{"id":19470,"date":"2019-03-11T17:08:26","date_gmt":"2019-03-11T20:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19470"},"modified":"2019-03-11T17:30:19","modified_gmt":"2019-03-11T20:30:19","slug":"novidade-em-fortaleza-golden-sounds-aposta-no-mercado-de-lps-cds-e-equipamentos-de-som","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/03\/11\/novidade-em-fortaleza-golden-sounds-aposta-no-mercado-de-lps-cds-e-equipamentos-de-som\/","title":{"rendered":"Novidade em Fortaleza, Golden Sounds aposta no mercado de LPs, CDs e equipamentos de som"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19471\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19471\" class=\"wp-image-19471 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7778--740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7778--740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7778--300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7778--768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7778--120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-19471\" class=\"wp-caption-text\">Rafael de Castro e Marquinhos Ribeiro, os donos da Gold Sounds (Fotos: Mateus Dantas\/ O POVO)<\/p><\/div>\n<p>Quem viveu os anos 1980 e 90 em busca de m\u00fasica deve lembrar das muitas lojas de discos que existiam em Fortaleza e das muitas capas coloridas expostas nas g\u00f4ndolas da Aki Discos, Tok Discos, Francinet, Invasor, Gabriela, Pocket Music, Music Store, Empire Records e v\u00e1rias outras. Muitos desses estabelecimentos especializados competiam com lojas de departamentos, mas ganhavam a simpatia dos compradores pela proximidade, pelas indica\u00e7\u00f5es e pelos encontros com outros colecionadores \u2013 o que sempre rendia boas conversas.<!--more--><br \/>\nO que aconteceu da\u00ed em diante foi uma sucess\u00e3o de press\u00e1gios do apocalipse. Os LPs perderam a prefer\u00eancia do publico com a chegada dos CDs, que perderam seu espa\u00e7o para o MP3 e para a epidemia de discos piratas. At\u00e9 este mercado ilegal perdeu espa\u00e7o com a populariza\u00e7\u00e3o do streaming. A cada nova m\u00eddia, um novo \u201cisso ou aquilo\u201d vai acabar. De verdade, nada se acabou, o LP e o K7 voltaram a circular, os CDs continuam sendo vendidos, mesmo em quantidades bem menores, e o streaming segue na prefer\u00eancia de quem prefere um consumo mais imediato. Enquanto muitas megastores suam para sobreviver, pequenas lojas de discos f\u00edsicos seguem atendendo os desejos de um nicho espec\u00edfico de compradores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-19473\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7721--740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7721--740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7721--300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7721--768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a7721--120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/>O segredo dessas pequenas lojas est\u00e1 na proximidade com o comprador, que, mais que um produto, pode receber uma consultoria musical. \u00c9 o caso da Gold Sounds, aberta em Fortaleza h\u00e1 tr\u00eas semanas. O acervo de LPs, CDs e equipamentos de som \u00e9 selecionado por dois apaixonados pelo assunto, Marquinhos Ribeiro, um dos DJs mais requisitados da noite local, e Rafael de Castro, consultor empresarial. H\u00e1 tempos eles desejavam um espa\u00e7o onde pudessem vender discos como antigamente, mas o plano era pra daqui h\u00e1 cerca dois anos. Mas uma oportunidade nasceu quando vagou um espa\u00e7o ao lado do bar Vilarejo 84, onde Marquinhos j\u00e1 tocava algumas noites.<\/p>\n<p>\u201cUma coisa que deixou feliz foi como as pessoas responderam. Loja assim \u00e9 uma coisa que cada vez menos rola. Fortaleza ainda tem v\u00e1rias lojas legais, mas ficou feliz de como receberam\u201d, comenta Marquinhos que j\u00e1 trabalhou em lojas como Desafinado, Verso, InMusic e, \u201cinformalmente\u201d, na Planet CDs \u2013 uma das poucas que ainda existem na Galeria Pedro Jorge. \u201cEu sentia falta desse ambiente de balc\u00e3o, onde rola muita discuss\u00e3o. N\u00e3o deixa de ser um espa\u00e7o cultural, assim como as livrarias. A gente quer apresentar uma m\u00fasica pro cliente sair com o disco, que ele saia feliz com o equipamento que est\u00e1 levando\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo saudosista em abrir uma loja discos em 2019, mas Marquinhos tamb\u00e9m v\u00ea um neg\u00f3cio promissor na Gold Sounds. \u201cSe tu fores pegar os