{"id":1926,"date":"2010-10-20T07:08:07","date_gmt":"2010-10-20T10:08:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=1926"},"modified":"2022-01-05T21:06:44","modified_gmt":"2022-01-06T00:06:44","slug":"sem-pecado-e-com-juizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/10\/20\/sem-pecado-e-com-juizo\/","title":{"rendered":"M\u00e1rcia Castro: Sem pecado e com ju\u00edzo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1928\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/marcia_castro.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"335\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/marcia_castro.jpg 450w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/marcia_castro-300x223.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/marcia_castro-120x89.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 comum\u00a0eu me\u00a0deparar com trabalhos que me peguem logo numa primeira audi\u00e7\u00e3o. O mais comum \u00e9 lan\u00e7ar primeiro um olhar desconfiado diante de alguma novidade. Para conquistar logo de primeira, \u00e9 preciso que o artista n\u00e3o perca tempo e logo nas primeiras notas imprima ali uma boa carga de qualidade. Tamanha introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 para descrever como me senti logo que ouvi pela primeira vez o disco <strong><span style=\"color: #ff0000\">Pecadinho<\/span><\/strong> da baiana <strong><span style=\"color: #008000\">M\u00e1rcia Castro<\/span><\/strong>. Lan\u00e7ado em 2007 (Gravadora Eldorado), o disco \u00e9 marcado pela presen\u00e7a de compositores ditos malditos, como Tom Z\u00e9 e S\u00e9rgio Sampaio. A produ\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Luciano Salvador Bahia<\/span><\/strong> deu frescor e leveza ao disco da int\u00e9rprete. Por email, <strong><span style=\"color: #008000\">M\u00e1rcia<\/span><\/strong> conversou com o <strong>Discografia<\/strong> enquanto prepara seu novo trabalho e contou como come\u00e7ou sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica e j\u00e1 adiantou seus pr\u00f3ximos passos. Confira:<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong><em>Queria que voc\u00ea falasse dos prim\u00f3rdios da sua rela\u00e7\u00e3o com na m\u00fasica. O que come\u00e7ou ouvindo? O que primeiro lhe chamou aten\u00e7\u00e3o?<\/em><br \/>\n<strong>M\u00e1rcia Castro \u2013<\/strong> Quando crian\u00e7a, tinha um prazer imenso em ouvir os vinis que meu pai (trompetista na adolesc\u00eancia) colecionava. Eram muitos, de todos os g\u00eaneros, sendo o jazz e a m\u00fasica popular brasileira os que mais habitavam a casa. Esses dois estilos me formaram e me transformaram no meu lugar mais profundo. Al\u00e9m dessas audi\u00e7\u00f5es, que geralmente aconteciam quando eu estava sozinha, \u00e0 tarde, depois da escola, meu pai ouvia m\u00fasica cotidianamente, tanto em casa, como no carro, sempre me ensinando a diferenciar o timbre dos instrumentos, os ritmos, os g\u00eaneros, os cantores e cantoras, o que foi de extrema import\u00e2ncia para a minha forma\u00e7\u00e3o musical. Posso dizer que algo diferente aconteceu quando escutei pela primeira vez Jess\u00e9 (1952 \u2013 1993) cantando uma m\u00fasica chamada <strong><em>Porto Solid\u00e3o<\/em><\/strong>, aos 10 anos. Aquilo me emocionava demais.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0\u2013 <\/strong><em>Sua carreira musical come\u00e7a aos 16 anos como violonista e cantora em espet\u00e1culos teatrais. Como eram esses espet\u00e1culos?