{"id":19564,"date":"2019-04-29T16:06:38","date_gmt":"2019-04-29T19:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19564"},"modified":"2019-04-29T16:07:15","modified_gmt":"2019-04-29T19:07:15","slug":"maria-alcina-comemora-seus-70-anos-com-disco-ao-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/04\/29\/maria-alcina-comemora-seus-70-anos-com-disco-ao-vivo\/","title":{"rendered":"Maria Alcina comemora seus 70 anos com disco ao vivo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19582\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/04\/mariaalcina-orquestra-porlucaskakuda-740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/04\/mariaalcina-orquestra-porlucaskakuda-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/04\/mariaalcina-orquestra-porlucaskakuda-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/04\/mariaalcina-orquestra-porlucaskakuda-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/04\/mariaalcina-orquestra-porlucaskakuda-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z<\/strong><\/p>\n<p>Maria Alcina surgiu para o p\u00fablico brasileiro em 1972. Voz poderosa, performance corporal singular, entoou os versos de <em><strong>Fio Maravilha<\/strong><\/em>, composta por Jorge Ben Jor, no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o daquele ano. Antes disso, por\u00e9m, houve a menina que brincava de fantasiar no quintal em Cataguases, Minas Gerais &#8211; imagem mental esta que a artista referenciou em diferentes ocasi\u00f5es ao longo da entrevista ao Vida&amp;Arte. Personagem de si mesma, a mineira foi, tamb\u00e9m, a cantora da boate carioca Number One que aprendia a se destacar no palco, a artista censurada pela ditadura militar ou ainda aquela que viu o novo em si a partir do encontro com a m\u00fasica eletr\u00f4nica. Foi muitas at\u00e9 chegar nessa que, hoje, completa 70 anos.<!--more--><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Remetendo \u00e0 sua inf\u00e2ncia, como era o interesse por arte na vida da menina mineira que ajudava a fam\u00edlia?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Que eu me recorde bem, para mim \u00e9 uma coisa que foi natural, de ser uma menina brincando de teatrinho no quintal, chamando os amiguinhos para ver alguma coisa que eu ia falar, brincando de professora, essa coisa de crian\u00e7a despachada. Eu sempre fui uma menina que brinquei muito. No quintal, na rua&#8230; Isso foi a minha forma\u00e7\u00e3o do sentimento, do l\u00fadico, da fantasia. Outra coisa que eu acho muito importante nessa perspectiva \u00e9 a escola, que tinha m\u00fasica. Tinha essa parte de arte, principalmente a m\u00fasica. Meu quintal era da porta da cozinha at\u00e9 a beira do rio que passava, era enorme, e eu sempre observei o tempo, as frutas. Junto da escola, tudo isso ajudou a desenvolver o que j\u00e1 tinha de mim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Maria Alcina: \u266b Fio maravilha \u266b (VII FIC - 1972)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AYucUeksWPA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Houve um ponto de virada que fez com que esse interesse em arte virasse, de fato, uma carreira?