{"id":19251,"date":"2019-01-07T16:50:23","date_gmt":"2019-01-07T18:50:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19251"},"modified":"2019-01-07T16:55:47","modified_gmt":"2019-01-07T18:55:47","slug":"planos-projetos-e-expectativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/01\/07\/planos-projetos-e-expectativas\/","title":{"rendered":"Planos, projetos e expectativas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19261\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19261\" class=\"wp-image-19261 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/01\/OI_SIM-8288-740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/01\/OI_SIM-8288-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/01\/OI_SIM-8288-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/01\/OI_SIM-8288-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/01\/OI_SIM-8288-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-19261\" class=\"wp-caption-text\">Imagem do Espa\u00e7o Lab S\u00f4nica, no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, onde diversos artistas fizeram pequenas apresenta\u00e7\u00f5es e apresentaram seus trabalhos no pitching (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<ul>\n<li>O rep\u00f3rter viajou a convite da Oi Futuro<\/li>\n<\/ul>\n<p>No dia 7 de dezembro \u00faltimo, estive no Centro Cultural S\u00e3o Paulo para acompanhar parte da programa\u00e7\u00e3o da Semana Internacional de M\u00fasica de S\u00e3o Paulo. Mesmo tendo sido uma passagem breve, realizada a convite da Oi Futuro, a experi\u00eancia de passar por ali foi bastante enriquecedora dado o volume de ideias que circulou naquele espa\u00e7o.<!--more--><\/p>\n<p>Num dia nublado e com os compromissos da sisuda capital paulista a pleno vapor, circularam por ali desde a manh\u00e3 at\u00e9 o fim da tarde (quando sa\u00ed em dire\u00e7\u00e3o ao aeroporto) muitos m\u00fasicos, gestores, jornalistas, produtores, curiosos e aleat\u00f3rios. A pr\u00f3pria estrutura do centro Cultural S\u00e3o Paulo favorece essa presen\u00e7a m\u00faltipla uma vez que, assim como nosso Centro Drag\u00e3o do Mar, ele \u00e9 aberto em muitos sentidos podendo ser um local de paragem ou passagem<\/p>\n<p>Foi nesse cen\u00e1rio que ouvi uma conversa da jornalista Lorena Cal\u00e1bria com o secret\u00e1rio municipal de cultura de S\u00e3o Paulo Andr\u00e9 Sturm falando sobre sua experi\u00eancia de gest\u00e3o, or\u00e7amentos, projetos e a t\u00e3o celebrada Virada Cultural Paulista. Muito interessante tamb\u00e9m foi uma exposi\u00e7\u00e3o de Marc Wohlrabe, representante da Clubcommission Berlin, uma associa\u00e7\u00e3o de clubes, festas e eventos culturais da capital alem\u00e3. Por cerca de uma hora, ele exp\u00f4s de que forma uma organiza\u00e7\u00e3o de bares tornou-se uma entidade pol\u00edtica capaz de mobilizar jovens em campanhas contra Aids, preconceito e desmandos pol\u00edticos num pa\u00eds se reestruturando ap\u00f3s a queda do muro de Berlim.<\/p>\n<p>A perspectiva de Wohlrabe sobre a Clubcommission Berlin vai muito al\u00e9m da festa e do lucro com baladas. Os bares e clubes associados tornaram-se tamb\u00e9m espa\u00e7os de liberdade para uma juventude que desejava se manifestar art\u00edstico, sexual e politicamente. Sendo sim o espa\u00e7o agregador, aqueles locais tornaram-se tamb\u00e9m s\u00edmbolo de liberdade de express\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o para essas express\u00f5es.<\/p>\n<p>Dentro da programa\u00e7\u00e3o do Sim, tamb\u00e9m est\u00e3o os pitchings, pequenos shows onde os artistas exp\u00f5em seus trabalhos para produtores, jornalistas, donos de selo e para o pequeno p\u00fablico que vai conferir, e shows maiores realizados em casas de shows pela cidade. Ainda no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, que conheci o trabalho de <strong>Nat\u00e1lia Matos<\/strong>, cantora e compositora de Bel\u00e9m, Par\u00e1, radicada em S\u00e3o Paulo. Formada em Arquitetura, ela se divide com a m\u00fasica desde 2012. Tem dois discos lan\u00e7ados, sendo o segundo, <strong>N\u00e3o Sei Fazer Can\u00e7\u00e3o de Amor<\/strong> (2017), um trabalho onde se revela compositora e que contou com os toques do produtor Carlos Eduardo Miranda.