\u00fasica meio rom\u00e2ntica demais. Ele (Hermeto) tamb\u00e9m fez um arranjo muito bonito&#8221;. E para fechar o lado A de Maraponga, entrou <em><strong>Sete Cidades<\/strong><\/em>, que, assim como a anterior, \u00e9 instrumental. &#8220;Era uma m\u00fasica muito simples minha, instrumental. A melodia era muito simples, inclusive repetitiva. A\u00ed o Fagner botou o Sivuca pra fazer um solo. O Sivuca simplesmente arrasou, fez de primeira. Como a m\u00fasica era muito modular, ele criou um solo que deu um corpo. Depois eu percebi que eu n\u00e3o fiz uma m\u00fasica, fiz a base e o Sivuca botou o solo. Tanto que, quando foram transcrever para editar, os caras transcreveram a melodia do Sivuca&#8221;, ri sem problemas com o assunto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19191\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258-740x519.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"519\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258-740x519.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258-300x211.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258-768x539.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258-120x84.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/IMG_0258IMG_0258.jpg 1398w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>O lado B de <strong>Maraponga<\/strong> come\u00e7a com outro tema instrumental, <em><strong>Gitana<\/strong><\/em>. &#8220;Como eu j\u00e1 tinha o piano mais treinadinho nessa, o Hermeto deixou eu tocar. Em <em><strong>Sete Cidades<\/strong><\/em> eu tamb\u00e9m fiz&#8221;, lembra Ricardo que vem de uma fam\u00edlia de apreciadores de m\u00fasica (\u00e9 primo de Maur\u00edcio Maestro, do Boca Livre) chegou a estudar com Orlando Leite e a m\u00e3e aspirava que ele fosse um &#8220;novo Jacques Klein&#8221;. A faixa seguinte \u00e9 uma das mais marcantes do cancioneiro cearense e ganhou vers\u00f5es diferentes no \u00e1lbum de estreia de Fagner e em <em>Meu Corpo Minha Embalagem Todo gasto na Viagem<\/em>. <em><strong>Cavalo Ferro<\/strong><\/em> nasceu de uma conversa no An\u00edsio quando Fagner, voltando de Bras\u00edlia, contou de sua viagem de \u00f4nibus. &#8220;Ele chegou e a gente foi no An\u00edsio de noite. L\u00e1 era uma zorra, uma misturada enorme, com todo mundo falando, bebendo e tocando ao mesmo tempo. Eu ouvi aquela hist\u00f3ria, o\u00a0gar\u00e7om passou, eu pediu um papel e a letra saiu na hora.\u00a0No dia seguinte, 8 horas da manh\u00e3, o Fagner liga dizendo &#8216;fiz a m\u00fasica&#8217;. Ele deve ter passado a noite fazendo e o\u00a0ajuste, no final, foi m\u00ednimo&#8221;, lembra. Sobre a grava\u00e7\u00e3o, Ricardo conta: &#8220;foi hil\u00e1ria essa grava\u00e7\u00e3o. Pra gente era uma surpresa o que o Hermeto iria fazer. O Fagner tocou pra ele bem ligeirinho a melodia e o Hermeto saiu pra tr\u00e1s do biombo onde ficava o piano. A gente ouviu uma zoada que era o trote do cavalo e a gente esperando, at\u00e9 que ele deu uma deixa e a gente entrou cantando. Foi tudo de uma vez. Do jeito que foi feito, ficou. Na calor da emo\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Em seguida vem outra can\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica, <em><strong>Manera fru-fru Manera<\/strong><\/em>, cujo t\u00edtulo j\u00e1 gerou in\u00fameras hist\u00f3rias. Ricardo conta a dele.\u00a0Quem \u00e9 Fru Fru? &#8220;Eu j\u00e1 disse algumas vezes e me arrependi, por que tira o encanto da minha inspira\u00e7\u00e3o. Na hora que eu conto a hist\u00f3ria, eu fixo na minha vers\u00e3o. Acho mais interessante que cada um fa\u00e7a sua interpreta\u00e7\u00e3o. Mas express\u00e3o eu tirei de um filme de chanchada, com o Grande Otelo e uma copeira, que era uma morenona linda. Ele baixinho e fazia uma gra\u00e7a com ela e ela dava um desaforo. Ele se virava e dizia &#8216;manera Fru Fru, manera&#8217;. A letra n\u00e3o tem nada a ver com filme, foi s\u00f3 a deixa para o verso&#8221;. E gerou uma m\u00fasica que s\u00f3 poderia ganhar a voz de Fagner e chegou a batizar seu disco de estreia. &#8220;\u00c9 uma m\u00fasica fac\u00edlima, \u00e9 Mi Maior direto. Aqui e acol\u00e1, ela vai prum Sol, um R\u00e9, e volta por Mi. O Hermeto perguntava: &#8216;essa m\u00fasica n\u00e3o muda de tom n\u00e3o?&#8217; E ele faz um malabarismo enormes (no arranjo) pra tirar a monotonia da m\u00fasica. Ele inventa as cordas pra cima e pra baixo. Ouvindo, parece uma onda, como se voc\u00ea estivesse no mar. O Fagner \u00e9 quem interpreta e eu estou lado s\u00f3 pra dar um apoio&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_19192\" style=\"width: 493px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19192\" class=\"wp-image-19192\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales-740x1110.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"725\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Ricardo-Bezerra-e-a-LP-Maaponga-by-Maira-Sales.jpg 922w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><p id=\"caption-attachment-19192\" class=\"wp-caption-text\">Ricardo Bezerra ouve seu disco na Gaudincha<\/p><\/div>\n<p>Mais sobre <em><strong>Manera fru-Fru Manera<\/strong><\/em>: &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma m\u00fasica pr\u00e1tica, execut\u00e1vel, \u00e9 quase um teatro. Tanto que eu tive vontade de transform\u00e1-la numa opereta.\u00a0Ela fala de uma mulher que vem do interior e que se prostitui por falta de op\u00e7\u00e3o, e vive aquela vida de pecado. Mas, quando chega na sua idade mais adulta, se arrepende de todo o pecado madaleniano, se espiritualiza e se transforma na Centauro Fru Fru.\u00a0Tem quem acha que \u00e9 uma drag queen&#8221;.\u00a0E <strong>Maraponga<\/strong> encerra com um tema introspectivo, nascido ali na hora, que s\u00f3 poderia ganhar o nome de <em><strong>Improviso<\/strong><\/em>. &#8220;Essa entrou por que n\u00e3o tinha mais nenhuma. Tava muito curto o disco, n\u00e3o tinha preparado mais nada. Chamou o Robertinho, que come\u00e7ou a fazer um ponteio e eu comecei a fazer um improviso&#8221;, lembra Ricardo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 6, o Cineteatro S\u00e3o Luiz vai receber, em \u00fanica apresenta\u00e7\u00e3o, uma homenagem ao disco Maraponga. 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