{"id":19465,"date":"2019-03-13T16:44:14","date_gmt":"2019-03-13T19:44:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19465"},"modified":"2019-03-11T16:54:50","modified_gmt":"2019-03-11T19:54:50","slug":"ayrton-montarroyos-reafirma-seu-canto-em-disco-de-voz-e-violao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/03\/13\/ayrton-montarroyos-reafirma-seu-canto-em-disco-de-voz-e-violao\/","title":{"rendered":"Ayrton Montarroyos reafirma seu canto em disco de voz e viol\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19466\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton.jpg\" alt=\"\" width=\"874\" height=\"868\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton.jpg 874w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton-300x298.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton-768x763.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton-740x735.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Ayrton-120x119.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 874px) 100vw, 874px\" \/>Houve um tempo em que a can\u00e7\u00e3o era bastante popular no Brasil. Esse g\u00eanero marcado pela combina\u00e7\u00e3o perfeita entre letra e poesia, em que os elementos coexistem sem disputar a aten\u00e7\u00e3o do ouvinte, fez hist\u00f3ria no in\u00edcio do s\u00e9culo XX e foi marcado pela for\u00e7a de grandes int\u00e9rpretes como Nelson Gon\u00e7alves, Elizeth Cardoso, Elis Regina, Cauby Peixoto e Dalva de Oliveira. Aos poucos, a can\u00e7\u00e3o foi perdendo espa\u00e7o para outros estilos, propostas e ideias. Mas nunca deixou de existir quem a valorizasse.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Ayrton Montarroyos<\/strong>, 23 anos, pernambucano, \u00e9 um deles. Desde que foi revelado ao grande p\u00fablico, em 2015, no programa The Voice, o cantor deixou claro quer n\u00e3o tinha intens\u00e3o de seguir as regras mais f\u00e1ceis do mercado. \u201cEu coloquei uma norma: eu vou cantar s\u00f3 aquilo que eu quiser e da forma que eu quiser. Eu cheguei ao final (do programa) cantando o que acredito e com voto do p\u00fablico. Eu entendi que meu compromisso era gigante, que minha responsabilidade era enorme\u201d, reafirma o m\u00fasico que segue sua miss\u00e3o com um segundo disco, <strong>Um Mergulho no Nada<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-19467\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Um-Mergulho-No-Nada-ao-Vivo.jpg 1400w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Trabalho produzido por Thiago Marques Luiz e dividido com o violonista (7 cordas) Edmilson Capelupi, o disco traz 10 can\u00e7\u00f5es brasileiras que misturam diferentes gera\u00e7\u00f5es de compositores brasileiros, mas parecem se unir no canto afinado, bem medido e imponente de <strong>Montarroyos<\/strong>. Vem de Dorival Caymmi (<em><strong>Sodade matadeira<\/strong><\/em>) e Jacob do Bandolim (com Herm\u00ednio Bello de Carvalho, <em><strong>Doce de Coco<\/strong><\/em>), passa por Chico Buarque (<em><strong>Mar e Lua<\/strong><\/em>) e Djavan (<em><strong>A\u00e7a\u00ed<\/strong><\/em>), at\u00e9 chegar em Junio Barreto, Bact\u00e9ria e Lirinha (<em><strong>Jabitaca<\/strong><\/em>). \u201cO que fala mais alto (no disco) \u00e9 a can\u00e7\u00e3o enquanto g\u00eanero. A can\u00e7\u00e3o passa por um momento delicado por que a n\u00e3o exist\u00eancia do int\u00e9rprete dificulta e ainda tem uma ind\u00fastria massacrada pela ignor\u00e2ncia. Isso tudo coloca a can\u00e7\u00e3o num local perigoso de quase desaparecimento\u201d, critica.<\/p>\n<p>Essa vontade de mergulhar na can\u00e7\u00e3o brasileira acompanha <strong>Ayrton Montarroyos<\/strong> desde muito cedo, quando tomou gosto pelo canto. Antes de ir para a TV, gravou participa\u00e7\u00f5es em tributos a Luiz Gonzaga e Herivelto Martins. No The Voice, fez Lulu Santos e Claudia Leitte virarem suas cadeiras para a interpreta\u00e7\u00e3o de <em>For\u00e7a estranha<\/em>. No disco de estreia, de 2017, no lugar de regravar o que j\u00e1 tinha chamado a aten\u00e7\u00e3o na Globo, foi em busca de can\u00e7\u00f5es que sublinhassem tudo o que ele tinha pra dizer sobre a m\u00fasica popular brasileira. Agora, em <strong>Mergulho no Nada<\/strong>, gravado ao vivo no Teatro It\u00e1lia, em S\u00e3o Paulo, ele segue em frente, em busca mais can\u00e7\u00f5es. