{"id":19502,"date":"2019-04-03T12:38:39","date_gmt":"2019-04-03T15:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19502"},"modified":"2019-04-01T18:49:01","modified_gmt":"2019-04-01T21:49:01","slug":"depois-de-18-anos-rosa-marya-colin-volta-a-lancar-disco-de-musicas-ineditas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/04\/03\/depois-de-18-anos-rosa-marya-colin-volta-a-lancar-disco-de-musicas-ineditas\/","title":{"rendered":"Depois de 18 anos, Rosa Marya Colin volta a lan\u00e7ar disco de m\u00fasicas in\u00e9ditas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19510\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Capa-Rosa-Marya-Alta.jpg 1600w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>No final dos anos 1980, uma voz chamou a aten\u00e7\u00e3o dos brasileiros pela forma original com que interpretou um cl\u00e1ssico internacional. Sucesso da banda nova-iorquina The Mamas &amp; The Papas, <em>California Dreamin\u2019<\/em> perdeu seu ritmo rock sessentista pra ganhar um acento jazz\u00edstico sofisticado e intimista. A dona da voz que parecia derramar pelas caixas de som era uma experiente cantora mineira, que viu ali o ponto alto da sua popularidade. Curiosamente, <strong>Rosa Maria<\/strong> foi convidada por Z\u00e9 Rodrix para regravar apenas 30 segundos da can\u00e7\u00e3o para um comercial. Mas o tratamento luxuoso dado \u00e0 vers\u00e3o levou a cantora de volta aos est\u00fadios \u2013 15 dias depois \u2013 para gravar a faixa completa e, em seguida, um disco com v\u00e1rias regrava\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos internacionais.<!--more--><\/p>\n<p>O que sucedeu a isso n\u00e3o permitiu o voo que se anunciava para <strong>Rosa Maria<\/strong>. Depois de ser acometida por uma brida intestinal, seguido de um erro m\u00e9dico, ela passou 40 dias em coma e teve que interromper a carreira por um longo tempo. A retomada veio com convites espor\u00e1dicos, shows pelo Brasil e discos gravados por selos pequenos, sendo o \u00faltimo deles <strong>Harlen<\/strong> (2000), dividido com o coral da LBV. Depois de 18 anos, ela volta com <strong>Rosa<\/strong>, lan\u00e7ado no fim de 2018 pelo selo paulistano Nova Esta\u00e7\u00e3o. Produzido por <strong>Rosa Maria<\/strong> e LC Varella, com produ\u00e7\u00e3o executiva de Thiago Marques Luiz, o \u00e1lbum real\u00e7a a veia jazz\u00edstica sofisticada da artista de 73 anos em can\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de Taiguara a Legi\u00e3o Urbana.<\/p>\n<div id=\"attachment_19511\" style=\"width: 436px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19511\" class=\"wp-image-19511\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b-740x1044.jpg\" alt=\"\" width=\"426\" height=\"601\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b-740x1044.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b-300x423.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b-768x1084.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b-120x169.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/03\/Rosa-Marya-Colin-Foto-Armando-Paiva-2019-03b.jpg 1417w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px\" \/><p id=\"caption-attachment-19511\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Armando Paiva\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>\u201cSe ficar sem cantar eu morro. Mas fiquei esse tempo todo sem gravar por covardia mesmo. Agora sem gravadoras, as pessoas dando aten\u00e7\u00e3o a coisas sem qualidade, fiquei sem gravar mesmo. De repente decidi investir em mim\u201d, afirma. A cantora nascida Rosa Maria Batista de Souza em Machado (MG), que passou a assinar como <strong>Rosa Marya Colin<\/strong> no fim dos anos 1990, assume que est\u00e1 cansada de boa parte dos tr\u00e2mites do mercado musical e que este pode ser seu \u00faltimo disco. \u201cDe repente nem sei se \u00e9 o \u00faltimo. Pode ser que eu tenha tomado gosto\u201d, rev\u00ea.