<\/em><br \/>\n<strong>MC \u2013<\/strong> Eu participava dos espet\u00e1culos musicais como \u201ccantriz\u201d. Nessa \u00e9poca, fazia faculdade de m\u00fasica da universidade federal da Bahia, que ficava ao lado da faculdade de teatro. Uma grande amiga, dramaturga, me inseriu naquele universo e eu agradeci, pois foi uma imers\u00e3o muito importante para um entendimento crucial da experi\u00eancia c\u00eanica. Al\u00e9m de tudo, participar do trabalho intenso do ator, de sua prepara\u00e7\u00e3o para o palco, me ensinou muito. Me interesso pelos personagens, na can\u00e7\u00e3o, no palco, ou na vida cotidiana. Penso que todos somos personagens.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0\u2013<\/strong> <em>Gostaria que voc\u00ea falasse sobre sua forma\u00e7\u00e3o e suas influ\u00eancias. \u00c9 verdade que seu pai queria que voc\u00ea se chamasse Elis Regina?<\/em><br \/>\n<strong>MC \u2013<\/strong> Quando crian\u00e7a, habituei-me a ouvir jazz e m\u00fasica popular brasileira por conta de meu pai. Ele foi meu grande tutor musical. Esses dois estilos me formaram e me transformaram no meu lugar mais profundo. No jazz, nomes como Chet Baker, Miles Davis, Nina Simone, Billie Holiday, Sarah Voughan, etc. Na MPB, Tom Jobim, Gilberto Gil, Jo\u00e3o Gilberto, Elis Regina, Egberto Gismonti, Maria Beth\u00e2nia, enfim, s\u00e3o muitos nomes&#8230;. Na adolesc\u00eancia, isso tudo se misturou \u00e0 efervesc\u00eancia da m\u00fasica baiana. A m\u00fasica erudita experimental me instigou na universidade de m\u00fasica, de John Cage a Stockhousen. Mais tarde, j\u00e1 mais madura, comecei a me interessar pelo rock nos anos 60 e 70. Tudo isso e muito mais me povoou, ali\u00e1s, me povoa e essas cita\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para responder a pergunta. Voltando a meu pai, ele era t\u00e3o aficionado por Elis que queria me batizar com esse nome. Minha m\u00e3e n\u00e3o permitiu. Acho que foi melhor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Nega neguinha&quot; - M\u00e1rcia Castro no Est\u00fadio Showlivre 2008\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CJYztf3fUEo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0\u2013<\/strong> <em>Queria que voc\u00ea lembrasse como foi seu primeiro show autoral \u201cNo arco da lua, na linha do sol\u201d. O que era o repert\u00f3rio e quem a acompanhava?<\/em><br \/>\n<strong>MC \u2013<\/strong> Foi meu primeiro show autoral, no qual eu cantava m\u00fasicas de autores da cena MPB baiana, como Luciano Salvador Bahia e Arnaldo Almeida, releituras de m\u00fasicas n\u00e3o t\u00e3o conhecidas do grande p\u00fablico, al\u00e9m de me lan\u00e7ar pela primeira vez como compositora. Luciano Salvador Bahia, que conheci fazendo dire\u00e7\u00e3o musical de espet\u00e1culos de teatro, era o arranjador e diretor musical. Alem dele, Alexandre Montenegro (baixo), C\u00e1ssio (bateria), Jurandir Santana (guitarra) e Jorge Farofa (percuss\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0\u2013<\/strong> <em>Como aconteceu o seu encontro com Mercedes Sosa? Como foram os dias excursionando com ela?<\/em><br \/>\n<strong>MC<\/strong> \u2013 N\u00e3o esperava o convite. Em Roma, com meu ex-empres\u00e1rio e amigo de Mercedes, assistimos a passagem de som do show que ela faria ali no dia 09 de julho, dia do seu anivers\u00e1rio e da independ\u00eancia da Argentina. Ap\u00f3s os ajustes t\u00e9cnicos, Mercedes me convidou para dividir com ela a m\u00fasica Insensatez, sem ensaiar, sem roupa, sem nenhuma m\u00e1scara. S\u00f3 n\u00f3s, a m\u00fasica e aquele sem fim de pessoas, dentre as quais muitos argentinos em comemora\u00e7\u00e3o dupla pela data, num teatro deslumbrante. Entrei no palco tremendo. Sa\u00ed do mesmo modo, tr\u00eamula, mas extasiada. Depois disso, foram mais 10 shows pelo mundo com La Negra, sendo que o \u00faltimo aconteceu em Salvador, o que foi extremamente significativo para mim. Momentos profundos em minha vida, nos quais tive a oportunidade de compartilhar da generosidade de uma artista que viveu para o seu povo, para as pessoas, e fazia da m\u00fasica esse instrumentos de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 <\/strong><em>Sua estreia em disco j\u00e1 chama aten\u00e7\u00e3o pela capa e pelas fotos internas. Queria que voc\u00ea falasse sobre este primeiro trabalho. Qual era sua proposta? Como escolheu repert\u00f3rio?