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o fica para <em>C\u00e1lice<\/em> (Chico Buarque), que ele j\u00e1 havia apresentado no The Voice.<\/p>\n<p>\u201cComecei a cantar porque gostava e focava na coisa de ser int\u00e9rprete. \u00c9 um conceito em extin\u00e7\u00e3o, pouco entendido no meio popular e pelo p\u00fablico\u201d, explica <strong>Ayrton<\/strong> (primo do lend\u00e1rio trompetista M\u00e1rcio Montarroyos). \u201cEu poderia fazer uma lista enorme de pessoas que s\u00e3o bons int\u00e9rpretes, mas que n\u00e3o s\u00e3o bons compositores. O que acontece \u00e9 que n\u00e3o tenho um talento natural como teve Cartola, que j\u00e1 saiu compondo. Essa minha intui\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre voltada para a coisa do canto. \u00c9 para esse deus que eu sirvo e tento cada vez melhorar, como faz qualquer profissional\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"P\u00e9 Na Estrada (Ao Vivo)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zGxH0O2kRVY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Nesse trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o, <strong>Ayrton<\/strong> recria can\u00e7\u00f5es \u00e0 sua maneira. Assim como ele transformou, por exemplo, no primeiro disco, o samba <em>Alto l\u00e1<\/em> num tango cheio de cordas a acordeom, agora ele abre <strong>Mergulho no Nada<\/strong> com<em><strong> P\u00e9 Na estrada<\/strong><\/em>, um frevo arretado que se transforma num samba can\u00e7\u00e3o com cara de Nelson Cavaquinho. \u201cEu sinto que eu estou um pouco em extin\u00e7\u00e3o, por ir na contram\u00e3o da gritalhada. \u00c9 tudo muito expl\u00edcito. N\u00e3o me interessa isso n\u00e3o. Me interessa o desconhecido. A surpresa est\u00e1 em quando as pessoas ouvem e se surpreendem\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ra\u00edzes do canto:<\/strong><br \/>\n<strong>Cauby Peixoto \u2013<\/strong> dos maiores int\u00e9rpretes brasileiros, Cauby dedicou mais de 60 anos de carreira \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Contam que Ayrton imitando o niteroiense \u00e9 de impressionar.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Gilberto \u2013<\/strong> Assim como o pai da bossa nova, Ayrton \u00e9 adepto do canto contido, bem colocado, sem exagero. \u201cQuando desenvolvi a capacidade de ouvir Jo\u00e3o, um mundo novo se abriu. Eu vi o mundo que ele criou para que ele pudesse existir. Cantar como Whitney Houston \u00e9 mais f\u00e1cil que cantar como Jo\u00e3o Gilberto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Claudette Soares \u2013<\/strong> A \u201cprincesinha do bai\u00e3o\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma das grandes int\u00e9rpretes da bossa nova. Aos 81 anos, segue cada vez mais refinada, e tem um show em parceria com Ayrton. \u201cA gente toma porres hom\u00e9ricos. \u00c9 uma amizade linda, uma mulher que me ensina muito\u201d, diz o cantor.<\/p>\n<p><strong>Elizeth Cardoso \u2013<\/strong> Das maiores vozes brasileiras, Elizeth sabia valorizar as letras das can\u00e7\u00f5es. Em 1991, ela tamb\u00e9m gravou um disco de voz e viol\u00e3o, <strong>Todo o Sentimento<\/strong>, com Raphael Rabello. Assim como Ayrton, ela tamb\u00e9m gravou <em><strong>Doce de Coco<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><strong>Sammy Davis Jr. \u2013<\/strong> A m\u00fasica norte-americana tamb\u00e9m tem seus grandes int\u00e9rpretes e cancionistas. Da mesma linha de Sinatra e Dean Martin, Sammy Davis dividiu com o violonista brasileiro Laurindo de Almeida, em 1966, um bel\u00edssimo trabalho com standards como <em>The shadow of your smile<\/em>, <em>Speak Low<\/em> e <em>Ev\u2019ry Time we say Goodbye<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que a can\u00e7\u00e3o era bastante popular no Brasil. 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