{"id":19204,"date":"2018-12-21T20:19:40","date_gmt":"2018-12-21T22:19:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19204"},"modified":"2018-12-21T20:20:11","modified_gmt":"2018-12-21T22:20:11","slug":"edson-cordeiro-tenta-recuperar-popularidade-com-bem-na-foto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2018\/12\/21\/edson-cordeiro-tenta-recuperar-popularidade-com-bem-na-foto\/","title":{"rendered":"Edson Cordeiro tenta recuperar popularidade com Bem na Foto"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19237\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/12\/Capa-Bem-na-Foto.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>Quem acompanha <strong>Edson Cordeiro<\/strong> nas redes sociais certamente viu nascer e crescer seu mais novo disco. Produzido por Franco J\u00fanior, como ele fazia quest\u00e3o de repetir, <strong>Bem Na Foto<\/strong> \u00e9 o primeiro disco de in\u00e9ditas do cantor de Santo Andr\u00e9 (SP) que h\u00e1 uns bons anos trocou o Brasil pela Alemanha, onde casou e mant\u00e9m uma agenda regular de elegantes apresenta\u00e7\u00f5es &#8211; todas compartilhadas com frequ\u00eancia.<!--more--><\/p>\n<p>Mais que uma saudade do seu pa\u00eds natal, acredito que a a\u00e7\u00e3o nas redes sociais seja uma forma de n\u00e3o fazer os f\u00e3s esquecerem o nome de um int\u00e9rprete soberbo que come\u00e7ou a chamar aten\u00e7\u00e3o nos anos 1990 dentro de uma gera\u00e7\u00e3o que foi abra\u00e7ada pelo r\u00f3tulo do &#8220;ecl\u00e9tico&#8221;. Quando, em 1992, <strong>Cordeiro<\/strong> colocou seus agudos inacredit\u00e1veis a servi\u00e7o de um repert\u00f3rio que tinha Rolling Stones, Nina Hagen e Chico Buarque, muitos olhares se voltaram para ele.<\/p>\n<p>O pique se manteve num segundo disco &#8211; que trouxe \u00f3timas releituras de Aretha Franklin, Dalva de Oliveira e Raul Seixas &#8211; e atingiu seu \u00e1pice quando <strong>Edson<\/strong> abordou cl\u00e1ssicos das discotecas. Ele vendeu feito \u00e1gua e emendou requentou a ideia por quatro discos. O primeiro, <strong>Clubbing<\/strong> (1998), \u00e9 curioso enquanto o segundo, <strong>Disco Clubbing &#8211; Ao Vivo<\/strong> (1998), fez o cantor rodar o Brasil muitas vezes num show pra l\u00e1 de divertido.<\/p>\n<p>Da\u00ed em diante,<strong> Edson Cordeiro<\/strong> parece ter se desiludido com as exig\u00eancias do sucesso abrindo m\u00e3o de qualquer facilidade. Os cap\u00edtulos que v\u00eam a seguir s\u00e3o oscilantes e marcam um distanciamento do int\u00e9rprete com o Brasil e com a popularidade, ao mesmo tempo em que buscou manter o ecletismo na voz aben\u00e7oada que vai do erudito ao popular, passando pelo jazz.<\/p>\n<p>O ponto alto desses tempos de distanciamento \u00e9 a parceria com o trio Klazz Brothers. O disco que eles fizeram juntos \u00e9 um festival de maravilhas, que mistura <em>Garota de Ipanema<\/em>, <em>Miss Celie&#8217;s Blues<\/em> e com <em>My way<\/em> com a \u00f3pera <em>Carmen<\/em> e <em>Creole Love Call<\/em>. Infelizmente, a parceria que mostra <strong>Edson Cordeiro<\/strong> oferecendo o seu melhor como int\u00e9rprete cheio de intelig\u00eancia, fluidez e talento s\u00f3 foi lan\u00e7ado na Europa (apesar de estar dispon\u00edvel nas plataformas de streaming).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Edson Cordeiro - Tudo no meu p\u00e9\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_4aN5pUiawM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E diante desse monumento musical dividido com um trio de jazz, <strong>Bem na Foto<\/strong> parece mais um esfor\u00e7o de soar popular. H\u00e1 muitas ideias in\u00e9ditas na obra do cantor de 51 anos, mas elas acabam soando aqu\u00e9m do que poderiam. Come\u00e7a que ele canta mais grave, deixando de lado um brilho raro que ele extrai dos agudos sempre l\u00edmpidos. E as m\u00fasicas soam muito redondinhas, facinhas, sem aquele tempero pulsante dos discos de estreia.<\/p>\n<p><strong>Bem na Foto<\/strong> tem samba rock (<em><strong>Tudo no meu P\u00e9<\/strong><\/em> e a faixa-t\u00edtulo), reggae (<em><strong>Mimado<\/strong><\/em>), balada clubber (<em><strong>\u00c9 o que N\u00e3o \u00e9<\/strong><\/em>), rap com pegada roqueira (<em><strong>Lux in Tenebris<\/strong><\/em>) e outros ritmos. Cada composi\u00e7\u00e3o tem seu apelo, mas parece que a todas falta alguma coisa. Talvez seja a certeza que <strong>Edson Cordeiro<\/strong> teve em outros momentos de que n\u00e3o \u00e9 um cantor popular.<\/p>\n<p>Os dois momentos que chamam mais aten\u00e7\u00e3o em <strong>Bem na Foto<\/strong> podem confirmar isso. <strong>A estrada e o Salto<\/strong> mistura bateria eletr\u00f4nica com uma orquestra de cordas para emoldurar o canto doce do cantor falando sobre o caminhar da vida de artista e suas transforma\u00e7\u00f5es. Tem ainda <strong>Que Tiro \u00e9 esse?<\/strong>, um samba can\u00e7\u00e3o que versa sobre a viol\u00eancia cotidiana das grandes cidades.<\/p>\n<p>Servir \u00e0s regras do mercado n\u00e3o deve ter sido uma experi\u00eancia agrad\u00e1vel para <strong>Edson Cordeiro<\/strong>. A popularidade do in\u00edcio da carreira deve ter lhe dado muito, mas n\u00e3o deve ter sido compreens\u00edvel quando ele quis apresentar outras ideias menos rent\u00e1veis. Talvez hoje, morando no exterior, ele consiga manter uma agenda de apresenta\u00e7\u00f5es no n\u00edvel de sua sofistica\u00e7\u00e3o para um p\u00fablico mais aberto a isso. Talvez <strong>Bem Na Foto<\/strong> seja uma vontade de voltar a tocar no Brasil, uma vez que um disco de fado e um trio de jazz chamaria pouca aten\u00e7\u00e3o por aqui. Talvez, talvez, talvez&#8230; Certeza mesmo \u00e9 que ele mant\u00e9m uma voz soberba e que sempre vai gerar curiosidade saber o que ele anda fazendo com ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acompanha Edson Cordeiro nas redes sociais certamente viu nascer e crescer seu mais novo disco. 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