<\/em><br \/>\n<strong>MC<\/strong> \u2013 Eu j\u00e1 estava fazendo um trabalho de pesquisa de can\u00e7\u00f5es desde o show \u201cNo arco da lua, a linha do sol\u201d. Queria misturar coisas contempor\u00e2neas com coisas feitas tempos atr\u00e1s e que n\u00e3o chegaram no grande circuito. Essa era a \u00fanica certeza. Ouvi muita coisa, in\u00e9dita, n\u00e3o in\u00e9dita. Descobri universos novos, como o trabalho de Itamar Assump\u00e7\u00e3o. O conceito foi se desenhando espontaneamente. Existia um link entre as can\u00e7\u00f5es escolhidas. O que fiz foi desvendar o que estava por tr\u00e1s de minhas escolhas e, ent\u00e3o, esse seria o conceito do trabalho, que determinaria os caminhos gr\u00e1ficos e de imagem. Antes disso, a m\u00fasica. E antes da musica, aquele meu momento, a minha vida. A arte foi uma express\u00e3o disso tudo. Talvez, eu estivesse numa fase de pequenas transgress\u00f5es, infantil e curiosa. Da\u00ed o t\u00edtulo \u201cPecadinho\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00e1rcia Castro - &quot;Frevo (Pecadinho)&quot;\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tDpZuj_LQNg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013<\/strong> <em>Voc\u00ea abre o disco com a \u00f3tima \u201cFrevo\u201d, de Tom Z\u00e9, que tamb\u00e9m participou do clipe desta m\u00fasica e em seguida lhe convidou para participar do disco \u201cEstudando a Bossa\u201d. Como foi seu encontro com o baiano?<\/em><br \/>\n<strong>MC<\/strong> \u2013 Assim que o disco ficou pronto, eu enviei para Tom Z\u00e9. Ele havia sido muito gentil no trato com a editora para as quest\u00f5es de direito autoral. Al\u00e9m disso, pensei ser importante mostrar a minha leitura sobre a obra dele. Desejava essa aprecia\u00e7\u00e3o. Ele me ligou dias depois, inesperadamente. Tomei um susto, pois ele sempre foi uma das minhas grandes inspira\u00e7\u00f5es, e estava ali, pertinho de mim. Derreteu-se em elogios. Aproximamos o nosso contato e, ent\u00e3o, fiz o convite para a participa\u00e7\u00e3o no meu primeiro clipe, o frevo \u201cPecadinho\u201d, com dire\u00e7\u00e3o de Marcondes Dourado. Ele topou. Meses depois, ele e Patr\u00edcia Palumbo (jornalista paulista que fez a sele\u00e7\u00e3o de cantoras para o \u00faltimo trabalho de Tom Z\u00e9) me convidaram para gravar a m\u00fasica &#8220;O Filho do Pato&#8221; no disco &#8220;Estudando a Bossa&#8221;. A m\u00fasica, por si, nos aproximou. E assim persiste. Meus encontros com Tom Z\u00e9 s\u00e3o em shows, em filmes, espa\u00e7os onde a arte abre um di\u00e1logo comum. Gosto muito disso.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013<\/strong> <em>Outra presen\u00e7a importante no disco \u00e9 a Z\u00e9lia Duncan. Como foi o encontro com ela?<\/em><br \/>\n<strong>MC \u2013<\/strong> O encontro com Z\u00e9lia se deu atrav\u00e9s de Roque Ferreira, um sambista baiano, um dos maiores do Brasil. Z\u00e9lia \u00e9 fascinada pelo seu trabalho. Gravei uma m\u00fasica de Roque chamada \u201cBarulho\u201d. E nas conversas que t\u00ednhamos no processo, eu falava da minha vontade de ter algu\u00e9m especial dividindo esse vocal comigo. Pensamos em Z\u00e9lia, por quem tenho muita admira\u00e7\u00e3o. Ele disse que poderia fazer essa ponte. E fez. Z\u00e9lia topou. Ficamos muito felizes, todos!