{"id":19720,"date":"2019-06-26T18:43:42","date_gmt":"2019-06-26T21:43:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19720"},"modified":"2019-06-26T18:43:42","modified_gmt":"2019-06-26T21:43:42","slug":"zelia-duncan-retoma-o-folk-em-tudo-e-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/06\/26\/zelia-duncan-retoma-o-folk-em-tudo-e-um\/","title":{"rendered":"Z\u00e9lia Duncan retoma o folk em Tudo \u00e9 Um"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19721\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/capa_tudo-ee\u030c-1-1-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/>H\u00e1 algo de muito urgente e aut\u00eantico em<strong> Z\u00e9lia Duncan<\/strong>. Pra quem a segue nas redes sociais, sabe que seus assuntos v\u00e3o al\u00e9m da arte e passam pelo feminismo, pela pol\u00edtica e pelas quest\u00f5es sociais. Muito atenta a tudo que acontece no Brasil e no mundo, ela se posiciona de forma muito clara e, se for preciso, adota um tom sisudo e dispara sua opini\u00e3o contra quem ela achar que mere\u00e7a. Mas isso sem perder a ternura em nenhum momento.<!--more--><\/p>\n<p>Tanto que seu novo disco, <strong>Tudo \u00c9 Um<\/strong>, tangencia a pol\u00edtica e se dedica a falar de amizades, reencontros, parcerias e o sempre bem-vindo amor. \u201cEm tempos truculentos, com tantos discursos de \u00f3dio, voc\u00ea se mostrar gentil e alegre \u00e9 um ato pol\u00edtico, uma forma de transgredir\u201d, justifica <strong>Z\u00e9lia<\/strong>, por telefone. No texto de apresenta\u00e7\u00e3o que ela mesma assina, a cantora conta que o \u00e1lbum \u201cfoi idealizado num momento muito agressivo das nossas vidas, que desembocou no ano de 2019\u201d. No entanto o resultado s\u00e3o 11 m\u00fasicas doces, calmas e transl\u00facidas. \u201cFoi uma rea\u00e7\u00e3o inconsciente, querendo ficar consciente. Quando vi o que tinha reunido, tinha essa caracter\u00edstica. Com tanta viol\u00eancia, tanta coisa acontecendo, eu acho que estava precisando disso\u201d, continua.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;O Que Mere\u00e7o&quot; (Clipe Oficial) | Z\u00e9lia Duncan\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2VW-TgdY67U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E \u00e9 a essa conclus\u00e3o que ela chega: <strong>Tudo \u00e9 Um<\/strong> fala mais sobre o que ela deseja do que sobre o que ela tem visto. Por isso ela alerta que fala de uma positividade importante para seguir, mas sem ser \u201csurtado\u201d. \u201cDe uns anos pra c\u00e1, eu ando muito atenta ao que me rodeia. Sempre fui assim, mas radicalizei um pouco mais pra que eu possa exercitar a gentileza, o perd\u00e3o, a amizade, a sororidade com as mulheres. Gostaria que meu disco fosse um alento. Um momento de leveza, mas um tempo pra pensar tamb\u00e9m\u201d, relativiza.<\/p>\n<p>Muito desses sentimentos e dessa mansid\u00e3o de Tudo \u00e9 Um deve-se a Christiaan Oyens, parceiro dos primeiros anos de <strong>Z\u00e9lia Duncan<\/strong>, de quando ela era apontada como a \u201cJohnny Mitchell brasileira\u201d. Eles<\/p>\n<div id=\"attachment_19722\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19722\" class=\"wp-image-19722\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton-300x450.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"525\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia1@roberto.setton.jpg 1890w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-19722\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Roberto Setton | Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>andavam profissionalmente afastados h\u00e1 cerca de 10 anos e a reaproxima\u00e7\u00e3o trouxe de volta aquele aroma do in\u00edcio da carreira da niteroiense que chamou a aten\u00e7\u00e3o pelos graves cantando <em>Catedral<\/em> e <em>N\u00e3o V\u00e1 Ainda<\/em>. <em><strong>O Que eu Mere\u00e7o<\/strong><\/em>, por exemplo, poderia estar em <em>Acesso<\/em> (1998). Este folk de Juliano Holanda chegou para <strong>Z\u00e9lia<\/strong> atrav\u00e9s do compositor pernambucano Alm\u00e9rio. \u201cO Alm\u00e9rio chegou trazendo o Juliano, o Martins e o PC. Eles est\u00e3o compondo muito e, depois de gravar essa, eu e o Martins j\u00e1 temos mais tr\u00eas parcerias. Em tempos de muita dificuldade, \u00e9 importante o encontro\u201d, analisa a artista.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que o clima de <strong>Tudo \u00e9 Um<\/strong> remete ao in\u00edcio de carreira, mas Z\u00e9lia Duncan, aos 54 anos, 30 deles dedicados \u00e0 m\u00fasica, est\u00e1 longe de ser uma iniciante. Sua bagagem art\u00edstica \u00e9 das mais variadas e sempre coerente. Essa coer\u00eancia d\u00e1 a ela a liberdade de fazer o que quer com sua m\u00fasica, sem se preocupar com opini\u00f5es ou gerar expectativas de sucesso. \u201cFoi muito tempo fazendo muita coisa. Isso me deu muita tranquilidade pra agora fazer esse disco. A mim cabe fazer, n\u00e9? Se eu for pensar em quem vai ouvir talvez at\u00e9 fique deprimida. Mas eu pretendo levar esse disco a muita gente e gostaria que um monte de gente ouvisse\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algo de muito urgente e aut\u00eantico em Z\u00e9lia Duncan. 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