<\/p>\n<p>Nat\u00e1lia conheceu Miranda pouco antes de montar o disco, o que acabou resultando num trabalho mais pop que o anterior, <strong>Nat\u00e1lia Matos<\/strong> (2014). &#8220;O Par\u00e1 est\u00e1 em alta, ent\u00e3o h\u00e1 um olhar para esse trabalho. Mas minha m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 o que se espera do Par\u00e1&#8221;, comenta ela que tem planos de lan\u00e7ar novo clipe, EP e shows.\u00a0Se S\u00e3o Paulo \u00e9 pra onde v\u00e3o todos os artistas que buscam novas oportunidades, \u00e9 tamb\u00e9m uma terra para corajosos. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil por que \u00e9 mais gente produzindo, mas \u00e9 mais gente pra come\u00e7ar&#8221;, conta a cantora que est\u00e1 em &#8220;stand by&#8221; para saber como o Brasil vai se relacionar com sua cultura durante o governo Bolsonaro. &#8220;Vamos ter que criar alternativas para continuar existindo. A m\u00fasica \u00e9 o caminho que escolhi para me comunicar com o mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Essa vontade de seguir tocando \u00e9 tamb\u00e9m o que move a banda <strong>Alaska<\/strong>. Segundo Nicolas Csiky, baterista do quinteto paulistano, muitas dificuldades rondam quem decide trabalhar com m\u00fasica, mesmo na Meca S\u00e3o Paulo. &#8220;Existe uma dificuldade estrutural. S\u00e3o muitas casas fechando o tempo todos e falta essa produ\u00e7\u00e3o cultural para quem est\u00e1 come\u00e7ando&#8221;, aponta relativizando que tamb\u00e9m \u00e9 uma cidade com uma oferta de shows ainda grande, com muito networking e acesso f\u00e1cil a essa produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Formado por Andr\u00e9 Ribeiro (voz, teclados e guitarra), Andr\u00e9 Raeder (guitarra), Vitor Dechem (teclados, voz e guitarra), Wallace Schmidt (baixo), al\u00e9m de Nicolas, a banda come\u00e7ou em 2012 e lan\u00e7ou um primeiro EP no ano seguinte, &#8220;que eu nem gosto&#8221;, assume o baterista. Dois singles depois, o primeiro disco cheio veio em 2015, o <strong>Onda<\/strong>, que circulou por 17 cidades brasileiras. Um segundo disco foi lan\u00e7ado em 2018, com um t\u00edtulo que resume muito sobre muita coisa: <strong>Ningu\u00e9m Vai Ouvir<\/strong>. &#8220;O nome do disco faz refer\u00eancia ao mercado t\u00e3o nichado que, sem muita estrutura, \u00e9 dif\u00edcil as pessoas ouvirem mesmo. Mas o disco fala tamb\u00e9m sobre rela\u00e7\u00f5es pessoais, solid\u00e3o, internet&#8221;, explica Nicolas.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, enquanto a cearense Soledad apresentava seu pocket show no Sim, conversei com Daniel Peixoto. S\u00e3o Paulo j\u00e1 \u00e9, em partes, sua casa. &#8220;Tem uma cena que vai e volta e existe uma abertura para artistas de v\u00e1rios lugares aqui. Estou trabalhando pra fortalecer essa cena&#8221;, explica o cantor acrescentando que tudo o que acontece na cidade \u00e9 por conta dessa movimenta\u00e7\u00e3o, dessa cena. Para ele, 2019 ainda \u00e9 um inc\u00f3gnita, mas a torcida \u00e9 pelo melhor. &#8220;Sou otimista, s\u00f3 espero n\u00e3o ser privado ne podado&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rep\u00f3rter viajou a convite da Oi Futuro No dia 7 de dezembro \u00faltimo, estive no Centro Cultural S\u00e3o Paulo para acompanhar parte da programa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19251"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19251\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19264,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19251\/revisions\/19264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}