<\/p>\n<p><strong><strong>DISCOGRAFIA <\/strong>\u2013<\/strong> <em>\u201cPecadinho\u201d \u00e9 um disco com forte acento autoral, embora n\u00e3o tenha nenhuma composi\u00e7\u00e3o sua. J\u00e1 pensou em se arriscar pelo of\u00edcio de compositora?<\/em><br \/>\n<strong>MC <\/strong>\u2013 Sim. J\u00e1 o fiz no \u201cNo arco da lua, na linha do sol\u201d, com a m\u00fasica \u201cO risco\u201d. Tenho dois novos projetos engatilhados, num deles, a compositora vai se apresentar. E cheia de prazer!<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013<\/strong> <em>Voc\u00ea est\u00e1 agora preparando o sucessor de Pecadinho. O que voc\u00ea pode adiantar sobre este seu novo disco? Quando ele fica pronto?<\/em><br \/>\n<strong>MC <\/strong>\u2013 Como disse acima, tenho dois projetos engatilhados, em processo de grava\u00e7\u00e3o, que ser\u00e3o sucessores do Pecadinho. Um deles tem previs\u00e3o para lan\u00e7amento ainda esse ano. Nele, uma produ\u00e7\u00e3o com Gui Amabis (co-produtor do \u00faltimo trabalho de C\u00e9u), est\u00e3o presentes figuras como Jacques Morelenbaum, Dengue (Na\u00e7\u00e3o Zumbi) e a participa\u00e7\u00e3o luxuosa da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade. Prefiro aguardar o momento certo para dar os detalhes com maior precis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013<\/strong> <em>Com as boas cr\u00edticas ao seu primeiro trabalho e a experi\u00eancia acumulada nos \u00faltimos anos, como est\u00e1 a expectativa para este segundo trabalho?<\/em><br \/>\n<strong>MC \u2013<\/strong> Grande. Depois que o primeiro disco surge com o abra\u00e7o da critica, o segundo disco vira a prova se o artista realmente dar\u00e1 continuidade ao seu trabalho de modo coerente. Bom, eu me despi dessa preocupa\u00e7\u00e3o e estou fazendo o mais sincero de mim. E, por isso, acredito que j\u00e1 \u00e9 um grande sucesso. Antes de tudo, \u00e9 para mim!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marcia Castro - Em Nome de Deus\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YMFeCuAhjBw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013<\/strong> <em>O que voc\u00ea acha da atual produ\u00e7\u00e3o musical baiana?<\/em><br \/>\n<strong>MC <\/strong>\u2013 Muitos trabalhos maravilhosos surgem na Bahia. A orquestra Rumpilezz, grupo instrumental que misturas ritmos afrobaianos com o jazz, foi uma das coisas mais arrebatadoras que vi nos \u00faltimos tempos. O cantor e compositor Tigana Santana. Temos na MPB nomes como Claudia Cunha, Manuela Rodrigues e Mariella Santiago. Temos o Baiana System, que traz uma nova leitura para a guitarra baiana, misturando sonoridades de m\u00fasica baiana com o rap, o dub e o conceito de sound system. Temos o rock do Cascadura e Retrofoguetes. Temos a sambista Mariene de Castro. Temos a Black Music de D\u00e3o. Enfim, um universo cheio de vida e de muitas possibilidades. Pena que ainda nossa produ\u00e7\u00e3o, no sentido comercial, esteja ainda absolutamente voltada para o ax\u00e9 music.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 comum\u00a0eu me\u00a0deparar com trabalhos que me peguem logo numa primeira audi\u00e7\u00e3o. O mais comum \u00e9 lan\u00e7ar primeiro um olhar desconfiado diante de alguma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,129,283,1,404],"tags":[],"class_list":["post-1926","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-entrevistas","category-nacional","category-sem-categoria","category-videos"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1926"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21017,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926\/revisions\/21017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}