n\u00fameros das vendas de discos \u00e9 uma coisa absurda. Ano passado, as vendas de CD e vinil foram maiores que ITunes. Comercialmente falando, eu sei que \u00e9 uma coisa promissora, pelo menos no sentido sustent\u00e1vel. O mercado de discos tem crescido muito e uma coisa que est\u00e1 correndo por fora \u00e9 que o CD est\u00e1 voltando a vender, K7 tamb\u00e9m e vinil nem se fala\u201d, avalia reconhecendo que trata-se de um mercado de nicho, que n\u00e3o vai ter mais as propor\u00e7\u00f5es de 40 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-19474\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a8438--740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a8438--740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a8438--300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a8438--768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/2l3a8438--120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/>Segundo o relat\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica (IFPI), divulgado no ano passado, de 2016 para 2017, as receitas geradas no setor de m\u00fasica gravada cresceram 8,1%, tendo o faturamento global atingido US$ 17,3 bilh\u00f5es. No Brasil, o crescimento foi de 17,9% dentro do mesmo per\u00edodo. O Brasil aparece em pen\u00faltimo entre os 10 maiores mercados de m\u00fasica de 2017, a melhor taxa de crescimento ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada em queda. Considerando apenas as vendas f\u00edsicas e digitais, esta segunda representa 92% do faturamento. \u201cSomos um mercado cada vez mais digital, mas distribu\u00eddo em outros tipos de faturamento com m\u00fasica gravada, como vendas f\u00edsicas, direitos de execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica, etc.\u201d, aponta Paulo Rosa, presidente da Pro-M\u00fasica, afiliada nacional da IFPI.<\/p>\n<p>\u201cOu\u00e7o Spotify direto e quero fazer o Spotify da loja. Acho streaming maravilhoso, mas tem pessoas que gostam da pe\u00e7a, da imagem, do encarte. Voc\u00ea pega um disco da Elenco (gravadora que fez hist\u00f3ria nos anos 1960 lan\u00e7ando cl\u00e1ssicos da bossa nova) e aquilo \u00e9 uma pe\u00e7a de design revolucion\u00e1ria. Voc\u00ea imagina a quantidade de hist\u00f3ria que vem num disco desses\u201d, destaca Marquinhos que quer apostar nesse p\u00fablico. Al\u00e9m de indicar discos e equipamentos de acordo com o gosto e a necessidade de cada cliente, ele pretende ampliar o neg\u00f3cio promovendo eventos como convidar artistas para comentar seus discos para uma pequena plateia. \u201cComercialmente, existe p\u00fablico pra isso e eu tinha essa necessidade de voltar a conviver nesse espa\u00e7o. Disco \u00e9 um produto caro, mas estamos conseguindo comprar bem e vender bem. O CD tamb\u00e9m est\u00e1 come\u00e7ando a ficar dif\u00edcil. Se der uma olhadinha no Mercado Livre, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o barato. \u00c9 sinal que o mercado de CD est\u00e1 aquecendo tamb\u00e9m, mas ainda \u00e9 de nicho. A gente n\u00e3o est\u00e1 com um mercado morto. A gente est\u00e1 com um mercado que precisa ser trabalhado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>Gold Sounds<\/strong><br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Rua Clube Iracema, 84<br \/>\n<strong>Instagram:<\/strong> @goldsoundsstore<br \/>\n<strong>Facebook:<\/strong> GoldSoundsBrasil<br \/>\n<strong>Funcionamento:<\/strong> se segunda a quinta, das 12 h \u00e0s 8 horas; Sexta e s\u00e1bado, das 12h \u00e0s 23 horas<\/p>\n<p><strong>Confira <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/03\/11\/novidade-em-fortaleza-golden-sounds-aposta-no-mercado-de-lps-cds-e-equipamentos-de-som\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ponto de vista<\/a> de Marcelo Fr\u00f3es sobre o mercado de discos no Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem viveu os anos 1980 e 90 em busca de m\u00fasica deve lembrar das muitas lojas de discos que existiam em Fortaleza e das muitas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":19471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[126,129],"tags":[],"class_list":["post-19470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-em-fortaleza","category-entrevistas"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19470"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19470\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19486,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19470\/revisions\/19486"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}