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Eu n\u00e3o tive esse pensamento. Fui no fluxo dos acontecimentos e das pequenas descobertas dentro da minha idade. Fui me desenvolvendo dentro de tudo que me era oferecido. \u00c9 claro, a gente via os artistas. A televis\u00e3o chega na cidade e \u00edamos no vizinho ver a televis\u00e3o, a\u00ed ver tudo isso acontecendo de fora pode fazer passar pela cabe\u00e7a, sim, essa outra vida. Isso faz parte do sonho. Mas fui seguindo o fluxo dos acontecimentos. Teve uma pessoa muito importante, meu primo, que chamava Pedro Paulo, que me levava muito para o lado da fantasia. Ele era mais velho do que eu, jornalista, e me levava pro mundo me informando dos artistas, cantores, de Hollywood. Eu trabalhava na f\u00e1brica &#8211; sempre trabalhei, sou da gera\u00e7\u00e3o que ajudava a fam\u00edlia desde pequena &#8211; e ele passava l\u00e1 em casa e me levava para a f\u00e1brica. Era o caminho todo, at\u00e9 a porta de l\u00e1, falando de cinema, dos artistas. Parecia quase uma vida paralela, vida da fantasia. Eu morava em Minas, fui para o Rio de Janeiro aos 17 anos. Em Cataguases, desenvolvi todo esse aspecto da inf\u00e2ncia, da juventude, sempre cantando onde tinha possibilidade. Eu tinha, por causa do meu primo, contato com escritores, poetas, participava de exposi\u00e7\u00f5es, via pintura, poesia. Tudo que acontecia na minha cidade me chamavam e eu participava. A minha forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica se d\u00e1 em Cataguases, na escola, nos parques, cantando no parque da Igreja. Eu cantava e me desenvolvia. Me lembro perfeitamente de querer cantar na igreja por querer cantar, desenvolver, estar na m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA<\/strong> <strong>&#8211; Quando <em>Fio Maravilha<\/em> estourou, sua voz e seu visual chamaram aten\u00e7\u00e3o. Qual era o impacto de in\u00edcio, para o bem e para o mal, de ter essa figura?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Causou impacto, claro, e at\u00e9 hoje causa impacto em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, principalmente a parte sexual &#8211; as pessoas ainda perguntam se eu sou homem ou mulher. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o da voz &#8211; a minha \u00e9 bem peculiar, \u00e9 de contralto, rara em mulheres -, tem toda a figura, o jeito de cantar. N\u00e3o tem como, pare\u00e7o uma cachoeira, n\u00e3o tem como frear. Eu sou muito doida! Eu sempre utilizei, desde o <em>Fio Maravilha<\/em>, uma parte teatral. A\u00ed volta para aquela menina que brincava no quintal de teatrinho. Acho que \u00e9 isso, todo meu trabalho na m\u00fasica tem uma refer\u00eancia de teatro, de personagem. Eu canto, mas sou uma personagem, no sentido de que enquanto eu canto d\u00e1 vontade de andar para tal lado, vontade de ser uma palha\u00e7a, mesmo que n\u00e3o combine. \u00c9 o lado cachoeira, parece um bicho que tem dentro e des\u00e1gua. Esse tipo de temperamento causou impacto desde que eu cheguei. Na apresenta\u00e7\u00e3o do <em>Fio Maravilha<\/em>, eu trouxe o jogador. Quando ele faz um gol, ele pula, d\u00e1 o soco no ar, essa comemora\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. Busquei ver jogadores, prestar aten\u00e7\u00e3o, para interpretar a m\u00fasica e a narrativa do gol. Foi pesquisa, foi teatralizar aquele som, aquele ritmo, aquela letra. Causou impacto porque saiu do padr\u00e3o e isso me ajudou muito. No que causa impacto, se passa o momento de ser uma novidade, mas j\u00e1 muda o mercado, os artistas.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA\u00a0&#8211; \u00c9 curioso porque vi algumas entrevistas nas quais voc\u00ea falava que n\u00e3o se identificava no come\u00e7o com o visual, falava &#8220;essa n\u00e3o sou eu&#8221;. Como foi assimilar e dar conta disso?