<\/p>\n<p>\u00daltimo ou n\u00e3o, ela foi em busca de can\u00e7\u00f5es que tinha guardado h\u00e1 um tempo e reuniu em <strong>Rosa<\/strong>. \u00c9 o caso de <em><strong>\u00c9 por voc\u00ea que eu vivo<\/strong><\/em>, sua primeira e \u00fanica parceria com Tim Maia. \u201cFez antes de sair do Brasil e passei para o Tim harmonizar, j\u00e1 que eu n\u00e3o toco instrumento nenhum. Quando voltei, ele tinha gravado e eu fiquei muito feliz\u201d, conta ela que tamb\u00e9m registrou <em><strong>Giz<\/strong><\/em>, can\u00e7\u00e3o da Legi\u00e3o Urbana lan\u00e7ada no disco <em>O descobrimento do Brasil<\/em> (1993). \u201cUm ano depois que o Renato (Russo) faleceu, fui convidada pra fazer um show em homenagem a ele com v\u00e1rios cantores. N\u00e3o sei quem foi que me destinou a cantar essa m\u00fasica, mas eu me apaixonei. Depois eu soube que era a m\u00fasica preferida do Renato\u201d. Uma curiosidade do repert\u00f3rio de <strong>Rosa<\/strong> \u00e9 <em><strong>Eu canto esse Blues<\/strong><\/em>, uma parceria do sambista Arlindo Cruz com Rog\u00ea e Gabriel Moura. \u201cUm dia encontrei com o Arlindo num programa de TV e ele disse que tinha um blues pra mim, mas nunca entregou. Quando comecei o trabalho com esse disco, um t\u00e9cnico disse que estava com o Arlindo no est\u00fadio e eu cobrei o blues dele. Ele me disse que agora era um blueseiro\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosa Maria - California Dreamin&#039;\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hqDfBZ3w_P0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Completando o repert\u00f3rio de <strong>Rosa<\/strong> est\u00e3o as 10 faixas de <strong>Vagando<\/strong>, \u00e1lbum lan\u00e7ado em 1980 pela gravadora Eldorado. Longe do canto jazz\u00edstico, o \u00e1lbum traz o lado MPB da\u00a0 int\u00e9rprete em can\u00e7\u00f5es de Paulinho Pedra Azul (<em><strong>Vagando<\/strong><\/em>), Djavan (<em><strong>Romeiros<\/strong><\/em>), F\u00e1tima Guedes (<em><strong>Dancing Cassino<\/strong><\/em>), Humberto Teixeira (<em><strong>Kalu<\/strong><\/em>) e outros. \u201cFoi uma ideia, que j\u00e1 vem de um tempo, que o Thiago (Marques) e o Z\u00e9 Pedro tiveram h\u00e1 um tempo atr\u00e1s de relan\u00e7ar esse disco. Eu gosto do disco e at\u00e9 acho que eles se completam. Os dois s\u00e3o rom\u00e2nticos. No <strong>Rosa<\/strong> eu tenho uma leveza e uma dose de ironia, mas no <strong>Vagando<\/strong> estou mais s\u00e9ria\u201d, compara.<\/p>\n<p>Rosa Marya Colin fala do futuro sem saudosismo ou m\u00e1goas. A artista que come\u00e7ou cantando m\u00fasica americana na TV, fez hist\u00f3ria no Beco das Garrafas (onde conheceu Wilson Simonal, que assina a apresenta\u00e7\u00e3o do seu disco de estreia <em>Uma Rosa com Bossa<\/em>, 1965), fez fama em palcos europeus e norte-americanos (chegando a arrancar elogios do New York Times) e tornou-se uma voz refer\u00eancia do jazz no Brasil s\u00f3 n\u00e3o aceita bem a fama de elitista. \u201cEu vou fazer o que? Desde o come\u00e7o da carreira me definem como elitista. Pois eu sou elitista ent\u00e3o\u201d, encerra apontando para o futuro sem querer fazer apostas. \u201cCom esse neg\u00f3cio que aconteceu, eu vivo cada dia intensamente. O plano que eu fa\u00e7o \u00e9, depois de morrer, quero partir dessa para melhor. Agora, o que eu vou fazer amanh\u00e3 n\u00e3o me interessa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final dos anos 1980, uma voz chamou a aten\u00e7\u00e3o dos brasileiros pela forma original com que interpretou um cl\u00e1ssico internacional. 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