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Eu fui para o Rio sem conhecer a cidade, teve todo o momento de buscar onde dormir, onde cantar. Eu andava totalmente \u00e0 vontade, jeans, t\u00eanis, camiseta, era um moleque. J\u00e1 cantando, quando eu vi tudo aquilo em mim &#8211; a perna de fora, os transparentes, muito sensual -, eu n\u00e3o me vi. A refer\u00eancia que eu tinha de mim era de ser batalhadora. No espelho, me olhando, eu chorava, dizia &#8220;quem \u00e9 essa?&#8221;. Mas teve um dia que eu me olhei e falei: &#8220;N\u00e3o sei quem \u00e9 essa, mas vamos investir&#8221;. Deu no que deu, eu vi que tinha outra pessoa a se desenvolver ali. Antes do <em>Fio Maravilha<\/em>, eu cantava na boate Number One e tive dois figurinistas na \u00e9poca &#8211; foi na boate que eu fui vista pelo Solano Ribeiro, que era na \u00e9poca diretor dos festivais da can\u00e7\u00e3o. L\u00e1 era uma boate de pessoas elegantes, chiques, e se eu chegasse l\u00e1 sem algo que me destacasse na linha do palco, eu poderia n\u00e3o ter a possibilidade de chamar aten\u00e7\u00e3o. Investi junto com meus figurinistas, tudo que eles criavam eu usava, ent\u00e3o fui desenvolvendo a Maria Alcina: a voz chamava aten\u00e7\u00e3o, eu era muito magrinha e com roupas muito diferentes. Fui descobrindo que o palco \u00e9 um lugar para se ter fantasia\u2026 E a\u00ed volta ao meu quintal! (risos) \u00c9 tudo no inconsciente, quando eu brincava, menina, eu nem sabia. J\u00e1 mais adulta, fui aprendendo e at\u00e9 hoje fa\u00e7o esse resgate e volto a lembrar que eu brincava.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Maria Alcina - Kataflan (Bojo) 2019\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A3FqXZqWrMg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA<\/strong>\u00a0<strong>&#8211; Na ditadura militar, seu visual e seu jeito levaram a proibi\u00e7\u00f5es e vetos a voc\u00ea e sua obra. Como foi encarar essa censura, o que pensava disso?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Houve, sim, uma censura. Fui tirada do ar durante 20 dias, respondi a um processo. Assim, para mim, eu fazia o que eu sabia, eu n\u00e3o estava agredindo. Era a Maria Alcina cantando, fazendo do meu jeito. Tem pessoas pr\u00f3ximas que falavam para ter cuidado, era em plena ditadura. Isso foi em 1974. Mas eu continuei fazendo do meu jeito as coisas, mas foi pelo meu jeito que tudo aconteceu dessa forma. Eu fiquei muito impactada, voc\u00ea est\u00e1 ali trabalhando e nunca pensa que pode te acontecer alguma coisa assim. A consequ\u00eancia \u00e9 que voc\u00ea vira no meio uma pessoa que pode causar um problema. Demorou bastante (para normalizar). Sempre fui muito bem recebida por todos, mas teve um tempo que eu n\u00e3o conseguia gravadora e, hoje, eu penso: &#8220;ser\u00e1 que tem a ver?&#8221;, porque fica uma marca. A\u00ed eu tomei no\u00e7\u00e3o, mas nem tanto. (risos) Hoje eu penso que \u00e9 algo que j\u00e1 passou, foi uma coisa que me pegou no impacto, mas n\u00e3o ficou nada&#8230; Voc\u00ea v\u00ea at\u00e9 que eu tenho dificuldade de falar. \u00c9 um momento da minha vida que ningu\u00e9m tocava no assunto.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA<\/strong>\u00a0<strong>&#8211; Ap\u00f3s alguns anos mais afastada, sem gravar, nos anos 2000 voc\u00ea volta aos est\u00fadios em diferentes projetos a partir de diferentes encontros. Como foi esse momento?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Eu tenho um ponto de refer\u00eancia que \u00e9 o grupo Bojo. Quando eu encontro eles na m\u00fasica eletr\u00f4nica, quando a Warner relan\u00e7a os meus CDs, come\u00e7a a vir uma coisa da cena independente, que \u00e9 onde eu come\u00e7o a transitar atrav\u00e9s do trabalho musical com o grupo. N\u00f3s gravamos um CD porque houve um show muito bom em um projeto do Sesc Pompeia que reunia artistas que j\u00e1 tinham um tempo na carreira com outros. Teve a Elza Soares tamb\u00e9m, por exemplo. \u00c9 o meu encontro com a cena independente. Eu n\u00e3o vinha gravando, estava totalmente fora, ent\u00e3o eu ia para onde me convidavam. Isso \u00e9 uma quest\u00e3o da minha independ\u00eancia. Consegui uma gravadora, mas na hora de gravar n\u00e3o deu certo, me tiraram, a\u00ed pensei que ia largar esse trem, n\u00e3o deu certo. Mas a\u00ed uma cantora me chama, vou l\u00e1 e canto. Nunca fui esquecida pelos colegas, jornalistas, programa de televis\u00e3o. Eu falo que eu sou a vira lata da m\u00fasica brasileira. A porta t\u00e1 aberta, eu vou l\u00e1! E quando eu preciso, eu pe\u00e7o. Foi assim que eu fui me reconstruindo.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA<\/strong> <strong>&#8211; Para marcar os seus 70 anos, ser\u00e1 lan\u00e7ado o disco <em>Maria Alcina In Concert<\/em>. Como foi pensada essa comemora\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> O maestro Ederlei Liruci me convidou para me apresentar com a orquestra SP Pops Symphonic Band, \u00e9 um projeto dele. A\u00ed meu produtor teve a ideia de gravar, n\u00e3o deixar passar, ent\u00e3o gravamos o CD e o DVD. Vamos ter o lan\u00e7amento do CD no primeiro semestre e do DVD no segundo semestre. O CD ficou pronto hoje, t\u00e1 fresquinho, igual a um p\u00e3ozinho quentinho! \u00c9 a primeira vez que canto com orquestra, maestro, e celebrando meus 70 anos de vida! Voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 uma trajet\u00f3ria bonita em termos musicais, v\u00e1rios contextos. O maestro Severino Filho foi fundamental na minha carreira. Na boate Number One, ele que fez a minha dire\u00e7\u00e3o musical e a\u00ed, quando eu chego no <em>Fio Maravilha<\/em>, j\u00e1 estava muito segura. Agora, o maestro Ederlei faz esse convite e sai um trabalho estupendo, com meu repert\u00f3rio desde o come\u00e7o. \u00c9 uma consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ney Matogrosso e Maria Alcina - Bigorrilho\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kFmIgdzKRPQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA<\/strong> <strong>&#8211; Voc\u00ea sente que foi reconhecida o suficiente?<\/strong><br \/>\n<strong>Maria Alcina &#8211;<\/strong> Nunca achei que vivi nada fora do padr\u00e3o de uma vida a ser vivida, no sentido de que todas as pessoas, nas suas profiss\u00f5es, t\u00eam v\u00e1rios momentos. Sempre tive cada um deles com alegria, bom humor, rindo das situa\u00e7\u00f5es, para poder lidar naturalmente. A \u00fanica coisa pela qual eu sempre batalhei foi pelo meu jeito de cantar, que tamb\u00e9m \u00e9 um jeito v\u00e1lido. Se soava diferente, \u00e9 porque era diferente. Por isso eu batalhei, sim. Isso \u00e9 muito importante e \u00e9 para isso que a gente est\u00e1 aqui, que a gente \u00e9 artista. Sou do canto, do teatro com a m\u00fasica, sempre fui reconhecida assim, caso contr\u00e1rio n\u00e3o chegaria at\u00e9 aqui, a esse momento maravilhoso que estou vivendo. Tudo faz parte da profiss\u00e3o. Fiz tudo com muita alegria. E fa\u00e7o. Como ainda tenho coisa para fazer! \u00c9 uma felicidade estar junto com a m\u00fasica, o p\u00fablico. S\u00f3 tenho uma coisa a fazer: agradecer a todas as pessoas que me ajudaram a chegar at\u00e9 aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Gabriel Tr\u00e9z Maria Alcina surgiu para o p\u00fablico brasileiro em 1972. 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